A REVOLUÇÃO PORNOGRAFICA


A banda larga acelerou também uma revolução no desenvolvimento sexual dos jovens neste século. Meninos e meninas tomaram a pornografia como algo trivial na vida. E isso cada vez mais cedo. Como o universo adulto ainda falha em oferecer esclarecimentos, muitos "aprendem" sozinhos. É nesse cenário que o repertório da web pode virar um espelho deformado da realidade, com noções equivocadas sobre como tratar uma mulher e como buscar prazer numa relação. As novas gerações crescem com o risco de tomar a pornografia por sexo convencional - ou, pior, uma prática melhor que sexo de verdade.

Nem é preciso correr atrás. Esse conteúdo chega fácil por meio de grupos de amigos ou parceiros de flerte. A pornografia salta das telas dos celulares dos garotos. Em qualquer lugar, os jovens trocam e compartilham nudes pelo WhatsApp, por exemplo, num comportamento que indica a informalidade desta geração para lidar com o que era tabu. Em meio a essa distribuição de imagens de corpos nus, fica a pergunta: o que a intimidade, própria e alheia, ainda significa?

Nessa virada comportamental, o controverso vício em pornografia ganha status de patologia na psiquiatria. Hoje, especialistas em estudos sobre sexualidade começam a mirar os efeitos do consumo excessivo - e precoce - de conteúdo adulto. Um pacote de depressão, ansiedade, déficit de atenção e até uma alarmante incidência de disfunção erétil entre jovens tem aparecido nos consultórios, em transtornos ligados à compulsão por vídeos.

Mas os atores desse debate concordam que não cabe à pornografia o papel de vilã. Psiquiatras, ativistas ligados à sexualidade e mesmo muitos dos próprios jovens entendem que a carência reside no diálogo coletivo e na maneira de entender o relacionamento das pessoas com suas necessidades sexuais. A busca pelo prazer já existia muito antes da internet e certamente seguirá existindo. Cabe então à sociedade ajudar essas gerações que crescem com celulares na mão a entender que o sexo na vida real não tem gosto de plástico.

Há um consenso entre especialistas em sexualidade que uma geração entra em contato com a pornografia mais cedo que a anterior. Como a era digital pôs a internet à frente do diálogo familiar e escolar, muitos garotos têm baseado seu perfil sexual na cultura de agressividade e dominação contra meninas. Afinal, a pornografia convencional sempre louvou a ejaculação masculina.

Thiago Torres Monteiro é integrante do Clube Love, plataforma que promove debates sobre sexualidade. Em 2015, o grupo fez barulho na internet entre jovens com uma campanha ousada contra a banalização dos nudes. "Os jovens não entendem o nude como pornografia. Faz parte da paquera. E, mais para frente, é até normal o menino compartilhar a foto da namorada nua com os amigos", relata ele, que aponta a cultura de humilhação feminina como a distorção mais comum do adolescente que constrói hoje a sua sexualidade. "É alarmante a quantidade de meninas que se suicidam depois de passarem por constrangimentos de serem expostas na internet", afirma.
Há o risco de esse comportamento condicionar preferências. Foi mais ou menos isso o que aconteceu ao mato-grossense Miguel*, compulsivo por pornografia:

“Eu tentei reproduzir algumas coisas vistas nos vídeos pornográficos. Ela (parceira) não gostou, e eu também não me senti bem em fazer isso com ela. Mesmo se realizasse todas as minhas fantasias, isso não iria me satisfazer (...) a minha frustração é pelo fato de saber que esses atos não preenchem o vazio da minha alma.”

O QUE É NORMAL?
Uma deformação dos padrões considerados normais pode ser vista em estudo recente publicado na Espanha. O trabalho identificou uma onda de garotas adeptas da depilação total da vagina e uma tendência de meninos exageradamente agressivos com suas parceiras - características típicas da pornografia. O Brasil ainda não conta com nenhum levantamento desse tipo, mas a observação de especialistas aponta direção semelhante.

"O garoto vê que sua parceira estranha, e ele passa a ser rejeitado. E ele não entende o que está acontecendo. Ele diz: 'eu fiz aquilo que deveria ter sido feito e não tive a contrapartida'", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do programa de estudos em sexualidade e professora da Escola de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). "Ele vai achar que sofre de alguma deficiência. Os órgãos sexuais que ele vai ver nessas cenas e o desempenho dos atores não são compatíveis com o cotidiano. Então, o jovem vai pensar que jamais conseguirá um desempenho daquela ordem", completa a médica.

Para o jovem incomodado com seu comportamento sexual, a informação é sempre uma saída. E, mais uma vez, a internet faz o papel de ombro amigo. Depois de uma dica do Miguel, o TAB ingressou num fórum online no qual adolescentes brasileiros discutem disfunção erétil, compulsão por categorias extremas de pornografia ou sentimento de vergonha. Garotas também descrevem suas experiências nesse espaço. Uma delas fala da perseguição social que enfrentou após admitir para meninos que gostava de pornô. Outra seção concentra depoimentos de mulheres que lidam com distúrbios de parceiros, pedindo conselhos.

E OS PAIS?
 "Tentei falar com a minha mãe, mas ela dizia que era coisa natural: 'seu tio fazia isso, seu pai fazia isso'. Mas ela não sabia que eu abria 20 abas de sites por noite", conta o paraense Ricardo* sobre a tentativa de procurar ajuda dentro de casa.

Lidar com a situação já não era fácil há 20 anos, quando um pai encontrava a coleção de revistas masculinas do filho adolescente e tomava como necessária uma conversa de orientação. Hoje, o repertório pornográfico na órbita dessa faixa etária é bem mais vasto, com particularidades muitas vezes impensáveis para a cabeça dos pais. Mesmo assim, juntar coragem para um papo franco continua sendo a alternativa mais adequada.

"Até existem pais que dão camisinhas para seu filho, para sua filha, mas sem conversar fica difícil. Porque não é só a gravidez que está em jogo na realidade deles", diz Thiago Torres, ativista do Clube Love. "O próprio compulsivo não vai se declarar enquanto ele não chegar a uma situação de limite. O que leva ele a buscar ajuda é ter passado por perda e sofrimento", completa Carmita Abdo, da USP.
Uma busca simples no Google oferece a sensação que a pornografia domina a rede. Um exemplo mais preciso sobre a fartura desse conteúdo pode ser visto na compilação de dados abaixo, retirada de um relatório anual do site PornHub:

Sites de pornografia têm mais visitantes mensais do que Netflix, Amazon e Twitter, juntos
4.392.486.580 horas foram gastas nos vídeos do PornHub em 2015 (sim, 4 bilhões!)
87.849.731.608 vídeos foram vistos no PornHub em 2015 (média de 12 vídeos por pessoa no planeta)

Os brasileiros gastaram em média 7min57 no PornHub em 2015 - ocupam o número 18 no ranking de países (Filipinas lidera a estatística, com 12min45) Como foi o acesso do Brasil no PornHub em 2015: 50% computadores, 45% celulares e 5% tablets.

DEZ HORAS SEGUIDAS
Guilherme*, 28, percebeu o seu vício em pornografia quando sua rotina passou a incluir sessões de até dez horas na frente do computador. "Escolhi ficar trancado em uma sala das 8h às 18h sem comer, sem beber, sem falar com ninguém, para ficar apenas me masturbando e vendo pornografia", conta o rapaz.

Já Miguel*, 29, se viu no fundo do poço ao não conseguir se concentrar no trabalho - eram comuns as pausas para masturbação. Por sua vez, o paraense Ricardo* diz que já se considerava compulsivo por pornografia aos 14 anos. Hoje, com 21, ainda batalha para que o comportamento não atrapalhe sua vida de universitário.

É possível identificar pontos em comum nas histórias desses homens. Além do quadro de isolamento social que acompanha o ritual, a recuperação ocorre com atividades que "ocupem a mente". Eles também contam o tempo sem recaídas, exatamente como fazem membros do Alcoólicos Anônimos em tratamento - é um dia de cada vez. Quando conversou com o TAB, Guilherme comemorava três dias sem contato com a pornografia online. Já Miguel contava 32 dias "limpo", ainda distante do auge de três meses, façanha máxima de sua batalha pessoal.

“Hoje em dia a pornografia acaba chegando até você, não precisa procurar. É como oferecer um coquetel para um bêbado. Chega pelo WhatsApp, Facebook, Twitter, qualquer rede social. Você acaba pensando em pornografia influenciado por coisas culturais também, como uma ou outra música sertaneja que fale de uma menina dançando de saia curta.” Ricardo*, universitário de Belém (PA).

Com 14 anos, o americano Gabe Deem já havia visto "todos os tipos de pornografia que se possa imaginar" e se sentia dominado pela compulsão. Hoje, aos 27, o personal trainer de Dallas é quase uma celebridade da comunidade online que luta contra o vício nos sites Reboot Nation e Your Brain On Porn. Veja seu depoimento:

UOL: Na fase de compulsão, você se tornou agressivo com as mulheres?
Gabe Deem: Com o tempo, as conversas que eu tinha com os meus amigos sobre garotas mudaram. A conversa não era sobre qual garota beijava melhor, mas quais garotas deixariam a gente fazer aquilo que víamos na pornografia. Eu me tornei manipulador e coagia minhas parceiras a fazer o que eu via na pornografia.
UOL: Como você se recuperou?
Gabe Deem: Aprendi que meu cérebro pode ser religado e pode reconquistar sensibilidade se eu desse um descanso de estímulos artificiais para ele. E fiz isso. Em pouco tempo minha libido e rotina sexual com a minha parceira voltaram à normalidade. Esse processo de recuperação é o que chamamos de "reinicialização" (reboot), em que uma pessoa pode restaurar as configurações de fábrica de seu cérebro. O "reboot" é um tratamento de 90 dias sem estímulos sexuais artificiais, ou seja, longe dos sites de pornografia.
UOL: Que histórias tem recebido no site?
Gabe Deem: Alguns jovens que me escrevem pela primeira vez estão depressivos e suicidas. Eles estão assustados com a possibilidade de nunca mais conseguirem ser sexualmente ativos com suas parceiras.

FETICHE EM POKÉMON
Os especialistas dizem notar que, quando um jovem passa a ter a pornografia como parte da sua vida, é comum "refinar" os critérios de prazer. Ou seja, para muitos garotos, o sexo convencional deixa de ser atrativo. É neste momento que começa uma jornada por categorias extremas e inusitadas, todas disponíveis para quem tem uma dose a mais de curiosidade e uma boa conexão à internet. "Passam das fotinhos de meninas nuas para taras como troca de casais, sexo grupal e violência contra travestis. Eles cansam de uma coisa e vão atrás de algo novo, mais pesado", diz Thiago Torres.

O site PornHub é um dos campeões mundiais de acesso em conteúdo adulto. Recentemente, o grupo divulgou um relatório sobre o comportamento dos seus usuários. No trecho que mapeia as pesquisas dos brasileiros, nota-se o aumento da predileção por vídeos pornográficos em forma de desenho animado. Em 2015, "cartoon" foi o termo mais usado em acessos do Brasil, enquanto "hentai 3D" foi a subcategoria que mais cresceu entre usuários do país, com 693%. O estudo também ressaltou o interesse dos brasileiros por situações específicas envolvendo personagens de "Pokémon" e "Scooby Doo".

"A animação passava uma ideia de inocência, de perfeição. É uma coisa fantasiosa, parecia não cansar", diz o universitário Ricardo*, que em seu depoimento ao TAB admitiu ter passado por uma fase específica de busca por pornografia animada.

A mente de um compulsivo
Há três regiões do cérebro que respondem mais ativamente em pessoas com comportamento sexual compulsivo do que em pessoas "saudáveis" - são as mesmas regiões ativadas em alcoólicos ou dependentes de drogas em contato com seu objeto de compulsão.


PORNÔ, DROGA?
O protagonista do filme "Como Não Perder Essa Mulher" namora a personagem de Scarlett Johansson, mas mesmo com esse incentivo ele só consegue se satisfazer em sessões de prazer solitário. Em uma reflexão, o rapaz admite que começa a ficar excitado só de ouvir o seu computador ligando. É o cérebro de um compulsivo reagindo ao objeto de obsessão, diriam os especialistas.

Entender esse fenômeno moderno já inspira esforços da academia internacional. Uma pesquisa da Universidade de Cambridge (Reino Unido) analisou o impacto do vício em conteúdo adulto em cérebros humanos. Por meio da técnica da ressonância magnética funcional, os pesquisadores monitoraram a atividade cerebral de 22 homens que consomem material pornográfico de forma compulsiva e de 40 indivíduos considerados "saudáveis". Todos eles foram expostos a imagens sexuais durante a observação.

"Descobrimos que a pornografia altera a atividade cerebral e que o padrão cerebral resultante assemelha-se muito ao que é observado em um dependente de drogas quando na presença do seu objeto de compulsão", afirma a portuguesa Paula Banca, PhD em Neurociência Cognitiva e pesquisadora integrante do estudo em Cambridge. Os pesquisadores admitem que o esforço não fornece provas suficientes para dizer que a pornografia é "inerentemente viciante", mas destacam uma conclusão do estudo - quanto mais novo o indivíduo, maior o nível de atividade cerebral em situações de exposição aos conteúdos adultos.

Mas é natural que haja quem conteste qualquer interpretação de exagero de consumo de pornografia como doença. No livro "Vício Em Sexo: Uma História Crítica" (Sex Addiction: A Critical History), o professor neozelandês Barry Reay trata a questão como um frenesi oportunista e moderno. "Uma das fraquezas desse conceito é determinar o que constitui essa aflição. É uma aferição muito nebulosa, não pode ser deixada para que o indivíduo determine. Deveria existir algum tipo de critério que diga o que é exagero no consumo de pornografia", afirma o professor de História da Universidade de Auckland. "É importante reconhecer o papel da mídia, criando um clima em que conceitos não desafiados, como vício em sexo e pornografia, são a explicação mais fácil para qualquer distúrbio de comportamento sexual", acrescenta.

INTERVENÇÃO ESTATAL
Um debate promovido pelo Estado sobre a distribuição da pornografia como um elemento do nosso tempo ainda é incipiente. No Brasil, por exemplo, não há nenhuma política sobre como lidar com o tema. Nos últimos anos, alguns poucos países deram sinais que medidas de inibição podem virar tendência, preterindo iniciativas de diálogos mais amplos sobre comportamento e educação sexual.

Em 2013, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que a pornografia online estava "corroendo a infância" dos jovens e anunciou que todos os provedores de internet do Reino Unido teriam como padrão bloquear conteúdos adultos - quem quisesse o acesso, teria de comunicar o interesse. No ano passado, a União Europeia determinou que o tráfego de informações na internet não deveria sofrer qualquer tipo de interferência, mas Cameron peitou a orientação do bloco e manteve a censura local.

O estado norte-americano de Utah aprovou recentemente uma resolução que rotula a pornografia como "crise de saúde pública", mas ainda sem oferecer diretrizes claras de como tratar o assunto. Uma das regiões mais conservadoras dos Estados Unidos - a maioria da população pertence à religião mórmon -, Utah ficou em primeiro lugar em um levantamento da Universidade de Harvard em 2009 sobre os principais consumidores de conteúdo adulto no país.

O FUTURO DA RELAÇÃO
A pornografia que influencia o comportamento de jovens é a mesma que serviu como "ponta de lança" para desenvolver tecnologicamente recursos da internet. Esse mesmo conteúdo que pode estimular agressividade contra mulheres eventualmente ajuda casais a saírem da estagnação de seus relacionamentos ou, em uma análise mais fria, mantém indivíduos em ambiente de sexo seguro, com seus hábitos solitários.

Será justo então tomar a pornografia como um mal social? Em um mundo no qual é comum adolescentes trocarem conteúdo adulto em grupos de WhatsApp, é difícil acreditar que peitos e bundas saiam de cena ou sejam controlados. Por isso, seja nas conversas acadêmicas ou na gíria juvenil, certamente é melhor pensar em como discutir de forma saudável o desenvolvimento da sexualidade. Aí, antes da escola ou do Estado, entra o papel preponderante dos pais.

"Muitas vezes eles (pais) reagem mal, de forma punitiva, de forma coercitiva. Seria mais interessante buscar a prevenção. O ideal seria um processo de educação sexual constante, desde a infância", reflete Carmita Abdo, da USP. "A gente tem observado isso com relatos das famílias, as crianças começando a se interessar e procurar pornografia na internet a partir dos 8 anos. É extremamente preocupante. Se o pai não chegar primeiro, a informação vai chegar da maneira mais errada e promíscua possível", completa o ativista Thiago Torres, do Clube Love.  *nomes alterados a pedido dos entrevistados.

Fonte: UOL
Autor: BRUNO FREITAS
Colaborador do UOL TAB

A ILUSÃO DA PÁSCOA


A Páscoa como é comemorada hoje é uma grande mentira.

Imagine, coelhos, ovos de páscoa, chocolate; essas coisas nunca existiram no contexto da antiga festa da Páscoa, a festa bíblica.

Cristãos participarem dessas coisas é uma negação da fé cristã. É uma perversão de algo tão significativo que se referia à morte de Jesus Cristo.

Hoje a Santa Ceia remete a antiga Páscoa. Mas transfigurar a antiga festa, mesmo que já tenha passado, em coelhos, ovos e chocolate é um sacrilégio.

O erro está tão misturado à verdade que os cristãos estão cegos e não conseguem discernir o que é correto.

A ilusão de contos imaginários são substituídos pela verdadeira história biblica.

Mentimos para os inocentes, iludimos nossas crianças nas escolas, e contamos mentiras, fábulas aos nosso filhos.

Sigamos o conselho da profecia - "rejeita as fábulas" 1Tm 4.6.

Mas não cumpramos a condenação da profecia - "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade mas se voltarão às fábulas" 2Tm 4.4

Não ensinemos fábulas aos nossos filhos; não incentivemos eles a acreditar em mentiras.

Toda vez que um ovo de páscoa é presenteado a uma criança, uma mentira é colocado em seu coração e uma fábula alcança sua mente.

CRISTÃOS COMEMORAM A PÁSCOA?


"Cristo, nossa Páscoa, já foi sacrificado por nós" 1Co 5.7up; JFA EC.

A Páscoa era uma das Sete Festas do sistema cerimonial que apontavam para os eventos na vida e ministério do Messias.

1. Festa dos Pães Ázimos - a vida sem pecado do Messias
2. Festa da Páscoa - a morte do Messias
3. Festa das Primícias - a ressurreição do Messias
4. Festa do Pentecostes - o dom do Messias à humanidade - o Espírito Santo
5. Festa dos Tabernáculos - a Segunda Vinda do Messias e a Nova Jerusalém
6. Festa das Trombetas - os eventos que antecedem e anunciam o Dia do Juízo
7. Festa do Dia da Expiação - o Dia do Juízo e o Ministério Celestial do Messias

Mas a Páscoa se cumpriu no evento do Calvário, com a morte do Messias, Jesus Cristo, deixando de existir.

A Páscoa hoje é um evento de Babilônia; é a Igreja Romana que comemora a Páscoa e ainda vincula o evento em seu calendário espúrio.

Comemorar a Páscoa é reconhecer a autoridade de Babilônia.

Comemorar a Santa Ceia e ver nesta cerimônia a festividade que aponta para o que Jesus fez, finalmente é participar do Israel Espiritual, o verdadeiro povo de Deus na Terra.

O texto de Paulo à Igreja de Corinto apelava aos crentes - "Lançai fora o fermento velho, para que sejais massa nova" 1Co 5.7pp. Comemorar a Páscoa é reconhecer que vivemos no 'velho homem' ou na lei cerimonial.

A 'massa nova' se constituiu na nova ordem instituída por Jesus; a nova vida que Ele instalou no crente e na história humana. Essa nova vida inclui esta livre do cerimonialismo que a Páscoa está incluído.

Cristãos não comemoram a Páscoa; judeus comemoram a Pessach; e católicos romanos se utilizam dela equivocadamente.

'Cristo é nossa Páscoa e já foi sacrificado' e se temos de comemorar algo, que seja a Ceia instituída por nosso Senhor Jesus - a Santa Ceia.

PORNOGRAFIA E JOGOS - A BUSCA PELO PODER E PRAZER


Em um novo livro, A morte dos rapazes: Por que os rapazes estão lutando e o que podemos fazer ao respeito, os psicólogos Philip Zimbardo e Nikita Duncan dizem que podemos perder toda uma geração de homens para o vicio da pornografia e dos videogames. Sua preocupação não é com a moral, mas, pelo contrário, é com a natureza desses vícios em transformar o padrão dos desejos necessários para a comunidade.
Há uma diferença chave entre pornografia e jogos. Pornografia não pode ser consumida com moderação porque é por definição, imoral. Um jogo de videogame pode ser uma diversão inofensiva quando praticado de maneira amistosa. Mas a forma compulsiva de jogos compartilha um elemento chave com a pornografia: Ambas são feitas para simular algo, algo que cada homem deseja.
A pornografia promete orgasmo sem intimidade. Batalhas virtuais prometem adrenalina sem perigo. A excitação que as torna tão atraentes é fundamentalmente espiritual em sua raiz.
Satanás não é um criador, mas um plagiador. Seu poder é parasita, bloqueando bons impulsos e direcionando-os ao seu próprio propósito. Deus quer que um homem sinta a impetuosidade da sexualidade na união abnegada com sua esposa. E um homem deve, quando necessário, lutar por sua família, seu povo, pelos fracos e vulneráveis que estão sendo oprimidos.
O ímpeto pelo êxtase do amor justo e pela nobreza da guerra justa são questões atinentes ao evangelho. A união sexual ilustra o mistério cósmico da união entre Cristo e a Sua Igreja. O chamado à batalha está baseado em um Deus que protege Seu povo, um Cristo Pastor que arranca as suas ovelhas da boca dos lobos.
Quando tais ímpetos são dirigidos à ilusão das novidades em contínua expansão, eles matam o prazer. A busca por uma companheira é boa, mas a bem-aventurança não está em desfilar com uma novidade a cada semana. Está em encontrar aquela que foi feita para nós, e viver com ela na missão de cultivar a nova geração. Quando necessário, é certo lutar. Mas a luta de Deus não é uma novela sem fim. Termina em uma ceia, e em uma paz perpétua.
Além disso, esses desejos compulsivos fomentam os vícios aparentemente opostos da passividade e da hiper-agressão. O viciado em pornografia se torna um perdedor lascivo, abandonando a união de uma só carne para isolar-se na masturbação. O viciado em jogos de videogame se converte em um pugilista covarde, abandonando a coragem de proteger os outros pela agressão que não se arrisca a perder a vida de alguém.

Em ambos os casos, o indivíduo busca a sensação de ser um verdadeiro amante ou um verdadeiro lutador, mas faz isso utilizando suas glândulas de reprodução ou adrenalina diante de imagens pixeladas, ao invés de pessoas de carne e osso com as quais tenha responsabilidade.
Zimbardo e Duncan estão certos: esta é uma geração atolada no amor falso e na guerra falsa, e isso é perigoso. Um homem que aprende a ser um amante através da pornografia amará ao mesmo tempo a todos e a ninguém. Um homem obcecado em jogos violentos pode aprender a lutar contra todos e contra ninguém.
A resposta a ambos os vícios é vencer a excitação pela excitação. Apegar-se a uma visão do evangelho, de um Cristo que ama a Sua noiva e luta para salvá-la. E, assim, treinemos os nossos jovens para seguirem a Cristo aprendendo a amar uma mulher real, às vezes lutando contra seus próprios desejos e os seres espirituais que buscam devorar-nos. Ensinemos nossos jovens a fazer amor e a guerrear… de verdade.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

A EXPERIÊNCIA INTERIOR DO LOUVOR


Muitas músicas contemporâneas não louvam a Deus, mas louvam a experiência do ser humano; elas falam das emoções humanas, da experiência do indivíduo ou do que a pessoa sente.

O louvor a Deus é caracterizado pela exaltação de Deus. O louvor, propriamente dito, engrandece a Divindade, Seus atributos, Seu poder é relatado e Sua Pessoa enaltecida.

Há muitos tipos de músicas religiosas:
- de louvor
- promocionais [muito produzidas hoje]
- súplicas
- temáticas [versam sobre temas bíblicos - esperança, segunda vinda, ressurreição etc] são as que mais existem
- extraídas dos Salmos [repetem a letra inspirada dos salmos bíblicos]
- experienciais [descrevem uma experiência particular; há salmos neste formato]
- inspiradoras [são músicas motivacionais]
- para ocasiões especiais
- etc.

O nosso padrão deveria ser o livro dos Salmos; cada Salmo é um hino e ali encontramos vários tipos, mas principalmente os de exaltação a Deus.

Imagine que há músicas que são cantadas em reuniões de crentes, no início da adoração e que falam de 'Pequenos Grupos', do 'sábado', do 'trabalho missionário' etc. Como já citado, existem vários tipos de música dentro do mesmo gênero, mas deve haver um discernimento ao escolhe-las. Há certos tipos de musicas religiosas que não louvam a Deus.

E mesmo quando as músicas são compostas elas devem refletir a Teologia denominacional; o que há muito hoje é a 'teologização' ou o ponto de vista do indivíduo.

Um exemplo disso é um louvor lindíssimo mas com um erro comprometedor; a música "Não há que temer" [obs. está é uma crítica construtiva, sem o objetivo de desfazer o trabalho do autor da música]

Eu sou o Senhor
Rei de Israel
Santo redentor
Começo e o fim
Sou o criador
O verdadeiro Deus
Eu sou a cura
Sou o poder

Eu sou o amém
Estrela da manhã
Eu morri na cruz
Trouxe salvação
Conheço a tua dor
Ouço o teu clamor
E minha destra, não falhará

Não há o que temer
Contigo eu estou
Não te assombres
Porque eu sou o teu Deus
Te fortalecerei, te sustentarei

Com minha mão, eu serei fiel

Se o louvor fosse elaborado na segunda pessoa do singular - "Tu És o Senhor" - se caracterizaria como uma exaltação. Mas a música na primeira pessoa desvirtua a experiência de quem canta.

Os Salmos seguem um padrão correto quando usam a primeira pessoa:
"Bendize a minha alma ao Senhor" Sl 104.1
"Rendei graças ao Senhor" Sl 105.1
"Louvai ao Senhor... todos os povos" Sl 117.1
"O meu socorro vem do Senhor" Sl 121.2
"Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado" Sl 145.3

A narrativa de alguns Livros dos Profetas trazem o texto na primeira pessoa, porque o profeta relata a fala Divina acompanhada da expressão - "Assim diz o Senhor" - "Olhai para Mim e sede Salvos" Is 45.18 e 22.

Há músicas contemporâneas que seguem uma perspectiva correta e exaltam o nome de Deus - "Santo somente é o Senhor"; "Teu Santo Nome"; "Só em Ti"; "Deus de Israel"; "Tu És".

Mas uma distorção é criada na mente do adorador, e o louvor é difuso quando ocorre na 1a pessoa. Veja a mesma música na 2a pessoa do singular:

Tu És o Senhor
Rei de Israel
Santo redentor
Começo e o fim
És o criador
O verdadeiro Deus
Tu És a cura
És o poder

Tu És o amém
Estrela da manhã
Morreste na cruz
Trazendo salvação
Conheces minha dor
Ouve meu clamor
E Tua destra, não falhará

Não há o que temer
Comigo Tu estás
Não me assombro
Porque Tu És meu Deus
Me fortalecerá, me sustentará

Com Tua Mão, Tu Serás fiel.

Algumas distorções que ocorrem são sutis, outras são mais claras; algumas letras tem detalhes, outras como a música aqui citada, estão distorcidas no todo.

Por exemplo, em uma música - "Obrigado" - há uma descrição de uma experiência em um sonho, de uma pessoa que está no céu:
[obs. está é uma crítica construtiva, sem o objetivo de desfazer o trabalho do autor da música]

"Eu sei que lá no céu, ninguém irá chorar
Mas acho que senti uma lágrima rolar"

Já o texto bíblico afirma - "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima" Ap 21.4

Isso pode parecer um pequeno 'detalhe' mas são em situações como essa que os conceitos musicais estão se sobrepondo aos conceitos bíblicos.

A poesia tem sua plasticidade, mas note que os Salmos são poesias, e nem por isso sacrificam o restante das Sagradas Escrituras.

Se você conhece alguma outra 'distorção' ou discordância em alguma música, poste o trecho da música aqui nos comentários. Os comentários ofensivos serão retirados. 

O objetivo é criarmos uma mentalidade que identifique essas distorções e anormalidades e valorizemos mais as Sagradas Escrituras do que o veículo musical, que tem o seu valor, mas precisa ser colocado no seu devido lugar. E isso é feito pelo indivíduo, ou o ouvinte.

[obs. esse é um texto livre de um blog; não tem a pretensão de ser um artigo ou de denegrir o trabalho de quem quer que seja]

FÃS OU DISCÍPULOS


Uma nova geração de cristãos está se formando dentro das igrejas, uma geração de fãs e não de discípulos de Jesus.

Para o mundo é algo natural cantar as músicas de seus artistas musicais preferidos, se vestir como os astros do cinema ou copiar o estilo de vida das estrelas da TV.

Mas a norma de vida do cristão é a Palavra de Deus. Não cabe na vida de um cristão o estilo de vida mundano; e quando isso ocorre, anormalidades são vistas em todas as áreas da vida do indivíduo que professa cristianismo.

Paul Washer, missionário, escritor e pregador norte-americano elaborou a frase - "Um dos nossos maiores problemas é que a maior parte do nosso cristianismo está baseado em clichês que lemos em camisetas cristãs. A maior parte do nosso cristianismo vêm de músicos e não da Bíblia".

Isso porquê o estilo de vida do mundo está sendo copiado; as baladas e shows se tornaram parte da rotina de alguns cristãos. A música saiu da área de adoração para o entretenimento. O que se canta não é para se louvar a Deus mas para se entreter.

E o fenômeno se agrava quando a 'tietagem' dos artistas do mundo, ocorre também dentro da igreja. Os crentes citam trechos de músicas e não versos da Bíblia. Os conceitos morais são retirados das musicas e não da Palavra de Deus.

Muitas músicas de cantores cristãos seguem o padrão do mundo, ou seja, versam sobre emocionalismo, sentimentalismo, romancismo espiritualizado etc. O perdão, arrependimento, justiça, santidade e a glória de Deus são conceitos desconhecidos por uma geração inteira.

Isso está formatando a mente de um segmento de crentes, quando em lugar disso a Palavra de Deus é que deveria construir seus conceitos e experiências.

A figura de Deus na mente de muitos é a de um deus como Édipo ou Eros; deus está sendo enlatado dentro de um ideologia romântica, emocional e sentimentalista para atender os desejos de um público que deseja entretenimento ou romance.

Concordo que deve haver o louvor para ser usado dentro do ambiente de adoração [igreja], mas também música para se ouvir no rádio do carro, em casa, na rua, nos momentos de entretenimento - musicas cristãs e de compositores cristãos.

Mas perdeu-se os limites disso tudo. Não há discernimento para se escolher as músicas ou até mesmo na composição das mesmas. A interpretação das musicas virou um show; o estrelismo dos cantores chama a glória para a performance do indivíduo e não para Deus.

Temos um ministério musical humanista - o centro é o indivíduo. Deus foi deixado de lado; Ele não é glorificado.

Mas Deus mesmo afirma - "Eu Sou Yahweh; esse é o Meu Nome; a minha glória a outro não darei, nem o meu louvor" Isaias 42.8.

ESTRELISMO


O estrelismo quando dentro do contexto das produções que não pertencem a igreja é compreensível; o mundo valoriza a figura do artista, aplaude sua performance e talento.

Mas o ambiente da igreja é para a exaltação e a adoração do Senhor Jesus Cristo, e não de humanos.

O formato que algumas pessoas estão dando nos cultos de louvor é totalmente inapropriado. A figura do cantor ou do músico é exaltada. Não adianta estar cantando letras bíblicas, ou músicas de adoração ou louvor, pois a evidência é no artista - a estrela.

Algumas performances dentro dos cultos de adoração ou nas apresentações musicais, são verdadeiro estrelismo. Os que assistem, vão para assistir 'fulano' ou beltrano' mas não para louvar ou adorar.

Não há espaço para a figura humana no ambiente da igreja ou nos cultos de louvor; Jesus deve aparecer e o ser humano desaparecer. Se o artista estiver preocupado com a espiritualidade, vai permitir que o 'eu' não apareça; e há como fazer isso.

Mas o erro não é só do artista, mas do público que se comporta como nos shows seculares, com aplausos, tietagem e valorização do talento do indivíduo ou de sua performance.

Isso é antropocentrismo [destaque da figura humana] na adoração ou louvor.

Artistas atuais valorizam e incentivam os ouvintes a uma 'idolatria' velada; se comportam nas mídias sociais como astros dentro da igreja.

Estão roubando a exaltação e adoração de Jesus; Ele deveria receber a atenção, a exaltação e ou louvor. Mas seres humanos estão recebendo aquilo que não lhes é devido e tirando a atenção dos crentes de Jesus.

O formato das apresentações denunciam a 'idolatria' velada; não é preciso imitar os shows seculares. As pessoas que vão atrás de sofisticação, já perderam da humildade e simplicidade que o cristianismo prega.

SÉRIES DE TV E OS HÁBITOS SEXUAIS


O que uma série de TV pode fazer no comportamento sexual das pessoas?
Os hábitos sexuais e a motivação por se procurar relacionamentos podem ser afetados pelos conceitos da TV.

Veja o resultado de uma das séries mais promíscuas, no comportamento e a reação das pessoas quando viram o protagonista da série envolvido em um sério problema de saúde:

“Quando o ator Charlie Sheen anunciou no ano passado que tinha hiv, dispararam as buscas no Google nos Estados Unidos para procurar informações sobre o vírus que causa a aids - disseram pesquisadores da revista “Journal of the American Medical Association”.

O Google recebeu 2,75 milhões de visitas acima do que era previsto. A procura por termos como “camisinha”, “sintomas do HIV” e “teste de HIV” também disparou.

Mas a pesquisa mostra que a notícia de Sheen "corresponde ao maior número de pesquisas do Google relacionadas ao hiv registrado nos Estados Unidos em um dia", diz o texto. A quantidade de pesquisas sobre hiv foram 417% maiores do que o habitual no dia da divulgação da notícia", acrescenta” Fonte: ZH Notícias

Charlie Sheen foi protagonista da série “Two And Half Men” que fez muito sucesso entre o público masculino por encenar as aventuras sexuais de um solteirão de meia idade. Sheen, que já foi o ator com maior salário da TV americana, no auge da série "Two and a Half Men".

Sheen foi casado três vezes e tem cinco filhos. Ao ser questionado se continua pagando, ele respondeu: "Não depois de hoje, não estou. Eu acredito que me libertei desta prisão hoje".
A reação do público ao saber da notícia, é como que – “se ele pegava todas as mulheres e se contaminou, eu também posso estar contaminado”.

As séries de TV afetam o comportamento humano; os conceitos que são divulgados através de uma mídia de entretenimento e com teor de comédia, minimizam as consequências dos atos.

O comportamento sexual do protagonista da comédia inspirou a muitos jovens a serem como ele.
A Bíblia aconselha os homens quanto às aventuras sexuais da seguinte forma:

“Meu filho, dê atenção à minha sabedoria, incline os ouvidos para perceber o meu discernimento.
Assim você manterá o bom senso, e os seus lábios guardarão o conhecimento.
 Pois os lábios da mulher imoral destilam mel; sua voz é mais suave que o azeite, mas no final é amarga como fel, afiada como uma espada de dois gumes.
Os seus pés descem para a morte; os seus passos conduzem diretamente para a sepultura.”
Provérbios 5.1-5


Cherlie Sheen está experimentando o ‘amargor do fel’ da promiscuidade, e a dor da ‘espada de dois gumes’ da doença.