A ERA DA PÓS-VERDADE


A era da Pós-Modernidade está sendo substituída por outra fase da humanidade, a Pós-Verdade.

"O Dicionário Oxford (Oxford Dictionaries) escolheu post-truth, "pós-verdade", como palavra internacional do ano de 2016, refletindo o que chamou de 12 meses "politicamente altamente inflamados".

A palavra é definida pelo dicionário como um adjetivo "relativo a ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal".

Casper Grathwohl, da Oxford Dictionaries, disse que "pós-verdade" poderia se tornar "uma das palavras que definem nosso tempo". Fonte: BBC

A história humana pode ser dividida em eras:
- a Era das Descobertas - 1500 a 1700
- a Era da Modernidade - 1700 a 1900
- a Era da Pós-Modernidade - 1900 a 2000
- a Era da Pós-Verdade - 2000 em diante

A Pós-Modernidade postulou que a Verdade seria relativa; cada indivíduo possui a sua própria interpretação para a verdade em diversas áreas da vida.

A expressão 'Pós-Verdade' "ganhou popularidade nas campanhas do plebiscito do Brexit e da eleição americana, ambas marcadas pela disseminação de notícias falsas nas mídias sociais e de mentiras por candidatos ou figuras-chave de campanha." Fonte: BBC



Veja que o termo foi cunhado a partir da valorização de informações não verdadeiras mas que determinam a opinião do público.

É a interpretação de alguém sobre um fato ou uma história, que apesar de não ser comprovada se constituiria relevante. "Em setembro, o termo ganhou proeminência com uma matéria de capa da revista britânica The Economist intitulada "Arte das Mentiras: Política pós-verdade na era das mídias sociais". Fonte: BBC

A era da Pós-Verdade é caracterizada por afirmações a partir da aparência dos fatos e não da verdade propriamente. Se você enxerga algo como suspeito e sua interpretação imagina algo sobre isto, esta seria a sua opinião e verdade!

"O artigo citava como exemplo de "política pós-verdade" a informação disseminada na campanha pelo Brexit de que a permanência da Grã-Bretanha na União Europa "custava 350 milhões de libras por semana aos cofres públicos" e que o dinheiro - após a eventual saída do bloco - seria destinado ao serviço público de saúde. Para a revista, o candidato (e depois presidente eleito dos EUA) Donald Trump seria "o expoente máximo da política pós-verdade", graças a afirmações como as de que o certificado de nascimento de Barack Obama seria falso, ou de que o pai de seu rival republicano Ted Cruz teria estado com Lee Harvey Oswald antes do assassinato de John Kennedy, replicando uma história não comprovada publicada por um tabloide americano." Fonte: BBc

A 'inverdade' ou algo mentiroso forjado como verdade é o grande argumento de nossa era. É uma lógica imaginária, até visível e aparente, mas que não se trata da verdade.

Na era da Pós-modernidade, essas afirmativas eram 'politicamente incorretas' mas agora elas fundamentam as escolhas dos povos e nações. Donald Trump foi eleito a partir de afirmações geradas com esse tipo de pensamento.

Se você parece extremista é assim que você será tratado. Se você parece suspeito é assim que você será visto por todos.

A Verdade deixou de ser o parâmetro para a aparência dos fatos determinaram as decisões.

"Segundo Gratwohl, "pós-verdade" vem há algum tempo encontrando sua sustentação linguística "graças à ascensão das mídias sociais como fonte de notícias e uma crescente desconfiança dos fatos oferecidos pelo establishment". Fonte: BBC

Agora imagine isso trazido para o contexto da religião. 

Reportagem da BBC aqui.

HOLLYWOOD E O FALSO PROFETA

O Apocalipse fala do 'Falso Profeta' [13.6; 19.20; 20.10] e ele tradicionalmente é interpretado como o Protestantismo Apostatado.

O 'Falso Profeta' é um dos personagens apocalípticos que os EUA transveste no papel de protagonista junto com a primeira besta ou Papado. [Leia aqui]

O Protestantismo Apostatado se faz 'Falso Profeta' por que ele assume a imagística dos falsos profetas do Antigo Testamento que pretendiam falar em nome de Deus mas falavam mentiras e desencaminhavam o povo.

Hollywood aqui aparece como um 'vidente' e surpreendentemente tem acertado nas previsões dos roteiros de filmes e séries.

A seguir a reportagem imparcial da BBC que indica Hollywood como o grande vidente do momento:


"Essa cena de "Os Simpsons" mostrando Trump efetivamente como presidente é de 2015; mas um episódio de 2000 também o havia citado no comando da Casa Branca.

No cinema, na TV e na música, a possibilidade de Donald Trump se tornar presidente americano já havia sido levantada bem antes até mesmo de a corrida presencial começar.

A eleição do republicano fez com quem muitos fãs do desenho Os Simpsons lembrassem sobre um episódio antigo em que o bilionário governava os Estados Unidos.

Em Bart to the Future, que foi ao ar em 2000, Lisa acaba de assumir a Presidência americana e está na Casa Branca explicando a situação do país. "Herdamos uma grave crise orçamentária do presidente Trump", diz ela.

Então ela pergunta ao secretário de Estado, seu amigo de infância Milhouse, qual a gravidade das finanças americanas após o governo Trump. E ele responde: "O país está quebrado."

Em uma entrevista concedida no começo deste ano, o roteirista do programa Dan Greaney descreveu o episódio como "um alerta para os Estados Unidos".

"(A ideia de ter Trump como presidente) Nos pareceu algo lógico para mostrar a última parada antes do fundo do poço. Era consistente com a visão de um país beirando à loucura", disse Dan ao site Hollywood Reporter.

"Precisávamos de uma situação em que Lisa tivesse problemas além de sua capacidade de resolução, e que tudo desse o mais errado possível. Foi por isso que colocamos Trump como o presidente antes dela."


Episódio do ano passado faz referência à "entrada" que Trump de fato fez no dia em que anunciou sua candidatura, surgindo em uma escada rolante.

A série voltou a fazer referência ao bilionário no ano passado, logo após ele ter anunciado que iria concocorrer à Presidência.

O episódio Trumptastic Voyage satiriza o anúncio da candidatura do republicano e o mostra em uma escada rolante com Homer Simpson - em referência à "entrada" que o candidato de fato fez no dia em que anunciou sua candidatura ao lado da mulher, Melania.

No início deste ano, Os Simpsons apoiaram oficialmente a candidata Hillary Clinton em um vídeo no qual Homer e Marge aparecem discutindo em que votar - e acabam se decidindo pela democrata, derrotada nesta semana pelo bilionário.

Mas não foram apenas Os Simpsons que "previram" o governo Trump. Em 1999, um clipe da banda de rock americana Rage Against the Machine também fez alusão a uma tentativa de Trump para chegar à Casa Branca.

No clipe da música Sleep Now in the Fire, um homem é visto segurando um cartaz onde se lê "Donald J. Trump para presidente".

Naquela época, Trump havia tentado se lançar pelo Partido Reformista, mas retirou sua candidatura em fevereiro de 2000 - nove meses antes da eleição.


Um clipe do Rage Against The Machine divulgado em 1999 foi dirigido por Michael Moore. O vídeo foi dirigido pelo documentarista Michael Moore, que recentemente abordou diretamente a hipótese de Trump se tornar presidente.

Moore lançou um documentário no início deste ano chamado TrumpLand, no qual ele alertava para os riscos de sua potencial eleição.

O documentarista também postou um texto em seu site intitulado "Cinco razões pelas quais Trump vai vencer" - mas a essa altura esse cenário já era bem mais realista do que na época na qual ele dirigiu o clipe do Rage Against the Machine, 17 anos antes.

Biff Trump?
Outra "previsão", dessa vez um pouco menos direta, ocorreu no filme De Volta para o Futuro 2, de 1989 - 27 anos antes da eleição de Trump.

O vilão da trilogia, Biff Tannen, acaba se tornando um empresário de sucesso, o que o leva a abrir um cassino e a usar seu dinheiro para influenciar a política americana.

O roteirista do filme confirmou, no ano passado, que o personagem foi em parte baseado, sim, em Trump. Biff, inclusive, usa o dinheiro que ganha dos cassinos para influenciar o Partido Republicano, antes de acabar ele mesmo obtendo poder político.

Roteirista de 'De Volta para o Futuro 2' confirmou que Biff, o vilão da série, foi inspirado em Trump."
Fonte: BBC.

Essas 'previsões' deveriam despertar algumas perguntas:

Quem está atrás dessas previsões de Hollywood?
Se as previsões são sobrenaturais, o que dizer do conteúdo dos filmes de Hollywood?
O que se pretende com essas previsões sobre a 'fé' e credulidade dos fãs?
Filmes de Hollywoo ainda continuam inocentes e saudáveis?
Filmes de caráter sobrenatural [mesmo que sejam comédias] são bons em si mesmos?

Pense sobre isso.

FIÉIS X FÃS - QUEM É MAIS LEAL, CRISTÃOS OU BELIEBERS


"Um grupo de cem pessoas que se articula pelo WhatsApp e o Facebook para garantir um bom lugar no show [de Justin Bieber] do dia 29 de março [no Rio de Janeiro] irão se revezar [em um acampamento improvisado] no portão do Sambódromo sob o viaduto que dá acesso ao Túnel Santa Bárbara seguindo uma planilha em que estão listados os horários de cada um [...] enquanto uns trabalham ou estudam de dia, outros, que têm mais tempo livre, permanecem no acampamento". Fonte: O Estadão

Que fidelidade é esta que leva jovens a permanecer 5 meses acampados em condições desfavoráveis para assistir a um show?

O que Justin Bieber prometeu ou oferece a esses jovens que acreditam em sua marca?

" No Rio, o valor dos ingressos vai de R$ 190 a R$ 750. Em São Paulo, varia entre R$ 125 e R$ 750. Os dois shows têm setores especiais que chegam a R$ 2,8 mil." Fonte: Jornal Zero Hora

Isso seria um dízimo de 62,50 reais por mês para os fãs que pagarão pelo ingresso mais barato; e 233,00 reais de dízimo por mês pelos ingressos mais caros.

A Revista Toda Teen publicou na sua edição de Março de 2016 os 10 Mandamentos dos Beliebers:
1. Terás todos os álbuns do gato
2. Não ouvirás discos ou singles vazados;
3. Levantarás várias hashtags sobre o Justin no twitter e seguirás todas as suas redes sociais;
4. Farás do seu aniversário (01/03) um feriado;
5. Shipparás a sua felicidade não importando com quem ele esteja;
6. Terás o máximo de revistas Todateen com o gato na capa ou em pôster;
7. Saberás todas as suas músicas;
8. Lerás e assistirás todas as suas entrevistas e novidades divulgadas nas redes sociais;
9. Apoiarás o seu ídolo nos momentos difíceis de sua carreira;
10. Amarás e serás fã para sempre de Justin Bieber



Desconforto, vigília, investimento caro e muita euforia não é o bastante para produzir um FIEL. Essas coisas podem fazer um FÃ, mas não fazem um fiel apenas.

Fiéis dão sua vida, são mártires.

Fiéis são ridicularizados, perseguidos, torturados e por fim perdem suas vidas da maneira mais cruel e mesmo assim permanecem leais.

Fiéis tornam seu Deus - Jesus Cristo - eterno na memória da história universal humana. Já se passaram 2 mil anos e Jesus não desapareceu como os ídolos pops da década de 50 ou 60.

Os fiés de Jesus Cristo dedicam sua vida por décadas, não apenas no período da adolescência, como a maioria faz.

Os cristãos não dizimam ou ofertam por apenas uma vez mas por toda a vida, porque acreditam que o dinheiro não pertence a eles, mas é uma dádiva como todas as outras.

Cantamos sobre Yahweh muito antes que o Rock surgisse ou que a musica Pop aparecesse. As letras de nossas músicas persistem por 3 mil anos, os Salmos, e não são passageiras como as músicas populares de hoje.

Fiéis cristãos melhoram o mundo, a sociedade e as famílias.

Cristãos não são anarquistas, revoltados ou fanáticos; os fiéis são equilibrados e coerentes como Jesus mesmo foi.

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamento de Deus e a fé em Jesus" Apocalipse 14.12

HALLOWEEN E SUAS ORIGENS

O Halloween ou Dia das Bruxas se tornou um modismo entre os cristãos!  Até Barack e Michelle Obama que vãos aos cultos aos domingos de manhã como bom evangélicos, fazem a festa na Casa Branca, o que dizer dos meros cristãos mortais.

video


Mas essa festa têm uma origem pagã; e paganismo é paganismo em qualquer época.

Os tempos pós-modernos não neutralizaram as influências espirituais e simbolismos que essa festa carrega; os cristãos deveriam ser os mais conscientes disto.

A Palavra de Deus é a norma de vida dos cristãos, e não a cultura e os modismos deste mundo - "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente" Romanos 12.2pp.


E devido a isso trago a reportagem na integra da BBC Brasil para entendermos as origens desta festa:

"O Dia das Bruxas é conhecido mundialmente como um feriado celebrado principalmente nos Estados Unidos, onde é chamado de Halloween.

Mas hoje em dia é celebrado em diversos outros países do mundo, inclusive o Brasil, onde hábitos como o de ir de porta em porta atrás de doces, enfeitar as casas com adereços "assustadores" e participar de festas a fantasia vêm se tornando mais comuns.

Mas sua origem pouco tem a ver com o senso comum atual sobre esta festa popular. O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de "All Hallows' Eve". "Hallow" é um termo antigo para "santo", e "eve" é o mesmo que "véspera". O termo designava, até o século 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro.
Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.

Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa "fim do verão").

O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao "Rei dos mortos". Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas as fogueiras e celebrava a abundância de comida após a época de colheita.

O problema com esta teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados.

A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o "Calan Gaeaf". Há pontos em comum entre este festival realizado no País de Gales e a celebração do Samhain, predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferenças também.

Em meados do século 8, o papa Gregório 3º mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain.

Não se tem certeza se Gregório 3º ou seu sucessor, Gregório 4º, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de "cristianizar" o Samhain.

Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para este dia fez com que a celebração cristã dos santos e de Samhain fossem unidos. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.
O Dia das Bruxas que conhecemos hoje tomou forma entre 1500 e 1800.

Fogueiras tornaram-se especialmente populares a partir no Halloween. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir bruxaria e a peste negra.

Outro costume de Halloween era o de prever o futuro - previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome do futuro marido ou mulher.

Em seu poema Halloween, escrito em 1786, o escocês Robert Burns descreve formas com as quais uma pessoa jovem podia descobrir quem seria seu grande amor.

Muitos destes rituais de adivinhação envolviam a agricultura. Por exemplo, uma pessoa puxava uma couve ou um repolho do solo por acreditar que seu formato e sabor forneciam pistas cruciais sobre a profissão e a personalidade do futuro cônjuge.

Outros incluíam pescar com a boca maçãs marcadas com as iniciais de diversos candidatos e a leitura de cascas de noz ou olhar um espelho e pedir ao diabo para revelar a face da pessoa amada.

Comer era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou dizendo orações para as almas dos mortos. Em troca, eles recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório.

Igrejas de paróquias costumavam tocar seus sinos, às vezes por toda a noite. A prática era tão incômoda que o rei Henrique 3º e a rainha Elizabeth tentaram bani-la, mas não conseguiram. Este ritual prosseguiu, apesar das multas regularmente aplicadas a quem fizesse isso.

Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a "Grande Fome", 1 milhão de pessoas foram forçadas a imigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições.

Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista feminina americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado "inglês".

A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. As maçãs usadas para prever o futuro pelos britânicos viraram cidra, servida junto com rosquinhas, ou "doughnuts" em inglês.

O milho era uma cultura importante da agricultura americana - e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos - típicos de colheitas de milho - eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas.

Foi na América que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais "entalhado" ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo.

Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu ser mais esperto que o diabo e vagava como um morto-vivo deu origem às luminárias feitas com abóboras que se tornaram uma marca do Halloween americano, marcado pelas cores laranja e preta.

Foi nos Estados Unidos que surgiu a tradição moderna de "doces ou travessuras". Há indícios disso em brincadeiras medievais que usavam repolhos, mas pregar peças tornou-se um hábito nesta época do ano entre os americanos a partir dos anos 1920.

As brincadeiras podiam acabar ficando violentas, como ocorreu durante a Grande Depressão, e se popularizaram de vez após a Segunda Guerra Mundial, quando o racionamento de alimentos acabou e doces podiam ser comprados facilmente.

Mas a tradição mais popular do Halloween, de usar fantasias e pregar sustos, não tem qualquer relação com doces. Ele veio após a transmissão pelo rádio de Guerra do Mundos, do escritor inglês H.G. Wells, gerou uma grande confusão quando foi ao ar, em 30 de outubro de 1938.

Ao concluí-la, o ator e diretor americano Orson Wells deixou de lado seu personagem para dizer aos ouvintes que tudo não passava de uma pegadinha de Halloween e comparou seu papel ao ato de se vestir com um lençol para imitar um fantasma e dar um susto nas pessoas.

Hoje, o Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos. Em 2010, superou tanto o Dia dos Namorados e a Páscoa como a data em que mais se vende chocolates. Ao longo dos anos, foi "exportado" para outros países, entre eles o Brasil.

Por aqui, desde 2003, também se celebra neste mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas.

Em sua "era moderna", o Halloween continuou a criar sua própria mitologia. Em 1964, uma dona de casa de Nova York chamada Helen Pfeil decidiu distribuir palha de aço, biscoito para cachorro e inseticida contra formigas para crianças que ela considerava velhas demais para brincar de "doces ou travessuras". Logo, espalharam-se lendas urbanas de maçãs recheadas com lâminas de barbear e doces embebidos em arsênico ou drogas alucinógenas.

Atualmente, o festival tem diferentes finalidades: celebra os mortos ou a época de colheita e marca o fim do verão e o início do outono no hemisfério norte. Ao mesmo tempo, vem ganhando novas formas e dado a oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias de uma forma socialmente aceitável.


Ele permite subverter normais sociais como evitar contato com estranhos ou explorar o lado negro do comportamento humano. Une religião, natureza, morte e romance. Talvez seja este o motivo de sua grande popularidade."

Fonte:BBC Brasil