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O AMBIENTE DO CINEMA


Estariam corretos esses argumentos?

O argumento de que a igreja se utilizou do rádio, da TV e da internet é óbvio, porque são veículos de comunicação; no caso do cinema o filme é o veículo, mas o ambiente é o elemento perigoso.

Quando se ouve o rádio, se assiste TV ou se acessa a internet, estamos em ambientes privados; o cinema é um ambiente público, e implica em partilhar o local com práticas não usuais ao cristianismo.

Cinema, teatro, circo, danceterias são diferentes para a propagação da mensagem do evangelho; esses meios exigem ambientes que as Sagradas Escrituras declaram: 'não ande segundo o conselho dos ímpios, nem se detenha no caminho dos pecadores, nem se assente na roda dos escarnecedores' Salmo1.1(adap.)

Para princípios das Escrituras não existe evolução ou quebra de paradigmas. 

A demonização de certas práticas que depois seriam liberadas por uma evolução de pensamento, pode ocorrer na imaginação dos liberais. Não há duvidas de que se certos hábitos não existissem na vida do cristão, haveria muito maior progresso espiritual. O tempo gasto com TV e internet tira o tempo da comunhão e crescimento pessoal. Isso não quer dizer que a igreja não deveria investir no evangelismo por esses meios de comunicação. O mesmo ocorre com os filmes; mas isso não quer dizer que estamos autorizados a frequentar os ambientes.

O provérbio popular - "a culpa do assassinato não é da faca" para justificar que o ambiente do cinema é admissível, é um pensamento simplista e uma falácia. Se assim fosse o porte de 'arma branca' não seria caracterizado como perigoso. 

Usar esse argumento para o cinema é autorizar a presença de cristãos em ambientes onde tudo se pratica. O uso de drogas, prática de sexo e várias outras coisas são feitas e admitidas no ambiente escuro do cinema.

Pessoas que assistem filmes cristãos no cinema, são incentivados a ir depois até lá para assistir qualquer outro tipo de filme. 

A IASD tem incentivado a produção de filmes para alcançar cristãos de outras denominações e não-cristãos, mas isso não é uma autorização para frequentar ambientes não apropriados.

O cinema não é um ambiente apropriado para cristãos que querem "guardar-se isento da corrupção do mundo" Tiago 1.27

Artistas não ditam as doutrinas da igreja; as Sagradas Escrituras é que as definem. O Espírito Santo "deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos" Efésios 4.11 e 12; e não cabe a mais ninguém desconstruir o que já foi construído em termos de doutrina.

Permaneça isento desta corrupção mundana; mantenha-se longe do ambiente do cinema, teatro, danceterias e estádios de futebol. O que ocorre nestes ambientes não é próprio em nenhum momento.

A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE DE UM ESTÁDIO


Patricia Moreira, a “torcedora do Grêmio flagrada atos racistas contra o goleiro Aranha no último dia 28[Agosto] em duelo entre as duas equipes pela Copa do Brasil não tem 'coragem' de assistir jogos de futebol. 

Abalada por tudo que ocorreu nos dias que sucederam a partida em que foi filmada pelas câmeras de transmissão do jogo chamando o camisa 1 da equipe paulista de 'macaco', a jovem de 23 anos quer distância do esporte que antes gostava tanto.

Patrícia relatou sobre as ameaças que sofreu, até mesmo de estupro, nas redes sociais. A garota afirmou ter receio da atitude das pessoas na rua.

Explicando a sua atitude ela disse que “mais pessoas estavam gritando em direção ao goleiro, mas que só ela ficou marcada pelo o ocorrido devido às imagens captadas pela ESPN Brasil”.


Como se não bastasse a perseguição da mídia, “a casa da torcedora gremista Patrícia Moreira foi incendiada nesta sexta-feira (12 de Setembro) em Porto Alegre” Fonte: UOL

Este é um exemplo irrefutável do que um ambiente como o estádio de futebol leva uma pessoa a fazer. Patrícia Moreira era uma jovem normal, com emprego e família, mas a influência do ambiente em que estava, a descaracterizou para sempre.

O conselho bíblico para cristãos é que não estejamos "na roda dos escarnecedores" Salmo 1.1; estádio de futebol nunca foi ambiente para um cristão se divertir.

O que o ambiente favoreceu neste caso:
1. A influência do grupo - motivada pelas pessoas, ela ousou também ofender o jogador.
2. O mau exemplo - dezenas de pessoas ao seu lado faziam a mesma coisa, e outras ainda piores.
3. A 'normalidade' - é algo 'normal' em um estádio xingar, dizer palavrões, ameaçar, denegrir etc.
4. A impunidade - sempre houve xingamentos racistas e denegridores, sem consequências.
5. O uso de drogas - altera o comportamento usual das pessoas.
6. O ambiente impróprio - local de brigas, violência e agressões, uma jovem jamais deveria ir até lá.
7. Companhia - torcidas organizadas, homens violentos, jovens infratores, tudo favorecia o ocorrido.
8. O jogo - o clima de disputa e rivalidade estimula a agressão verbal e física.
9. Os jogadores - ouve-se o tempo todo palavrões e insultos, e isso reflete-se nas arquibancadas.
10. Descrentes - poucos são os cristãos que estão ali. O local é para ímpios.

NO ESCURINHO DO CINEMA

O Twitter têm se revelado um laboratório para se estudar o comportamento humano.

As 'hashtags' e os 'trends' que exibem os principais assuntos mais comentados no estado, país e pelo mundo, têm ajudado a entender o que se passa na mente das pessoas.

Recentemente os jovens que usam a rede social fizeram uma hashtag subir - #Cite5CoisasPraFazerNoCinema e o que se evidenciou foi um dos argumentos mais usados para se afirmar que o cinema não é um ambiente para os cristãos se divertirem.

Dentre as '5 coisas pra se fazer no cinema' muitas delas estavam relacionadas ao sexo.
O argumento de que a sala de cinema é um ambiente familiar, é muito usado para os que apoiam o uso deste ambiente como entretenimento. Mas o que as pessoas vão fazer realmente ali é outra coisa.

O problema do cinema é o ambiente, as companhias e o que elas estão fazendo ali.

Cinema ou qualquer outro ambiente duvidoso deve ser evitado pelo cristão. Divertir-se com mundanos é se "assentar na roda dos escarnecedores" Salmo 1.1.  

ESTÁDIOS DE FUTEBOL - AMBIENTE PARA CRISTÃO?


Faltando 8 meses para a Copa do Mundo, é um bom momento para refletir sobre o hábito de ir a estádios de futebol.

Recentemente um adolescente morreu na Bolívia em um estádio de futebol. Seria esse um lugar ideal para o cristão se divertir?

Palavrões, drogas (alcool), brigas, rivalidade e muita agitação são marcas deste tipo de ambiente.

Não há como um cristão estar em um ambiente como este e permanecer na sua integridade espiritual.

 “Os verdadeiros seguidores de Cristo, terão sacrifícios a fazer. Fugirão dos lugares de diversão mundanas, pois não encontram a Jesus ali”. Mensagens aos Jovens, 376

“Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios; nem se detém no caminho dos 
pecadores; e nem se assenta na roda dos escarnecedores" Salmo 1.1.

Salmo 1:1

AMBIENTES – O CRISTÃO PODE IR E VIR?



O Livro de Salmos é chamado pelos rabinos judeus como a segunda Lei ou segunda Torah.

Se a Bíblia é a Palavra de Deus, os Salmos são a palavra dos homens a Deus.

No seu primeiro capítulo, no seu primeiro verso este livro descreve onde caminha o homem feliz ou o justo.

“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!” Salmos 1:1 NVI

Conselho, conduta e ambiente – essa é a premissa deste verso bíblico e que se torna um princípio cristão.

Alguns justificam que Jesus ia em todos os lugares, frequentava festas e foi chamado de ‘comilão e beberrão’ (Mt 11:19) pelos fariseus, por sua liberdade no espírito.

O que é ignorado nesta interpretação apressada, é que os publicanos eram judeus e não romanos pagãos. Jesus não frequentava os ambientes dos soldados romanos ou da corte dos governadores.

As festas dos publicanos era dentro do ambiente judaico, embora ignorassem muito dos excessos das regras dos fariseus. Não havia paganismo no ambiente dos publicanos.

A crítica dos fariseus era mais perfeccionismo do que pecado em si mesmo.

Jesus era criterioso nos locais que frequentava. Os evangelhos não descrevem Jesus nas festas pagãs dos romanos, nos anfiteatros de cidades gregas de Decápolis (as 10 cidades).

Cafarnaum era uma cidade grega, embora em solo palestino; era a cidade que Jesus escolheu para se instalar. Nem por isso os eventos, ambientes e companhia dos pagãos seduziu Jesus.

Não vemos Jesus assistindo a luta dos gladiadores, corridas de cavalos, o teatro – que era muito popular na cultura helenística.

Ser cristão é ser como Cristo.

Muitos hoje não merecem o título de cristãos, talvez propriamente o de mundanos, porque vivem os prazeres e nos ambientes deste mundo.

IR AO CINEMA É PECADO?



Algumas pessoas discordam de que o ambiente do cinema seja ‘pecaminoso’ ou mais propriamente ‘iníquo’. Isto porque admitem que os filmes fazem parte da cultura.

Cultura nem sempre é uma coisa boa. Veja o Carnaval por exemplo, ícone da cultura brasileira.

Quando se discute sobre cinema, existem duas coisas diferentes:
O ambiente – cinema
Os filmes exibidos ali – ação, romance, ficção, violência etc.

A discussão aqui é sobre o ambiente. 
O ambiente do cinema é ‘iniquo’. 

E o que determina isso ser assim são duas coisas:
O motivo que as pessoas vão ali (diversão)
A presença de quem está ali (ímpios)

O primeiro argumento (diversão) serve de linha divisória para outros ambientes.

Uma rodoviária, supermercado e até uma universidade possui muitas pessoas ímpias (vivem contrários à vontade de Deus). Mas o motivo pelo que você está ali (no supermercado ou universidade) justifica o fato de você não ser contado entre os transgressores.

Geralmente o motivo de estarmos em um supermercado (compras) não é pecaminoso. Mas estar em um cinema se divertindo com os ímpios se torna pecaminoso. O cristão não se diverte com o pecado ou se alegra na iniquidade. "Bem aventurado o homem que... não se assenta na roda dos escarnecedores" Sl 1.1up

Quando você vai ao cinema está se assentando ao lado de 'escarnecedores', ímpios. Foi ali para se divertir como um deles.

O argumento do que é assistido ali no cinema é apenas uma violação a mais.

Ir ao cinema é iniquidade  porque é um ambiente de diversão mundana. E esta definição de ambientes mundanos é antiga.

“Os verdadeiros seguidores de Cristo terão sacrifícios a fazer. Fugirão dos lugares de diversões mundanas, pois não encontram aí a Jesus” MJ, 376.

Seria bom lembrar que o voto batismal no item número 07 descreve o novo crente como aquele que “abandonou as diversões mundanas como cinema” etc.

Aqueles que vão ao cinema quebram seu voto batismal, alimentam a iniquidade e estão fortalecendo sua natureza carnal, aumentando sua capacidade para a transgressão propriamente dita.


 Há muitas opções para os jovens que desejam se manter ao lado de Deus. Não vá ao cinema, organize uma reunião de jovens e assista filmes apropriados no salão de jovens de sua igreja, ou na casa daquele amigo que a mãe não se importa em receber os amigos.

Há sempre uma forma de não errarmos o alvo.

ASSISTIR A FILMES É PECADO?



Pecado é errar o alvo de se tornar igual a Jesus.

E certamente há filmes que nos levam a nos tornar diferentes de Deus.  “É pela contemplação que somos transformados” 2 TS, 341.

Até a mídia admite que há filmes próprios e impróprios de acordo com a censura; e estabelece limites de idade para certos filmes, colocando classificações como: cenas de nudez, violência, palavrões, cenas de sexo explícito etc.

Filmes nem sempre são culturais; a não ser que possamos criar uma categoria nova de filmes como a cultura mundana ou pecaminosa.

Cultura e seus elementos nem sempre é algo bom. O maior evento cultural do Brasil é o Carnaval; você tem dúvidas sobre o carnaval ser algo bom?

Também não é suficiente apenas não ir ao cinema. É necessário assistir bons filmes. Não ir ao cinema e assistir a qualquer filme, não diminui o problema da iniquidade em nossa mente. A iniquidade continuará a ser fortalecida e a transgressão será uma questão de oportunidade.

Nem todos os filmes de comédia são inocentes; nem todos os romances são puros. É necessário muito critério para a escolha dos filmes.

Há pouca coisa que os cristãos podem assistir com segurança. Há muito apelo sexual, violência e crime.

Talvez você imagine que não há nada de mais em assistir algumas poucas cenas de sexo pré-marital, conceitos sobre drogas etc. Mas a exposição a tais conceitos é que fortalecem a iniquidade interior.

Se divertir com cenas de erotismo, violência e crime é se alegrar com a existência do pecado.

“Satanás está usando todos os meios para tornar o crime e vícios degradantes populares (...) A mente é educada para familiarizar-se com o pecado. A conduta seguida pelos baixos e vis é mantida diante do povo pelos periódicos do dia, e tudo que pode despertar a paixão é posto diante deles em agitadas histórias” LA, 406.

Há duas grandes forças operando em nosso planeta; o Espírito Santo tentando levar os seres humanos a serem igual a Deus. Do outro lado, Satanás tentando desfigurar os humanos e leva-los a serem como ele. Você está sendo transformado à imagem de quem? De Deus ou de Satanás?

Descrevendo a situação de alguns crentes o seguinte texto afirmava que “contemplarão imagens e ouvirão sons, e estarão sujeitos a influências desmoralizantes que, a menos que delas se guardem inteiramente, imperceptível mas seguramente lhes corromperão o coração e deformarão o caráter” LA, 406.

Corrupção do coração e deformação do caráter é o penúltimo estágio na descendente trilha do pecado – a perversidade – ou hostilidade contra Deus.

Não é difícil encontrarmos mesmo dentro da igreja essa atitude em alguns crentes – hostilidade para com as coisas de Deus, a rotina da igreja, o estilo de vida cristão.

Perversidade ou Santidade? A escolha é nossa; e pode estar nas prateleiras das locadoras de DVDs ou na escolha do canal de filmes.

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IR A ESTÁDIOS DE FUTEBOL É PECADO?


Não há um lugar em que a expressividade seja tão livre quanto em um estádio de futebol.

Ali se usa palavrões, grita-se ofensas, se expressa o ódio, a raiva etc.

O Salmista descreve o Justo como aquele que “não se detém no caminho dos pecadores,  
nem se assenta na roda dos escarnecedores” Salmo 1:1. E o que mais existe nesse 
ambiente são escarnecedores.

Quando você compra o ingresso para os jogos de seu time, você não escolhe quem vai estar ao seu lado; mesmo que você pague 150 ou 400 reais por cadeiras cativas haverá outros lugares onde pessoas estarão ali para xingar, tomar o nome de Deus em vão, falar palavrões, coisas indecentes etc.

A discussão sobre o que é, e o que não é pecado é importante para o cristão? Para aqueles que aguardam a Segunda Vinda de Jesus com certeza é importante. Jesus vem buscar crentes livres do pecado e de sua influência.


Talvez ir a um estádio não esteja classificado como pecado, propriamente dito, mas entre as ofensas ou ‘queda do estado original’. Há uma expressividade do ser, emoções, vibração etc.

É estar a um passo do pecado; a iniquidade foi alimentada, o conselho de Deus foi recusado e caímos do estado original ‘andando no caminho dos ímpios e se assentando na roda dos escarnecedores’.

Aqui há apenas um fator determinante – o ambiente; porque o que se assiste (na TV) não é ofensivo em si mesmo (o esporte). Quando há violência ela é punida; quando há brigas as emissoras minimizam s cenas (nem sempre); os palavrões são ocultos à audiência etc.

Alguns demonizam a prática do esporte e a transmissão da partida. O esporte em si mesmo é saudável; a exibição da partida de futebol é um entretenimento.



Obviamente você tem de fazer sábio uso do seu tempo; são 90 minutos de entretenimento...
Algumas dicas:

1.       Assista apenas a algumas partidas
2.       Evite o fanatismo
3.       Não idolatre jogadores
4.       Não ocupe os demais dias com revistas, programas e notícias de esporte
5.       Evite a cultura do esporte
6.       Escolha apenas um esporte para entretenimento (imagine acompanhar futebol, vôlei, automobilismo, basquete, UFC etc.)
7.       Seja criterioso, pois nem todo esporte é saudável ou lícito
8.       Não gaste dinheiro com futilidades do esporte
9.       Torcer para um time não é mau em si mesmo, até o momento em que isso não afete seus relacionamento com outras pessoas
10.    Não tire o tempo das coisas espirituais para o entretenimento

Um cristão em estádios de futebol é algo inimaginável. Se você tem ido, confesse sua ofensa e peça perdão Deus.

Ore como Davi – “Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” Salmo 51:3-5.

“Os verdadeiros seguidores de Cristo terão sacrifícios a fazer. Fugirão dos lugares de diversões mundanas, pois não encontram aí a Jesus” MJ, 376.

Pense nisso.

UFC - ENTRETENIMENTO PARA CRISTÃOS?



A violência é contrária ao cristianismo; é o oposto de ser cristão.

Cristãos são mansos e não agressivos; você pode argumentar que assistir uma luta (seja de boxe, UFC, Judô etc) não vai fazer de você agressivo ou um lutador de rua.

Mas assistir a um estupro ou uma agressão na rua e incentivar tais situações faria de você uma pessoa inocente?

Nossa mente imagina que pelo de fato de não estarmos participando da luta e apenas assistindo, isso não nos faz agressivos ou hostis. Mas não é assim; nas questões espirituais aquilo que você contempla (assiste) determina muito daquilo que você é – “pela contemplação que somos transformados” 2 TS, 341.

“O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina” Salmos 11.5.   

Você deve estar imaginando o que um cristão deve fazer, onde ir ou assistir... e muitos devem pensar que isso tudo é loucura, religiosidade e que não tem nada haver.

“Alguns são tão indiferentes, tão descuidados, que acham que não faz diferença que se frequentem (...) [certos ambientes]. "Estamos no mundo", dizem, "e não podemos dele sair." Mas (...) podemos encontrar uma boa saída do mundo, se o escolhermos. Podemos evitar ver muito dos males que se multiplicam tão depressa nos últimos dias. Podemos evitar ouvir muito das impiedades e crimes que existem” LA, 406.

Os romanos eram famosos por seus espetáculos com gladiadores, corridas de cavalos ou de ‘bigas’, o teatro, as festas nos templos e dezenas de outros entretenimentos. Nem por isso encontramos algum relato de cristãos entrando no Coliseu em Roma para divertir-se com as lutas romanas. Os cristãos quando entravam ali era para serem martirizados, ou serem ‘espetáculo ao mundo’ (1 Co 4.9) de sua fidelidade a Jesus.

Por que as lutas são impróprias aos cristãos?
1.        São confrontos entre duas pessoas, e o cristão nunca aprova isso. Talvez o dia que surgir um esporte onde você é espancado por ‘oferecer a outra face’ (Lc 6.29)
2.       A violência é oposta a filosofia cristã (Mt 5.5)
3.      O ambiente não é próprio a cristãos (Sl 1.1)
4.      Mesmo transmitida por TV, a luta é imprópria
5.      O corpo humano é templo do Espírito Santo; espancar ou incentivar uma briga é algo inimaginável a um cristão (1Co 6.3)
6.      Assistir lutas gera um sentimento combativo no espectador
7.      Violência gera violência 
8.      Divertir-se com a violência é divertir-se com o pecado
9.      Luta não é esporte; se o corpo de alguém é danificado isso não é saudável. O mundo pode classificar como esporte, mas o conceito do mundo é deturpado.
10.  O entretenimento cristão deve contribuir positivamente com algo ao indivíduo.

Há certas coisas que são invenções exclusivas de um mundo onde a realidade é o pecado; as lutas são uma delas.

VIOLÊNCIA INSPIRADA NO CINEMA


“Somos transformados pela contemplação” – afirma o livro ‘O Desejado de Todas as Nações' pag. 441.

A mídia tem esse poder, transformar o cidadão comum. Seja através de um texto, da música ou de um filme no cinema.

“Uma das características do cinema moderno é a ambiguidade, ou a possibilidade de enxergar em cada filme coisas muito distintas. Boa parte do sentido é produzida na cabeça do espectador, que conecta a história contada na tela a tudo o que já viu antes, em uma sala de cinema, na TV e na vida — em casa, na escola, no trabalho, na rua.

Nesse processo, entram em campo as experiências, crenças, preferências, idiossincrasias e preconceitos de cada um. Funciona assim comigo, com você — e também com os psicopatas. Alguns deles têm atribuído a filmes a inspiração ou a motivação para cometer os crimes pelos quais se tornam conhecidos.

O episódio mais recente envolve “Dogville” (2003), do dinamarquês Lars von Trier. Muito lembrado pelo tratamento incomum que dá aos cenários, é o primeiro longa de uma trilogia inacabada sobre os Estados Unidos, que prosseguiu com “Manderlay” (2005). Nicole Kidman interpreta uma mulher em fuga que se esconde em um vilarejo nas montanhas.

Entre os muitos admiradores de “Dogville”, está o norueguês Anders Behring Breivik, o terrorista de extrema direita responsável pelos atentados de 22 de julho. Em sua página no Facebook, agora bloqueada pela polícia, ele relacionava entre seus preferidos o filme de Von Trier, cuja sequência final guarda semelhanças com o massacre na ilha de Utoya.

A proximidade foi notada pelo próprio diretor (clique aqui para ler seus comentários). Por uma coincidência infeliz, Von Trier criou polêmica no Festival de Cannes deste ano ao sugerir ironicamente que “compreendia” Aldolf Hitler na entrevista coletiva com a equipe de“Melancolia”, que entrará em cartaz no Brasil na próxima sexta-feira.

Quem deseja simplificar o cenário já está com o prato feito: um diretor que teria demonstrado simpatia por ideias de extrema direita veria um de seus principais filmes usado como “receita” por um psicopata com a mesma coloração ideológica. Parece difícil, no entanto, embarcar nessa simplificação — de Von Trier, do filme em questão e de Breivik.

Qualquer episódio de violência na vida real associado a um filme traz sempre à lembrança“Laranja Mecânica” (1971), que está sendo lançado em Blu-ray no 40o. aniversário de seu conturbado lançamento. À época, o diretor Stanley Kubrick decidiu retirar o filme dos cinemas do Reino Unido depois que a justiça o proibiu em algumas regiões, na esteira de crimes que teriam sido inspirados em algumas cenas.

Na ocasião, após receber ameaças anônimas, Kubrick argumentou que o caráter de denúncia do filme não havia sido compreendido. O autor do romance no qual se baseou, Anthony Burgess, o acompanhou na defesa da obra. Anos mais tarde, no entanto, Burgess escreveu um artigo no qual admitia que, se soubesse que uma obra sua teria sido responsável indireta por um ato de violência, nunca a teria escrito.

Desde então, outros episódios célebres têm reaberto periodicamente o debate sobre a suposta capacidade de o cinema, sozinho ou em conjunto com outros fatores, contribuir para a violência na sociedade. Hoje confiado a uma clínica psicológica, John Hinckley Jr. foi o protagonista de uma dessas histórias.

Em 30 de março de 1981, ele atirou no então presidente norte-americano Ronald Reagan e em outros integrantes de sua comitiva. Reagan chegou ao hospital em estado grave, mas se recuperou.

Hinckley disse que cometeu o atentado para impressionar a atriz Jodie Foster, em ação semelhante à do personagem de Robert De Niro em “Taxi Driver” (1976), no qual Foster interpreta uma adolescente que se prostitui.

Eric Harris e Dylan Klebold, os dois adolescentes norte-americanos responsáveis pelo massacre da Columbine High School, em 20 de abril de 1999, relacionavam o então recém-lançado“Matrix”, dos irmãos Wachowski, entre seus filmes preferidos, e teriam se inspirado parcialmente nele para cometer os assassinatos.

Meses depois, um episódio polêmico envolvendo cinema e violência foi registrado em São Paulo. Em 3 de novembro de 1999, Mateus da Costa Meira atirou na plateia de um cinema que exibia “Clube da Luta”, de David Fincher, e matou três espectadores.

Muito se disse na ocasião sobre a suposta importância do filme — que trata de esquizofrenia — para o assassino, mas a sua defesa alegou que ele havia sido influenciado pelo videogame “Duke Nukem”.

Fonte: Sérgio Rizzo, colunista do Yahoo! Cinema

TROPA DE ELITE 2 - FILME DE VIOLÊNCIA OU DOCUMENTÁRIO?

Em 600 cinemas será exibido o filme que tem sido considerado a melhor expressão do que é a violência policial e marginal na cidade do Rio de Janeiro.


Num misto de ação e informação o filme se utiliza da violência explícita para ‘protestar’ contra a própria violência na capital carioca.

Em entrevista coletiva para o lançamento de "Tropa de Elite 2", no Rio de Janeiro, o diretor José Padilha disse que seu filme não exagera ao retratar as mazelas da polícia carioca. Para ele, a realidade é ainda pior do que a ficção. "O importante é trazer à tona o problema das milícias", disse.

O filme se tornou uma sensação. Isto porque o filme brasileiro não tem os efeitos especiais de Hollywood, mas tem a violência – e isso é tão lucrativo quanto os efeitos especiais.

Um alerta aos cristãos que se preocupam com sua espiritualidade – não se permitam seduzir com a coisas vis e baixas deste mundo. Violência nunca foi e nunca será diversão.

“Satanás está usando todos os meios para tornar o crime e vícios degradantes populares. Não podemos andar nas ruas de nossas cidades sem encontrar chocantes notícias de crimes que serão contados e recontados nos romances e no teatro. A mente é educada para familiarizar-se com o pecado. A conduta seguida pelos baixos e vis é mantida diante do povo pelos periódicos do dia, e tudo que pode despertar a paixão é posto diante deles em agitadas histórias”. LA, 406

Repórteres de Portugal perguntavam insistentemente se a imagem de um Rio de Janeiro violento e corrupto não poderia interferir negativamente no turismo brasileiro, justamente no momento mais promissor, com a realização da Copa do Mundo de 2014.

Aos jornalistas portugueses, o diretor de Tropa disse que seu compromisso é “com as pessoas que vão assistir ao filme, não com o turismo”, e foi ajudado pelo ator protagonista do filme Wagner Moura – “Aqui dentro o filme tem a identificação do brasileiro que conhece este quadro, mas lá fora pode provocar perplexidade”, respondeu o ator.

O preço da má propaganda no exterior e nas mentes dos adolescentes e jovens que serão influenciados pela violência é superado pelo preço da fama pessoal e do lucro direto com a exibição do filme.

Eu não assisti Tropa de Elite 1.

Não assistirei Tropa de Elite 2.

Me recuso como brasileiro a financiar a industria da violência.

Me recuso como cristão a forçar minha consciência a se divertir com o crime, homicídio, extorsão e crueldade.