Jesus antes de instituir a Santa Ceia, em substituição da Páscoa, o Salvador instituiu a cerimonia do Lava pés. As duas cerimônias se complementam e são parte de um só compromisso.
É o evangelho de João que relata
a instituição da cerimônia do Lava-Pés. No capítulo 13 desse evangelho
encontramos Jesus celebrando a antiga Festa da Páscoa (v1) que seria
substituída pela Santa Ceia.
Jesus instituiu o Lava Pés a
partir de um regra de higiene da casa dos judeus. Lavar os pés era um hábito
comum em um lar judaico; nas ruas não pavimentadas da antiga Jerusalém, era
fácil sujar os pés, que eram calçados com sandálias abertas; e antes de entrar
em casa, os judeus lavavam seus pés.
Na porta de cada casa judaica
havia um banquinho, uma bacia de barro e um jarro com água. E ali as pessoas da
casa se sentavam, e lavavam seus pés. Na casa dos ricos, havia um servo à porta
para lavar os pés dos seus senhores. As mulheres recepcionavam seus maridos que
vinham do trabalho diário, lavando os pés desses homens cansados. Assim, lavar
os pés era serviço de servos, ou de pessoas subordinadas (esposas e filhos).
Na noite em que os discípulos e
Jesus celebravam a Páscoa em Jerusalém, não havia um servo para lavar os pés dos
13 homens que estavam no cenáculo. E nenhum dos discípulos queria assumir o
papel do servo, para lavar os pés do grupo todo.
Os vs4,5 descrevem que – “levantou-se
da ceia, tirou a vestimenta de cima e, pegando uma toalha, se vestiu com ela. Em
seguida Jesus pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a
enxugá-los com a toalha com que estava vestido”.
Mas o aspecto teológico desse
episódio está em uma conversa de Jesus com Pedro. No v8 é descrito que este
discípulo se recusa que Jesus lave seus pés, talvez porque não queria que Jesus
fosse visto de forma, como um servo de seus discípulos. E Pedro, indignado com
essa atitude do Mestre diz: “O senhor nunca lavará os meus pés!” v8.
É na resposta de Jesus que está o
significado dessa cerimônia que Jesus instituiu naquela situação. O Salvador diz
– “O que eu faço você não compreende agora, mas vai entender depois” v7. O que
Jesus fazia naquele momento era a instituição de uma cerimônia, que substituía todas
as cerimonias levíticas de purificação.
Na Lei de Deus, na seção
cerimonial, haviam muitos procedimento que Deus havia deixado como cerimônias
de purificação, como procedimentos de cura e restauração e também tipológicas
da obra do Messias e do Consolador. Aqui essas cerimônias são substituídas,
assim como a Santa Ceia substituiu a Festa da Páscoa.
Mas é a resposta de Jesus que tem
uma dimensão espiritual profunda, pois o Salvador diz — “Se eu não lavar, você
não terá parte comigo” v8up. Note como Jesus estabelece, que o Lava Pés é uma
confirmação de que pertencemos a Cristo. Essa cerimônia é um ritual que
confirma o batismo que é assumido pelos crentes.
Participar da cerimônia do Lava
Pés é testemunhar diante de todos os crentes que temos parte com Jesus Cristo.
É uma renovação dos nossos votos de purificação feitos no batismo. Se não
participamos do Lava Pés, como Pedro, não temos parte com Cristo. Essa é uma
verdade que o próprio Jesus ensinou (v8up).
Jesus expande esse ponto ensinado
a Pedro, e a nós hoje – “Quem já se banhou não precisa lavar nada, a não ser os
pés, pois, quanto ao mais, está todo limpo” v10. O “banho” aqui é uma
referência ao batismo, que havia lavado os discípulos de seus pecados, mas
agora o ritual do Lava Pés complementava essa obra, lavando os pecados casuais
que a natureza carnal, ainda impõem aos crentes.
A partir dessa verdade entendemos
que o Lava Pés é destinado apenas aos que foram batizados em Cristo (“quem já
se banhou”) e se torna uma confirmação dos seus votos batismais de purificação
do pecado.
O Lava Pés assim é uma cerimônia
que prepara o crente para a Santa Ceia, para que nossa fé seja confirmada no
sangue e no corpo de Cristo, simbolizados pelo vinho e o pão.
Venha participar conosco dessas cerimônias tão significativas.
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