RESOLUÇÕES PARA UM ANO NOVO

Um Recomeço com Propósito e Esperança

O início de um novo ano marca mais do que a virada do calendário. É um convite à reflexão, à renovação interior e à redefinição de prioridades. O passado fica para trás, e diante de nós se abrem novas páginas, ainda em branco, que serão escritas com nossas escolhas diárias.

 “Acha-se agora no passado outro ano de vida. Abre-se um novo ano diante de nós.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

O novo ano não carrega o peso dos erros passados. Ele se apresenta como oportunidade de recomeço, aprendizado e crescimento. O que passou pode ensinar, mas não precisa aprisionar.

 O Novo Ano como Livro em Branco

Cada novo ano é apresentado como um registro a ser escrito. Não se trata apenas de grandes decisões, mas da forma como cada dia é vivido.

 “Que registro será o seu? Que escreverá cada um de nós em suas páginas imaculadas?” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

 “A maneira por que passamos cada dia que vem, decidirá.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

Não é o tamanho das resoluções que define o ano, mas a fidelidade nas pequenas escolhas diárias. Um dia bem vivido constrói um ano significativo.

Começar pelo Coração

Antes de qualquer plano externo, o chamado é para uma obra interior profunda.

 “Entremos no novo ano com o coração purificado da contaminação do egoísmo e do orgulho.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

 “Afastemos de nós toda condescendência pecaminosa.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

O novo ano se torna verdadeiramente novo quando o coração é renovado. A mudança começa dentro, quando há humildade, arrependimento e desejo sincero de transformação.

 Motivos Puros e Propósitos Firmes

O início do ano é apresentado como tempo de decisões conscientes e responsáveis.

 “Procurai começar este ano com justos desígnios e motivos puros.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

 “Um novo ano descerra suas alvas páginas aos nossos olhos.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

Mais importante do que metas ambiciosas é a pureza das intenções. Quando os motivos são corretos, o caminho se torna mais claro e seguro.

 Viver com Consciência Espiritual

A vida diária possui impacto eterno, pois é no dia-a-dia desse nvo ano que decisões serão tomadas e nossas palavras e atos serão feitos. E nosso destino eterno depende de nossas palavras e atos. Seremos julgados por eles. Jesus mesmo ensinou essa verdade espiritual – “Eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado” Mateus 12:36,37.

 “Conservai sempre em mente que os vossos atos estão passando diariamente à história.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

 “Encontrá-los-eis novamente quando o Juízo se assentar e forem abertos os livros.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

Essa consciência não gera medo, mas propósito. Cada atitude correta, mesmo quando ninguém vê, tem valor eterno.

 Um Ano Conectado à Fonte

O novo ano não deve ser vivido em autossuficiência, mas em dependência de Deus.

 “Se nos ligarmos a Deus, a fonte da paz, da luz e da verdade, Seu Espírito fluirá por nosso intermédio.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

Conectados à fonte, tornamo-nos canais de bênção. O novo ano se torna frutífero quando é vivido em comunhão constante com Deus.

 A Seriedade do Tempo Presente

A brevidade da vida confere valor ao tempo. Façamos desse novo ano, um tempo que os mais altos proósitos sejam realizados. Temos de viver intensamente, aproveitando cada minuto.

“Este pode ser o último ano de vida para nós.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

 “Não o iniciaremos com refletida consideração?” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

Essa realidade nos chama a viver com sabedoria, não com ansiedade. O tempo é precioso demais para ser desperdiçado com aquilo que não edifica.

 Um Ano Marcado pelo Amor e pelo Caráter

O novo ano deve refletir valores cristãos nas relações humanas. Nossos relacionamentos e as pessoas com as quais nos relacionamos, são o maior presente que Deus poderia nos dar. O nosso maior patrimônio são as pessoas que temos ao nosso redor, nos vários circulos relacionais que possuimos.

 “Não hão de a sinceridade, o respeito, a benevolência assinalar nossa conduta para com todos?” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

O mundo precisa menos de discursos e mais de vidas coerentes. Um caráter transformado é uma poderosa mensagem silenciosa.

 Gratidão pelo Ano que Passou

O novo ano não apaga o anterior, mas aprende com ele. Podemos reeditar o capítulo anterior, o ano anterior pode ser reescrito, concluído e renovado. Mesmo que coisas ruins tenham acontecido, vamos transformar tais coisas em experiência e aprendizado para o novo ano. Nada do que se é vivido, nem os erros e momentos ruins, são coisas descartáveis. Elas apenas acrescentam sabedoria para um novo recoemeço.

 “Juntemos os tesouros do ano passado e levemos conosco, para o novo ano, a recordação da bondade e misericórdia de Deus.”  (Nossa Alta Vocação, p. 756)

A gratidão fortalece a fé. Lembrar das bênçãos passadas nos dá confiança para enfrentar os desafios futuros.

 Um Convite ao Recomeço Espiritual

O novo ano é um chamado à renovação da experiência espiritual.

 “Quem procurará, no começo deste novo ano, obter nova e genuína experiência nas coisas de Deus?”

 (Exaltai-o, p. 16)

 “Não procuraremos, neste novo ano, corrigir os erros do passado?” (Exaltai-o, p. 16)

 “Comecemos o ano com a total renúncia do próprio eu.” (Exaltai-o, p. 17)

O crescimento espiritual é contínuo. Cada novo ano é uma nova chance de avançar, amadurecer e fortalecer a fé.

 A Melhor Resolução de Todas

Entre todas as resoluções possíveis, a entrega total se destaca como a mais importante.

 “Não retenhamos coisa alguma dAquele que deu Sua preciosa vida por nós.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

 “Acima de tudo, demo-nos nós mesmos a Ele como oferta voluntária.” (Nossa Alta Vocação, p. 16)

 “Que cada um se empenhe em melhorar seu registro celestial no próximo ano.” (Olhando Para o Alto, p. 757)

Quando a vida é colocada nas mãos de Deus, o novo ano deixa de ser apenas um projeto humano e se torna uma jornada guiada pelo Céu.

 Conclusão

O novo ano é um presente. Ele pode ser vivido com pressa ou com propósito; com medo ou com fé; centrado em si mesmo ou dedicado a Deus. 

Que as resoluções deste novo tempo sejam mais do que promessas passageiras — que sejam decisões firmes de viver uma vida mais próxima do Céu.

Boas entradas nesse novo livro de sua vida, com 365 novos capítulos. Que sua história a ser escritua seja de sucesso e bençãos.

NATAL - A PRIMEIRA VINDA DE JESUS


A comparação entre a primeira e a segunda vinda de Jesus revela a unidade do plano redentor de Deus e a progressão histórica do Grande Conflito. O Natal não é apenas a celebração de um evento passado, mas o fundamento da esperança escatológica cristã. Aquele que veio em humildade é o mesmo que virá em glória.

  1. As promessas da primeira vinda
    A primeira vinda de Jesus foi antecedida por um conjunto coerente de promessas messiânicas. Desde o anúncio primordial de Gênesis 3:15, Deus revelou que o Redentor nasceria da descendência da mulher. As promessas se intensificam nos profetas:
    – O Messias nasceria de uma virgem (Isaías 7:14).
    – Seria descendente de Davi e governaria com justiça (2 Samuel 7:12–16; Isaías 9:6–7).
    – Nasceria em Belém (Miqueias 5:2).
    – Viria no tempo determinado por Deus (Daniel 9:24–27).

Essas promessas convergem para a encarnação: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). O Natal, portanto, é o cumprimento histórico da fidelidade divina.

  1. Os sinais que precederam a primeira vinda
    A Escritura não apenas prometeu o Messias, mas também forneceu sinais claros de Sua chegada:
    – A profecia das setenta semanas de Daniel 9 apontava com precisão para o tempo do aparecimento do Messias e de Seu ministério público.
    – A estrela que guiou os magos do Oriente funcionou como um sinal cósmico, confirmando o nascimento do Rei prometido (Mateus 2:1–10).
    – O ministério de João Batista cumpriu Isaías 40:3, preparando o caminho do Senhor (Mateus 3:1–3).

Esses sinais demonstram que Deus age na história de forma poderosa e evidente.

  1. A tipologia da primeira vinda: humildade e encarnação
    Jesus veio como bebê indefeso, nascido de Maria, legalmente identificado como filho de José (Mateus 1:18–25; Lucas 2:7). Essa forma de vinda revela uma tipologia fundamental:
    – O Rei veio como servo (Isaías 53:2–3; Filipenses 2:6–8).
    – O Salvador identificou-Se plenamente com a condição humana.
    – A glória divina foi velada pela simplicidade da encarnação.

A primeira vinda ensina que Deus vence o mal não pela força, mas pelo amor.

  1. As promessas da segunda vinda
    Assim como a primeira vinda foi amplamente prometida, a segunda vinda é reiterada com igual clareza:
    – Jesus prometeu voltar pessoalmente para buscar os Seus escolhidos (João 14:1–3).
    – Os anjos confirmaram que Ele retornará da mesma forma como subiu aos céus (Atos 1:9–11).
    – A Escritura descreve Sua vinda como literal, visível e gloriosa (Mateus 24:30; Apocalipse 1:7).

A segunda vinda não é simbólica nem espiritualizada; é um evento histórico futuro, real e que os crentes estarão envolvidos, assim como foi o Natal da primeira vinda.

  1. Os sinais que antecedem a segunda vinda
    Jesus ensinou que Sua volta também seria precedida por sinais claros:
    – Guerras (Mateus 24:6–7).
    – Crescente engano religioso e falsos cristos (Mateus 24:4–5, 11).
    – Frieza espiritual e aumento da iniquidade (Mateus 24:12).
    – Proclamação global do evangelho do reino como testemunho a todas as nações (Mateus 24:14).

Esses sinais não têm o objetivo de gerar medo, mas vigilância e esperança.

  1. O cumprimento profético da vinda do Filho do Homem
    Enquanto a primeira vinda cumpriu as profecias do Servo sofredor, a segunda vinda cumprirá as profecias do Filho do Homem glorioso:
    – Daniel 7:13–14 descreve o Filho do Homem recebendo domínio eterno.
    – Mateus 24:30 anuncia Sua vinda com poder e grande glória.
    – 1 Tessalonicenses 4:16–17 descreve a ressurreição dos justos e o encontro com Cristo nos ares.

Aquele que foi colocado numa manjedoura retornará como Juiz e Rei universal.

  1. A estrela e os magos: tipologia da missão às nações
     A estrela revelada aos magos representa uma dimensão missionária fundamental do Natal. Deus não revelou o nascimento de Cristo apenas a Israel, mas também às nações. Os magos simbolizam os povos gentios sendo atraídos à luz divina. Essa tipologia encontra seu paralelo na proclamação do evangelho eterno de Apocalipse 14:6–7, dirigido a “toda nação, tribo, língua e povo”. Assim como a estrela guiou os magos até Cristo, hoje o evangelho ilumina o mundo, convidando todos a adorar o verdadeiro Rei.

O Natal como ponte entre o passado e o futuro.
O Natal celebra o Deus que entrou na história, enquanto aponta para o Deus que concluirá a história. A manjedoura e o trono não são realidades opostas, mas momentos distintos do mesmo plano redentor.

Na primeira vinda, Cristo veio para salvar; na segunda, virá para restaurar plenamente. Na primeira, foi rejeitado por muitos; na segunda, todo joelho se dobrará (Filipenses 2:9–11).

Mensagem final
Celebrar o Natal é lembrar que Deus cumpre Suas promessas. Cada detalhe da primeira vinda foi fielmente realizado, o que garante a certeza da segunda. A luz que brilhou em Belém continua a brilhar no mundo, convidando corações a reconhecerem Jesus como Salvador hoje e Senhor eterno amanhã.


O Natal nos chama à fé, à missão e à esperança. A criança da manjedoura é o Filho do Homem que vem nas nuvens. Entre a estrela de Belém e a glória futura, a igreja vive, proclama e espera.

ADVENTISMO: UM MOVIMENTO TIPOLÓGICO

 O movimento adventista e a igreja adventista do sétimo dia não é apenas um movimento profético; é também um movimento tipológico. Desde o início do adventismo, “a tipologia era um método usado para avaliar, experimentar e entender a identidade, o papel e a mensagem do adventismo na história do povo de Deus no tempo do fim.

A própria identidade adventista não pode ser compreendida sem a tipologia bíblica. O adventismo nasce, cresce e se define a partir de uma leitura das Escrituras que entende certos eventos do Antigo Testamento como padrões divinos que se repetem na história e alcançam os acontecimentos finais. A tipologia, portanto, não é um acessório; é a estrutura que molda a compreensão adventista do passado, do presente e do futuro.

Os adventistas enxergam a história da salvação como uma narrativa coerente, na qual Deus age segundo modelos que se repetem. Esses modelos aparecem primeiro na experiência do povo de Israel e depois se ampliam para a igreja hoje, especialmente para a comunidade que se entende como vivendo nos últimos dias. Assim como Israel foi chamado para ser um povo distinto, guardião da lei e do testemunho, também os adventistas se veem como herdeiros desse chamado profético, convocados a restaurar verdades esquecidas e a preparar o mundo para a vinda de Cristo.

A escatologia adventista — com temas como santuário celestial, juízo investigativo, remanescente, estatuto da lei e missão global — opera dentro desse tecido tipológico, vendo nos rituais, instituições e experiências de Israel uma antecipação das realidades espirituais do tempo do fim.

O adventismo surge historicamente dentro de um ambiente protestante que valoriza a interpretação literal-históri ca da Bíblia, mas que também reconhece a legitimidade da tipologia. O movimento milerita e, posteriormente, o adventista do sétimo dia, perceberam nas festas judaicas, no Êxodo, na travessia do deserto, na entrada em Canaã, nas profecias de Daniel e no serviço do santuário padrões divinos que se repetem no fim da história. Essa estrutura permitiu ao movimento compreender sua missão como uma “reedição” ou “fase final” da história da salvação.

O adventismo é um movimento tipológico porque vê a si mesmo como parte de um padrão bíblico maior, cujo centro é Cristo, mas cujo desenvolvimento inclui a igreja do tempo do fim; compreende sua missão por meio de prefigurações presentes em Israel, sobretudo nas instituições do santuário e nas experiências do povo no deserto; entende a profecia não apenas como previsão, mas como repetição ampliada de modelos, nos quais antigos eventos apontam para realidades escatológicas; enxerga o conflito final como o clímax de todos os “tipos”, onde Cristo completa o que foi prefigurado ao longo da história bíblica.

A tipologia não apenas explica a teologia adventista; ela dá coerência à sua identidade. A comunidade do tempo do fim é vista como aquela que, pela graça, se torna o ponto final de uma longa linha de eventos que começam nos patriarcas, passam por Israel e culminam no clamor escatológico do Apocalipse. A tipologia, determina a identidade adventista, pois legitima sua compreensão profética e confere profundidade bíblica à sua missão.

Sendo assim, os Grandes “Tipos” do Livro de Josué representam o Caminho da Igreja no Tempo do Fim. Não só os caminhos da igreja do tempo do fim, mas de todos os que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus – Apocalipse 12 v17.