SÍNDROME DO 'SEMPRE LIGADO'


[A tecnologia também gera doenças; vários distúrbios de personalidade, de comportamento e social já são identificados por especialistas.]

"A síndrome do 'sempre ligado' aflige usuários de smartphones. Você está de férias, mas checa os e-mails do trabalho assim que acorda. E fica preocupado se o hotel não tiver um bom wi-fi ou se seu celular ficar sem sinal."

"Esses são típicos indícios de que você pode sofrer do estresse conhecido como "sempre ligado", que afeta pessoas que não conseguem largar de seus smartphones."

[Esse agravante se torna um problema até para a vida espiritual do indivíduo; a pessoa não consegue uma comunhão regular porque primeiro ocorre as checagens das redes sociais.

O relacionamento saudável da família, tão importante para a psiquê humana, está sendo ignorada e as relações se tornando artificiais. O resultado disso está sendo o distanciamento entre familiares e a formação de ´zumbi digitais´.

A situação é extrema quando a espiritualidade é afetada; na igreja a adoração, o louvor e a meditação na Palavra de Deus é substituída pela interação com o aparelho. O sagrado é ignorado pelo profano. 

Até o ambiente de trabalho está sendo afetado.]

"Para alguns, os aparelhos os liberaram de uma rotina rígida no escritório. As horas de trabalho ficaram mais flexíveis, dando mais autonomia ao funcionário. Para outros, no entanto, os smartphones se transformaram em verdadeiros tiranos dentro do bolso, impedindo que seus usuários se desconectem do trabalho. E essa dependência torna-se cada vez mais preocupante, segundo observadores.

O americano Kevin Holesh estava tão preocupado com o fato de ignorar cada vez mais parentes e amigos por conta de seu iPhone que criou um aplicativo - Moment - para monitorar seu próprio uso.
O aplicativo lhe permite contar a quantidade de tempo gasta no smartphone e adverte se esse uso ultrapassar limites que Holesh se autoimpôs.

"O objetivo é promover o equilíbrio na vida", diz seu site. "(Passar) um tempo no telefone e um tempo sem ele, aproveitando sua família e seus amigos."

E alguns empregadores estão percebendo que não é muito fácil manter esse equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Alguns precisam de ajuda externa.

A montadora alemã Daimler, por exemplo, recentemente passou a oferecer um "apagador" automático de e-mails para funcionários em férias, reconhecendo que muitos têm dificuldade em se desligar do trabalho.

"Os impactos negativos dessa cultura do 'sempre ligado' são que a sua mente nunca descansa, você não dá ao seu corpo o tempo para se recuperar e fica sempre estressado", disse à BBC a psicóloga ocupacional Christine Grant, do centro de pesquisas em psicologia e comportamento da Universidade Coventry (Grã-Bretanha).

"E, quanto mais cansaço e estresse, mais erros cometemos. A saúde mental e física pode sofrer." O fato de podermos estar conectados ao trabalho em qualquer lugar do mundo está fomentando inseguranças, prossegue Grant.

"Há uma enorme ansiedade quanto a delegar", diz. "Na minha pesquisa, encontrei diversas pessoas exaustas porque viajavam conectadas o tempo todo, independentemente do fuso horário em que estivessem."

As mulheres causam preocupação em especial: muitas passam o dia trabalhando, voltam para casa para cuidar dos filhos e ainda fazem uma jornada extra no computador antes de dormir.

"Essa jornada tripla pode ter um grande impacto na saúde", opina Grant. O presidente da Sociedade Britânica de Medicina Ocupacional, Alastair Emslie, concorda, alegando que centenas de milhares de britânicos relatam anualmente sofrer de estresse no trabalho - a ponto de adoecerem.

"As mudanças tecnológicas contribuem para isso, sobretudo se fizerem os funcionários se sentirem incapazes de lidar com as crescentes demandas ou perderem o controle sobre sua carga de trabalho."
Dados indicam que os britânicos passam até 11 horas diárias consumindo mídias; e o Brasil tem um dos maiores índices globais de uso diário de smartphones (cerca de uma hora e meia).

E, com o crescimento no número de smartphones, cresce também a quantidade de dados à nossa disposição - o que pode levar a uma espécie de paralisia, argumenta Michael Rendell, que trabalha com a consultoria PwC.

"Isso cria mais estresse no ambiente de trabalho porque as pessoas estão tendo de englobar uma quantidade maior de informações e meios de comunicação, e é difícil gerenciar tudo. Torna-se mais difícil tomar decisões, e muitos perdem produtividade por estarem sobrecarregados e sentirem que nunca escapam do trabalho."

"Achamos que ficar checando e-mails é trabalhar, mas muitas vezes não é algo produtivo", argumenta o advogado britânico Tim Forer.

Ele explica que a checagem constante de e-mails fora do escritório pode, em alguns casos, desrespeitar legislações trabalhistas. "Isso coloca em risco o dever da empresa em zelar por seus empregados", diz.

Uma pesquisa da empresa de TI SolarWinds diz que mais da metade dos trabalhadores entrevistados sente que é esperado que eles trabalhem mais rápido e cumpram prazos menores por estarem mais conectados. Quase a metade deles acha que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis a qualquer hora ou lugar.

Claro que nem tudo é negativo. Chris Kozup, diretor da empresa de telecom Aruba Networks, diz que um estudo conduzido pela própria empresa "mostra que essa ideia de estar 'sempre ligado' está, na verdade, ajudando os trabalhadores a gerenciarem o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal".

A chave é fazer com que essa flexibilidade aja em seu favor e ser disciplinado quanto ao uso de smartphones. Ou seja, se você vai sair de férias, lembre-se de ativar os alertas que avisarão que você estará "fora do escritório", de desligar seu telefone e mantê-lo longe do alcance quando for dormir. E o conselho de Christine Grant é: lembre-se de que "raramente você é o único capaz de resolver um problema" no escritório.
Fonte: BBC

OS EFEITOS DA PORNOGRAFIA NA MENTE E NO COMPORTAMENTO SEXUAL


Daniel Simmons, de 23 anos, é um viciado em pornografia atualmente em recuperação.
Mas, antes de procurar ajuda profissional para o problema, ele conta que não conseguia se concentrar nas tarefas do dia, não conseguia se relacionar sexualmente com mulheres "de verdade" e, mesmo assim, não conseguia parar.

"Eu tinha 15 anos quando comecei a assistir pornografia, após meus pais me comprarem um laptop. Fiz o que praticamente todo adolescente faz e procurei sites de pornografia".

O problema, conta, é que o hábito rapidamente se tornou diário e o fez perder o controle de sua vida.
"Eu assistia pornografia duas horas por dia. Perdi minha capacidade de concentração. Não conseguia focar minha atenção em atividades normais, cotidianas. Não fazia ideia de que na verdade tinha um problema com pornografia. Eu negava o problema, mas fui viciado durante seis anos."

Sua percepção sobre isso começou a mudar quando Simmons descobriu um site para viciados em pornografia e percebeu que "não estava mais sozinho".

Ele compara sua recuperação a parar de usar de drogas. "Passei cem dias em abstinência de álcool e de masturbação. As primeiras duas semanas foram horríveis, com mudanças repentinas de humor. Foi muito duro. Passei noites sem dormir e às vezes acordava suando frio. Às vezes, sem motivo, eu começava a tremer. Meu corpo inteiro tremia e eu não sabia por quê", recorda.

"Sentia uma ansiedade profunda durante interações sociais e, em outros dias, me sentia no topo do mundo e conseguia fazer qualquer coisa que quisesse."

Em meio a algumas recaídas "não muito ruins", Simmons conta que está conseguindo voltar à rotina, mas só depois de ter sua vida sexual bastante afetada.

Segundo especialista, pornografia se torna um vício quando impede as pessoas de realizar outras atividades sociais "Quando estou com alguma mulher, sinto que não fico tão excitado", diz.

"Eu não conseguia ter ereções com mulheres de verdade porque eu tinha assistido tanta pornografia. Não era mais excitante estar com uma mulher de verdade. Me sentia mal, não sabia o que havia de errado comigo. Sexualmente, não conseguia sentir nada por ninguém. Não tinha libido, minha libido parecia falsa. Eu tinha libido por pornografia, mas não por seres humanos reais."

Simmons diz que não assiste pornografia há um ano e meio, ajudado por sessões diárias de meditação. "Eu sei que tem um monte de rapazes e garotas por aí que estão sofrendo com esse problema", diz. "Com certeza muitos por aí têm um problema mas estão se escondendo, e falar sobre isso é algo que eu quero fazer porque acho necessário."

Segundo Robert Hudson, terapeuta que trata pessoas viciadas em sexo [...] diz que há alguns passos para ajudar pessoas que se identificam como viciadas em pornografia. "A primeira coisa é pedir a elas que parem de se masturbar durante 90 dias. Isso permite que o seu sistema se desacelere e pare de procurar pornografia."

"Você não está curado, mas o que isso faz é ajudá-lo a perceber que não está usando a pornografia porque tem uma ereção ou está excitado - você provavelmente usa pornografia porque está entediado, estressado ou solitário."

Fonte BBC Brasil 

O AMBIENTE DO CINEMA


Estariam corretos esses argumentos?

O argumento de que a igreja se utilizou do rádio, da TV e da internet é óbvio, porque são veículos de comunicação; no caso do cinema o filme é o veículo, mas o ambiente é o elemento perigoso.

Quando se ouve o rádio, se assiste TV ou se acessa a internet, estamos em ambientes privados; o cinema é um ambiente público, e implica em partilhar o local com práticas não usuais ao cristianismo.

Cinema, teatro, circo, danceterias são diferentes para a propagação da mensagem do evangelho; esses meios exigem ambientes que as Sagradas Escrituras declaram: 'não ande segundo o conselho dos ímpios, nem se detenha no caminho dos pecadores, nem se assente na roda dos escarnecedores' Salmo1.1(adap.)

Para princípios das Escrituras não existe evolução ou quebra de paradigmas. 

A demonização de certas práticas que depois seriam liberadas por uma evolução de pensamento, pode ocorrer na imaginação dos liberais. Não há duvidas de que se certos hábitos não existissem na vida do cristão, haveria muito maior progresso espiritual. O tempo gasto com TV e internet tira o tempo da comunhão e crescimento pessoal. Isso não quer dizer que a igreja não deveria investir no evangelismo por esses meios de comunicação. O mesmo ocorre com os filmes; mas isso não quer dizer que estamos autorizados a frequentar os ambientes.

O provérbio popular - "a culpa do assassinato não é da faca" para justificar que o ambiente do cinema é admissível, é um pensamento simplista e uma falácia. Se assim fosse o porte de 'arma branca' não seria caracterizado como perigoso. 

Usar esse argumento para o cinema é autorizar a presença de cristãos em ambientes onde tudo se pratica. O uso de drogas, prática de sexo e várias outras coisas são feitas e admitidas no ambiente escuro do cinema.

Pessoas que assistem filmes cristãos no cinema, são incentivados a ir depois até lá para assistir qualquer outro tipo de filme. 

A IASD tem incentivado a produção de filmes para alcançar cristãos de outras denominações e não-cristãos, mas isso não é uma autorização para frequentar ambientes não apropriados.

O cinema não é um ambiente apropriado para cristãos que querem "guardar-se isento da corrupção do mundo" Tiago 1.27

Artistas não ditam as doutrinas da igreja; as Sagradas Escrituras é que as definem. O Espírito Santo "deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos" Efésios 4.11 e 12; e não cabe a mais ninguém desconstruir o que já foi construído em termos de doutrina.

Permaneça isento desta corrupção mundana; mantenha-se longe do ambiente do cinema, teatro, danceterias e estádios de futebol. O que ocorre nestes ambientes não é próprio em nenhum momento.

ESTADO LAICO


O laicismo é um princípio que defende a ausência de qualquer obrigação de caráter religioso nas instituições governamentais. É uma posição que visa a laicidade, ou seja, a não intervenção da religião no Estado.

A qualidade de ser laico pressupõe a não interferência da igreja em assuntos políticos e culturais. Quando se fala em Estado laico, existe a ideia de neutralidade sobre questões religiosas.

Deve haver liberdade para os cidadãos manifestarem a sua fé religiosa, qualquer que ela seja, sem haver controle ou imposição de uma religião específica.

“As liberdades – assim mesmo no plural – continuam ser o maior desejo do ser humano. Se ontem isso significava não ser escravo ou não estar aprisionado, hoje no século 21, lembremo-nos – ser livre é exercer o direito e ser igualado pela lei no respeito e na dignidade que as diferenças contêm” Galdino, 2006.

A liberdade religiosa e de crença está prevista na Constituição Brasileira de 1946: “A fé é a matriz das convicções religiosas. Nesse terreno não se pode privar nem impor, mas respeitar e tolerar”.

A questão tem sido que os cristãos pós-modernos são intolerantes. Querem fazer uso da política e do  poder do governo para impor suas crenças.

Sofreram essa imposição no passado e agora querem impor aos outros.

Separar Igreja e Estado foi um custo muito alto; milhares de cristãos morreram como mártires até que a consciência da humanidade foi despertada e as Revoluções Francesa e Americanas fizeram a separação entre fé e política.

O que os evangélicos querem hoje, os cristãos repudiaram ontem.

Muito se fala em representatividade dos crentes nas câmaras, no senado e até na presidência, mas o que os cristãos querem lá? Impor suas doutrinas sobre o aborto, homossexualismo, descanso semanal etc.

Crenças não se impõem. Direitos e liberdade de ir e vir são princípios universais e não precisam ser impostos.

Se o estado for laico, ele irá reconhecer a liberdade do indivíduo em expressar sua fé como assim acredita.

Mas um estado religioso não irá respeitar a religião do outro.

Um estado que impõem suas crenças, estará repetindo o erro do papado medieval. Não podemos cair no erro que condenamos.

Por 1290 anos o papado governou a Europa em um estado não laico; a religiosidade deste estado continental não garantiu a moralidade, a ortodoxia ou sequer a paz. Pelo contrário foi o  pior registro de atrocidades da humanidade, superando, em muito, o Holocausto de Hitler.

O Estado Laico foi uma conquista cristã, um dom, um presente. Hoje estamos pisando este dom e trabalhando contra seus princípios.

Parafraseando Augustus Nicodemos – “Vou votar e, no que puder, contribuir para que meu pais tenha um governo bom, que proteja os cidadãos de bem, puna os malfeitores e promova o desenvolvimento da sociedade. Mas a igreja de Cristo sempre sobreviveu mesmo debaixo dos piores regimes. O PT é fichinha perto do Império romano”.

A igreja sobreviveu  por séculos sem representatividade ou  manejos políticos. Foi quando sofreu a ajuda do Imperador Constantino que as coisas desandaram para a apostasia.

Usar a política para garantir que nossas crenças sejam respeitadas e adotadas é uma heresia. Nossa vida e testemunho deve ser o elemento transformador na sociedade.

No entanto, estado laico "não significa silenciar os cristãos" - Ronaldo Oliveira, pastor adventista da Associação Paulistana.

Afinal, a política não irá mudar as pessoas; o que muda a vida das pessoas é outro poder.

LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA - O Mais Sagrado Direito do Homem


Foi o desejo de liberdade de consciência que inspirou os peregrinos a enfrentar os perigos da longa jornada através do mar, a suportar as agruras e riscos das selvas e lançar, com a bênção de Deus, nas praias da América do Norte, o fundamento de uma poderosa nação. Entretanto, sinceros e tementes a Deus como eram, os peregrinos não compreendiam ainda o grande princípio da liberdade religiosa. A liberdade, por cuja obtenção tanto se haviam sacrificado, não estavam igualmente dispostos a conceder a outros. "Muito poucos, mesmo dentre os mais eminentes pensadores e moralistas do século XVII, tinham exata concepção do grandioso princípio - emanado do Novo Testamento - que reconhece a Deus como único juiz da fé humana." - Martyn. 

    A doutrina de que Deus confiara à igreja o direito de reger a consciência e de definir e punir a heresia, é um dos erros papais mais profundamente arraigados. Conquanto os reformadores rejeitassem o credo de Roma, não estavam inteiramente livres de seu espírito de intolerância. As densas trevas em que, através dos longos séculos de domínio, havia o papado envolvido a cristandade inteira, não tinham sido mesmo então completamente dissipadas. Disse um dos principais ministros da colônia da Baía de Massachusetts: "Foi a tolerância que tornou o mundo anticristão; e a igreja nunca sofreu dano com a punição dos hereges." - Martyn. 

Foi adotado pelos colonos o regulamento de que apenas membros da igreja poderiam ter voz ativa no governo civil. Formou-se uma espécie de Estado eclesiástico, exigindo-se de todo o povo que contribuísse para o sustento do clero, concedendo-se aos magistrados autorização para suprimir a heresia. Assim, o poder secular encontrava-se nas mãos da igreja. Não levou muito tempo para que estas medidas tivessem o resultado inevitável: a perseguição. 

    Onze anos depois do estabelecimento da primeira colônia, Roger Williams veio ao Novo Mundo. Semelhantemente aos primeiros peregrinos, viera para gozar de liberdade religiosa; mas, divergindo deles, viu (o que tão poucos em seu tempo já haviam visto) que esta liberdade é direito inalienável de todos, seja qual for o credo professado. E era ele fervoroso inquiridor da verdade, sustentando, juntamente com Robinson, ser impossível que toda a luz da Palavra de Deus já houvesse sido recebida. Williams "foi a primeira pessoa da cristandade moderna a estabelecer o governo civil sobre a doutrina da liberdade de consciência, da igualdade de opiniões perante a lei".

Bancroft declarou ser o dever do magistrado restringir o crime, mas nunca dominar a consciência. "O público ou os magistrados podem decidir", disse, "o que é devido de homem para homem; mas, quando tentam prescrever os deveres do homem para com Deus, estão fora de seu lugar, e não poderá haver segurança; pois é claro que, se o magistrado tem esse poder, pode decretar um conjunto de opiniões ou crenças hoje e outro amanhã, como tem sido feito na Inglaterra por diferentes reis e rainhas, e por diferentes papas e concílios na Igreja Romana, de maneira que semelhante crença degeneraria em acervo de confusão." - Martyn. 

    A assistência aos cultos da igreja oficial era exigida sob pena de multa ou prisão. "Williams reprovou a lei; o pior regulamento do Código inglês era o que tornava obrigatória a assistência à igreja da paróquia. Obrigar os homens a unirem-se aos de credo diferente, considerava ele como flagrante violação de seus direitos naturais; arrastar ao culto público os irreligiosos e os que não queriam, apenas se assemelhava a exigir a hipocrisia. ... "Ninguém deveria ser obrigado a fazer culto", acrescentava ele, "ou custear um culto, contra a sua vontade." "Pois quê?" exclamavam seus antagonistas, aterrados com os seus dogmas, "não é o obreiro digno de seu salário?" "Sim", replicou ele, "dos que o assalariam."" - Bancroft. 

    Roger Williams era respeitado e amado como ministro fiel e homem de raros dons, de inflexível integridade e verdadeira benevolência; contudo, sua inabalável negação do direito dos magistrados civis à autoridade sobre a igreja, e sua petição de liberdade religiosa, não podiam ser toleradas. A aplicação desta nova doutrina, dizia-se insistentemente, "subverteria o fundamento do Estado e do governo do país". - Bancroft. Foi sentenciado a ser banido das colônias, e finalmente, para evitar a prisão, obrigado a fugir para a floresta virgem, debaixo do frio e das tempestades do inverno. 
    "Durante catorze semanas", diz ele, "fui dolorosamente torturado pelas inclemências do tempo, sem saber o que era pão ou cama. Mas os corvos me alimentaram no deserto". E uma árvore oca muitas vezes lhe serviu de abrigo. - Martyn. 

Assim continuou a penosa fuga através da neve e das florestas, até que encontrou refúgio numa tribo indígena, cuja confiança e afeição conquistara enquanto se esforçava por lhes ensinar as verdades do evangelho.

    Tomando finalmente, depois de meses de sofrimentos e vagueações, rumo às praias da Baía de Narragansett, lançou ali os fundamentos do primeiro Estado dos tempos modernos que, no mais amplo sentido, reconheceu o direito da liberdade religiosa.

    O princípio fundamental da colônia de Roger Williams era "que todo homem teria liberdade para adorar a Deus segundo os ditames de sua própria consciência". - Martyn. Seu pequeno Estado - Rhode Island - tornou-se o refúgio dos oprimidos, e cresceu e prosperou até que seus princípios básicos - a liberdade civil e religiosa - se tornaram as pedras angulares da República Americana.

    No grandioso e antigo documento que aqueles homens estabeleceram como a carta de seus direitos - a Declaração de Independência - afirmavam: "Consideramos como verdade evidente que todas as pessoas foram criadas iguais; que foram dotadas por seu Criador de certos direitos inalienáveis, encontrando-se entre estes a vida, a liberdade e a busca da felicidade." 

E a Constituição garante, nos termos mais explícitos, a inviolabilidade da consciência: "Nenhum requisito religioso jamais se exigirá como qualificação para qualquer cargo de confiança pública nos Estados Unidos." "O Congresso não fará nenhuma lei que estabeleça uma religião ou proíba seu livre exercício."

    "Os elaboradores da Constituição reconheceram o eterno princípio de que a relação do homem para com o seu Deus está acima de legislação humana, e de que seus direitos de consciência são inalienáveis. Não foi necessário o raciocínio para estabelecer esta verdade; temos consciência dela em nosso próprio íntimo. É essa consciência que, em desafio às leis humanas, tem sustentado tantos mártires nas torturas e nas chamas. Sentiam que seu dever para com Deus era superior às ordenanças humanas, e que nenhum homem poderia exercer autoridade sobre sua consciência. É um princípio inato que nada pode desarraigar." - Documentos do Congresso (Estados Unidos da América do Norte).

    Espalhando-se pelos países da Europa a notícia de uma terra onde todo homem gozava o fruto de seu próprio trabalho, obedecendo às convicções de sua consciência, milhares se concentraram nas praias do Novo Mundo. Multiplicaram-se rapidamente as colônias. "Massachusetts, em virtude de lei especial, estendia cordiais boas-vindas e auxílio, à expensa pública, aos cristãos de qualquer nacionalidade que fugissem através do Atlântico "para escaparem de guerras ou fome, ou da opressão de seus perseguidores". Assim os fugitivos e opressos pela lei se faziam hóspedes da comunidade pública." - Martyn. Vinte anos depois do primeiro embarque de Plymouth, outros tantos milhares de peregrinos se tinham estabelecido na Nova Inglaterra.

    A fim de assegurarem o objetivo que procuravam, "contentavam-se com ganhar parca subsistência, por uma vida de frugalidade e labuta. Nada pediam do solo senão o razoável produto de seu próprio labor. Nenhuma visão dourada projetava falsa luz sobre seu caminho. ... Estavam contentes com o progresso vagaroso mas firme de sua política social. Suportavam pacientemente as privações do sertão, regando a árvore da liberdade com lágrimas e com o suor de seu rosto, até deitar ela profundas raízes na terra".

    A Escritura Sagrada era tida como fundamento da fé, a fonte da sabedoria e a carta da liberdade. Seus princípios eram diligentemente ensinados no lar, na escola e na igreja, e seus frutos se faziam manifestos na economia, inteligência, pureza e temperança. Poderia alguém morar durante anos nas colônias dos puritanos, "e não ver um bêbado nem ouvir uma imprecação ou encontrar um mendigo". - Bancroft. Estava demonstrado que os princípios da Bíblia constituem a mais segura salvaguarda da grandeza nacional. As fracas e isoladas colônias desenvolveram-se em confederação de poderosos Estados, e o mundo notava com admiração a paz e prosperidade de "uma igreja sem papa e um Estado sem rei".

    Mas as praias da América do Norte atraíam um número de imigrantes sempre maior, em que atuavam motivos grandemente diversos dos que nortearam os primeiros peregrinos. Conquanto a fé e a pureza primitiva exercessem ampla e modeladora influência, veio a tornar-se cada vez menor ao aumentar o número dos que buscavam unicamente vantagens seculares.

    O regulamento adotado pelos primeiros colonos, permitindo apenas a membros da igreja votar ou ocupar cargos no governo civil, teve os mais perniciosos resultados. Esta medida fora aceita como meio para preservar a pureza do Estado, mas resultou na corrupção da igreja. Estipulando-se o professar religião como condição para o sufrágio e para o exercício de cargos públicos, muitos, influenciados apenas por motivos de conveniência mundana, uniram-se à igreja sem mudança de coração. 

Assim as igrejas vieram a compor-se, em considerável proporção, de pessoas não convertidas; e mesmo no ministério havia os que não somente mantinham erros de doutrinas, mas que eram ignorantes acerca do poder renovador do Espírito Santo. Assim novamente se demonstraram os maus resultados, tantas vezes testemunhados na história da igreja, desde os dias de Constantino até ao presente, de procurar edificar a igreja com o auxílio do Estado, apelando para o poder temporal em apoio do evangelho dAquele que declarou: "Meu reino não é deste mundo." João 18:36. A união da Igreja com o Estado, não importa quão fraca possa ser, conquanto pareça levar o mundo mais perto da igreja, não leva, em realidade, senão a igreja mais perto do mundo.

    O grande princípio tão nobremente advogado por Robinson e Rogério Williams, de que a verdade é progressiva, de que os cristãos devem estar prontos para aceitar toda a luz que resplandecer da santa Palavra de Deus, foi perdido de vista por seus descendentes. As igrejas protestantes da América do Norte, assim como as da Europa, tão altamente favorecidas pelo recebimento das bênçãos da Reforma, deixaram de prosseguir na senda que se haviam traçado. Posto que de tempos em tempos surgissem alguns homens fiéis, a fim de proclamar novas verdades e denunciar erros longamente acariciados, a maioria, como os judeus do tempo de Cristo ou os romanistas do tempo de Lutero, contentava-se em crer como creram seus pais, e viver como eles viveram. 

Portanto, a religião degenerou novamente em formalismo; e erros e superstições que, houvesse a igreja continuado a andar à luz da Palavra de Deus, teriam sido repudiados, foram acalentados e retidos. Destarte, o espírito que fora inspirado pela Reforma, foi gradualmente arrefecendo até haver quase tão grande necessidade de reforma nas igrejas protestantes como na igreja romana ao tempo de Lutero. Havia o mesmo mundanismo e apatia espiritual, idêntica reverência às opiniões de homens, e substituição dos ensinos da Palavra de Deus pelas teorias humanas.

    A ampla circulação da Escritura Sagrada nos princípios do século XIX, e a grande luz assim derramada sobre o mundo, não foram seguidas de um correspondente progresso no conhecimento da verdade revelada e na piedade prática. Satanás não pôde, como nos séculos anteriores, privar o povo da Palavra de Deus; esta foi posta ao alcance de todos; com o intuito porém, de ainda cumprir seu objetivo, levou muitos a tê-la em pouca conta. Os homens negligenciavam pesquisar as Escrituras, e assim continuaram a aceitar falsas interpretações e acalentar doutrinas que não tinham fundamento na Bíblia.


    Vendo o malogro de seus esforços em aniquilar a verdade pela perseguição, Satanás de novo recorreu ao plano de condescendência, que deu como resultado a grande apostasia e a formação da Igreja de Roma. Induziu os cristãos a se aliarem, não com os pagãos, mas com os que, por seu apego às coisas deste mundo, tinham demonstrado ser tão verdadeiramente idólatras como o eram os adoradores de imagens de escultura. 

E os resultados desta união não foram menos perniciosos então do que nos séculos anteriores; o orgulho e a extravagância eram incentivados sob o disfarce de religião, e as igrejas se tornaram corruptas. Satanás continuou a perverter as doutrinas da Escritura Sagrada, e tradições que deveriam fazer a ruína de milhões estavam a deitar profundas raízes. A igreja mantinha e defendia essas tradições, em vez de contender pela "fé que uma vez foi dada aos santos". Assim se degradaram os princípios por que os reformadores tanto haviam realizado e sofrido.

O Grande Conflito; pags 201-208.

A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE DE UM ESTÁDIO


Patricia Moreira, a “torcedora do Grêmio flagrada atos racistas contra o goleiro Aranha no último dia 28[Agosto] em duelo entre as duas equipes pela Copa do Brasil não tem 'coragem' de assistir jogos de futebol. 

Abalada por tudo que ocorreu nos dias que sucederam a partida em que foi filmada pelas câmeras de transmissão do jogo chamando o camisa 1 da equipe paulista de 'macaco', a jovem de 23 anos quer distância do esporte que antes gostava tanto.

Patrícia relatou sobre as ameaças que sofreu, até mesmo de estupro, nas redes sociais. A garota afirmou ter receio da atitude das pessoas na rua.

Explicando a sua atitude ela disse que “mais pessoas estavam gritando em direção ao goleiro, mas que só ela ficou marcada pelo o ocorrido devido às imagens captadas pela ESPN Brasil”.


Como se não bastasse a perseguição da mídia, “a casa da torcedora gremista Patrícia Moreira foi incendiada nesta sexta-feira (12 de Setembro) em Porto Alegre” Fonte: UOL

Este é um exemplo irrefutável do que um ambiente como o estádio de futebol leva uma pessoa a fazer. Patrícia Moreira era uma jovem normal, com emprego e família, mas a influência do ambiente em que estava, a descaracterizou para sempre.

O conselho bíblico para cristãos é que não estejamos "na roda dos escarnecedores" Salmo 1.1; estádio de futebol nunca foi ambiente para um cristão se divertir.

O que o ambiente favoreceu neste caso:
1. A influência do grupo - motivada pelas pessoas, ela ousou também ofender o jogador.
2. O mau exemplo - dezenas de pessoas ao seu lado faziam a mesma coisa, e outras ainda piores.
3. A 'normalidade' - é algo 'normal' em um estádio xingar, dizer palavrões, ameaçar, denegrir etc.
4. A impunidade - sempre houve xingamentos racistas e denegridores, sem consequências.
5. O uso de drogas - altera o comportamento usual das pessoas.
6. O ambiente impróprio - local de brigas, violência e agressões, uma jovem jamais deveria ir até lá.
7. Companhia - torcidas organizadas, homens violentos, jovens infratores, tudo favorecia o ocorrido.
8. O jogo - o clima de disputa e rivalidade estimula a agressão verbal e física.
9. Os jogadores - ouve-se o tempo todo palavrões e insultos, e isso reflete-se nas arquibancadas.
10. Descrentes - poucos são os cristãos que estão ali. O local é para ímpios.

O USO DE JÓIAS EM EZEQUIEL 16

Ezequiel 16 é uma parábola ou alegoria e está cheia de figuras emprestadas para o enredo central do romance que é ali contado.

A parábola do romance de Yahweh com Jerusalém segue padrões da Palestina pré-patriarcal. Muitas figuras que são usadas não refletem uma realidade que Yahweh idealizava para o seu povo, mas que eles viviam por escolha própria e o profeta se utiliza dessa imagística.

Por que o profeta se utilizaria de imagens e figuras pagãs? Para alcançar o povo comum.
As evidências das figuras emprestadas começam com as seguintes referências: “a tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus”, que indicam uma origem espiritualizada e não propriamente étnica. 

O povo de Israel não havia surgido de canaã, eles eram imigrantes da caldéia.
Outra referência: ”Teu pai era amorreu, e a tua mãe hetéia.” v1, colocariam Jerusalém como de origem genética de amorreus e dos Hititas, no entanto o povo de Israel e os Judeus eram de origem genética dos caldeus; Abraão e Sara eram caldeus e não houve casamentos ilícitos entre os patriarcas e outras nações.

Sendo assim a parábola segue padrões que não são literais, mas alegóricos.

Se lermos a parábola de forma literal entenderemos que Israel era de origem dos amorreus e hititas, mas não é assim. O que está acontecendo então? O profeta está escrevendo uma alegoria e empresta figuras e imagens pagãs. Yahweh está dizendo, ‘vocês parecem que vieram dos amorreus, dos hititas; se ornam como eles, vivem como eles e se parecem como eles’.

Sendo assim ‘os enfeites’ aqui são símbolos da realidade dos povos cananitas e dos hábitos correntes entre eles, dos quais na parábola, a ‘jovem Jerusalém’ é retirada.

Yahweh dá jóias a uma jovem [v.12 e13] a ser desposada na parábola, mas o romance não indica propriamente o que Yahweh autorizava aos crentes da época.

Estabelecer que Yahweh tratou assim a sua ‘esposa espiritual’ [Jerusalém] é o mesmo que afirmar que podemos nos permitir da poligamia. Pois a figura aqui na parábola é de um rei [v.13] que encontra um bebê rejeitado, adota essa criança, educa e a prepara para ser uma mulher de seu harém [“e subiste até a realeza” v13]. Essa é a figura aqui representada na alegoria, e que se fazia muito comum em Canaã, onde reis de idade avançada desposavam virgens em seu harém.

Os padrões desta parábola são os mesmos daquela contada por Jesus sobre ‘O rico e Lázaro’ [Lc 16.19]; Jesus contou uma parábola de origem pagã [crença na imortalidade da alma] para chamar a atenção de saduceus que não criam na ressurreição, sendo que o objetivo da parábola era ensinar sobre o ‘amor ao próximo’.

Essa parábola do ‘Rico e Lázaro’ causa muita confusão até hoje, pois uma leitura rápida parece indicar que as pessoas morrem e vão para o céu, e outras vão para o inferno sofrer. Mas a exegese cuidadosa mostra que não é nada disso.


O mesmo ocorre com a parábola de Ezequiel 16. Ezequiel se utilizou de figuras e hábitos pagãos para chamar a tenção do povo e alcança-los onde estavam [em apostasia]. Mas a imagística das duas parábolas não justificam a crença na imortalidade da alma [Lc 16] e nem no uso de ornamentos e poligamia [Ez 16].

JOGOS, DECISÕES E VENCEDORES


Os dois próximos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, oitavas de final e quartas de final, envolverão os horários do sábado.

O jogo decisivo das oitavas será no sábado as 13h; se o Brasil passar, a decisão das quartas de final, será em uma sexta-feira as 17hs.

Daqui para frente serão só 'decisões'. Decisão para a seleção e para os crentes adventistas.

As decisões que fazemos hoje nos preparam para as crises de amanhã.

Entre os adventistas é de conhecimento que o sábado - o 4o mandamento - é uma questão decisiva de obediência a Deus. A adoração a Deus nas horas sagradas do sábado já levou a muitas decisões de deixar empregos, melhores salários e lucros comerciais.

É um momento decisivo. Obedecer a Deus ou o desejo de assistir os jogos de decisão da Copa do Mundo?

A Palavra de Deus incentiva os crentes - "Importa antes obedecer a Deus do que a homens" Atos 5.29.

As decisões que fizermos, fortalecerão ou enfraquecerão nossas convicções.

É um mandamento da Lei de Deus; são momentos de adoração a Deus.

Estamos como os amigos de Daniel - Misael, Hananias e Azarias - diante de uma decisão sobre adoração. Vamos nos curvar diante do modismo e comemorações do mundo ou nos curvar diante de nosso Deus.

Nos dois jogos, das oitavas e das quartas de final, as famílias adventistas estarão reunidas; algumas para almoçar juntas após o culto de adoração do sábado, e no segundo momento para o 'culto de por-do-sol'.

Eu oro para que minha família esteja nesta cena. Não espero me encontrar na frente da TV, e muito menos em um estádio de futebol.

A decisão que eu tomar nestas situações irão determinar as decisões que virão sobre o sábado em um futuro próximo. Minimizar o sábado agora, será minimizar o sábado nas controvérsias do futuro sobre sua santidade e a santidade do domingo.

Hoje estamos nos preparando para as crises que estarão diante de nós.

O Apocalipse usa uma expressão - "ao que vencer" [Ap 2 e 3]; diante deste 'jogo do grande conflito' e das 'decisões' que estão diante dos adventistas, os verdadeiros 'vencedores' são os que 'perseverarem' em obedecer a Deus e lhe dar a glória e o tempo que lhe pertencem.

Pessoalmente vejo essas 'decisões' como norteadoras em minha vida. Esses eventos não foram colocados em nossas vidas por acaso. Eles vaõ determinar muitas coisas daqui por diante.

Deus está nos provando.

Sairemos vencedores ou seremos derrotados na final?

ASSISTIR JOGOS NO SÁBADO - É PECADO?


Quando esse assunto é discutido entre Adventistas do Sétimo Dia, isso ganha importância porque adventistas creem que a obediência é a resposta humana para a Maravilhosa Graça de Jesus.

Adventistas também são fiéis à Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras, e isto faz com que os 10 Mandamentos sejam observados; não como 'obras da lei' mas como conselhos Divinos, ordens de um Pai Amoroso que quer cercar seus filhos das armadilhas deste mundo.

Isso não é uma 'questão de consciência' é uma questão de obediência.

É o 4o Mandamento que nos 'lembra' de santificar o sábado. Dos 10 mandamentos [Êxodo 20.3-17] os 4 primeiros são orientados para a Divindade:
1. Não ter outros deuses além de Yahweh
2. Não fazer imagens de esculturas [nem mesmo do próprio Yahweh]
3. Não tomar o nome de Deus em vão
4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar

As horas do sábado pertencem a Deus. Assim como parte de nossos bens e rendas [dízimo] é reservado para Deus, o tempo de 24hs do Sétimo Dia também pertencem a Deus.

Há várias coisas da esfera humana que Deus reivindica dos humanos:
1. o tempo sagrado [sábado]
2. parte dos bens [dízimo]
3. o corpo [santuário]
Etc.

Assim como o dízimo podemos 'roubar' a Deus [Mal.3.8] do tempo que a Ele pertence.

A palavra 'santificar' do 4o mandamento [qâdash] significa: consagrar, dedicar, manter, separar. O 4o mandamento nos lembra:
- consagre as horas do sábado
- dedique as horas do sábado a Yahweh
- mantenha as horas do sábado como santas
- separe as horas do sábado para uso sagrado

A santidade das horas do sábado estão em dedicá-las à adoração. A quem estamos adorando quando assistimos o culto? A quem estamos adorando quando assistimos a um jogo de futebol?

A nossa alegria, efusividade, energia e vibração durante o sábado devem ser dirigidas a Deus.

Além de roubar o tempo sagrado de Yahweh, estaremos dirigindo nosso 'louvor' e afeições a algo totalmente banal - futebol. Nosso século dedica afeição a banalidades - temos heróis fictícios (Vingadores); amizades fictícias (mídias sociais); experiências fictícias (filmes).

Neste sábado [28/06/14] as 13hs vai haver um jogo da Seleção Brasileira pela Copa Do Mundo, e as especulações sobre poder ou não poder assistir o jogo começaram.

É fácil minimizar a situação dizendo que não há nada de mais em assistir um jogo; afinal a TV já fica ligada na 'Novo Tempo'; é só mudar o canal.

Estamos em um tempo de preparo para a Segunda Vinda. Hoje estamos nos preparando para uma crise que está adiante de nós.

Quando o sábado for um ponto controverso no cenário mundial,de que lado vamos estar? É fácil saber. O que estamos fazendo com o sábado atualmente, faremos naquele dia da 'grande crise'.

Se hoje dizemos sim a pequenas coisas que tiram a santidade do sábado, amanhã decidiremos pelo anti-cristo e a imposição do 'falso sábado'.

Hoje estamos nos preparando para a 'grande crise'. Hoje estamos nos fortalecendo ou nos enfraquecendo.

Respondendo à pergunta inicial - Assistir jogos no sábado é pecado?

Como se trata dos 10 Mandamentos - é transgressão.

Os 10 mandamentos são o mínimo da Lei; o Pentateuco, ou Torah, ou Lei, é constituída por 613 mandamentos. Os 10 Mandamentos é o mínimo de Moral que Deus exige para a pessoa não ser considerada como ímpio.

Então você já sabe - não é pecado, é transgressão; e quem o faz se torna ímpio.

NÃO SOMOS MACACOS


“Após ser alvo de atitude racista na partida de futebol entre o Barcelona e o Villarreal, no último domingo (27/04/14), o lateral da equipe catalã e da seleção brasileira, Daniel Alves disse, que é hipocrisia criticar a campanha #somostodosmacacos, inciada nas redes sociais pelo atacante Neymar em defesa ao colega de equipe.

Rapidamente, esportistas, jornalistas, apresentadores de TV, artistas famosos e pessoas desconhecidas de todo o mundo aderiram à campanha, publicando e compartilhando fotos com bananas em solidariedade ao jogador”. Fonte BBC

A crítica não é sobre a atitude de Daniel Alves ou Neymar, mas pela infeliz idéia afirmando que 'somos todos macacos', ou de uma origem comum, a de símios.

O mais surpreendente é que Neymar Júnior é evangélico e não se importou em basear sua campanha com uma idéia evolucionista.

Colocando a controvérsia do marketing à parte, é preciso levantar a questão filosófica atrás disso tudo – nossas origens. A campanha #SomosTodosMacacos pode ser bem humorada, pode ter mobilizado o mundo inteiro, pode ter conquistado a simpatia do público, enfim, foi surpreendente, mas é decadente.
Os conceitos espirituais não podem ser suplantados pela mídia ou pelo marketing.

Estamos tratando de nossas origens, de moral e de humanidade.

Se ‘somos todos macacos’, não há um Criador, ou Salvador. Há apenas uma incrível coincidência de aminoácidos que se combinaram e deram origem ao primeiro ser unicelular e mais tarde a um macaco que se tornou humano.

Atrás disso tudo está uma mente maléfica tentando tirar dos humanos aquilo que eles mais precisam – Deus.
Estamos enfrentando uma Batalha Cósmica contra a Divindade, e esse é apenas um episódio do capítulo chamado pós-modernidade.

ROUPA CURTA E VIOLÊNCIA


O resultado da pesquisa do IPEA chocou o país ao revelar que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", foi a conclusão de 65,1% das 3810 pessoas entrevistadas de ambos os sexos;  e surpreendente também foi a resposta positiva de 58,5% quanto à proposição "se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros".

Este artigo não quer discutir a pesquisa ou os resultados dela, ou o que a população pensa.

Mas o objetivo é o que os ensinamentos bíblicos vêm trazendo como valores há seculos sobre modéstia e simplicidade ao se vestir.

Um dos conselhos mais diretos e claros sobre a modéstia em se vestir é quando o apóstolo Paulo escreve em 2 Timóteo 2.9 - "as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia".

O livro Educação, pág. 248  afirma - "A simplicidade no vestir, aliada à modéstia das maneiras, muito farão no sentido de cercar uma jovem com aquela atmosfera de sagrada reserva que para ela será uma proteção contra os milhares de perigos".

As normas bíblicas são muito criticadas mas há bom senso em cada uma delas.

Vivemos em um mundo violento e injusto; as mulheres deveriam ter liberdade de usar roupas agradáveis em um país onde o verão pode chegar a 45oC. Mas a violência e o crime estão por toda parte e a prudência é a melhor opção.

Essa foto ajuda entender que o problema não está somente na roupa mas nos olhos do agressor. Apesar da 'burca' não ser uma idéia bíblica, mas de convenções culturais, ambas as situações são extremas - a da cobiça dos homens e da imposição masculina de uma roupa agressiva à mulher.

Os argumentos de que Deus não se preocupa com o que vestimos, é um argumento falho, pois foi Deus que substituiu as roupas de Adão e Eva, quando já se encontravam vestidos ao se depararem com sua nudez - Gen.3.21.

Os conselhos direcionados às primeiras igrejas cristãs também são uma evidência de que o vestuário é importante para o cristão.

Cristãos verdadeiros irão pautar seu estilo de vida de acordo com a Palavra de Deus e não de acordo com os modismos do mundo. A bíblia não descreve o tipo de roupa a usar, mas ela afirma sobre pudor e modéstia.

Seja com as túnicas do passado ou as calças e camisetas de nossa era, o vestuário deve se caracterizar pelo pudor e modéstia.

NO ESCURINHO DO CINEMA

O Twitter têm se revelado um laboratório para se estudar o comportamento humano.

As 'hashtags' e os 'trends' que exibem os principais assuntos mais comentados no estado, país e pelo mundo, têm ajudado a entender o que se passa na mente das pessoas.

Recentemente os jovens que usam a rede social fizeram uma hashtag subir - #Cite5CoisasPraFazerNoCinema e o que se evidenciou foi um dos argumentos mais usados para se afirmar que o cinema não é um ambiente para os cristãos se divertirem.

Dentre as '5 coisas pra se fazer no cinema' muitas delas estavam relacionadas ao sexo.
O argumento de que a sala de cinema é um ambiente familiar, é muito usado para os que apoiam o uso deste ambiente como entretenimento. Mas o que as pessoas vão fazer realmente ali é outra coisa.

O problema do cinema é o ambiente, as companhias e o que elas estão fazendo ali.

Cinema ou qualquer outro ambiente duvidoso deve ser evitado pelo cristão. Divertir-se com mundanos é se "assentar na roda dos escarnecedores" Salmo 1.1.  

NOÉ - O FILME


Ao contrário do filme bíblico produzido por Mel Gibson, "A paixão de Cristo", este filme, "Noah" não vai acrescentar nada ao público; irá apenas retirar a fé das pessoas na Bíblia e gerar descrença e confusão.

O filme de Mel Gibson foi um ótimo veículo no mundo muçulmano para divulgar a morte de Jesus Cristo, o homem Deus. Mas o filme 'Noah' não irá causar o mesmo impacto; é um filme que distorce muitos conceitos cristãos e apenas diverte.

Darren Aronofsky, diretor do filme, é ateu, sendo assim o filme não é cristão e não visa informar, mas desinformar. A filosofia que é divulgada é evolucionista.

Não recomendo a ninguém ir ao cinema assistir a esse filme; primeiro porque cinema é um lugar de diversão mundano; segundo porque você pode assistir em casa, e se você se cansar de tanta especulação que aparece, e dormir durante o filme, já estará em casa mesmo.

A seguir, uma critica do Ministério de Mídia, Amazing Facts, sobre o filme 'Noah'.

Noé : uma história de advertência , não diversões.

"A nova versão do grande filme de Hollywood Noah criou uma avalanche de reações dentro e fora da comunidade cristã. Alguns líderes religiosos notáveis ​​elogioaram o épico de $ 160.000.000 dólares , enquanto outros têm dúvidas sobre a abordagem agressiva do ambientalismo radical que se destaque ao longo do filme .

No entanto, a única coisa que poderia ser mais controversa sobre este filme é sua tentativa de redefinir radicalmente o caráter de Deus e os acontecimentos que levaram à destruição da Terra.

Estivemos muito atentos aos comentários deste filme entre cristãos e não-cristãos críticos.    De fato, há alguns elementos muito trançados no filme que sentimos que devemos chamar a sua atenção :
+Anjos caídos de Satanás protegem Noé, enquanto ele constrói a arca.
+Para impedir que a Terra está sendo repovoada , Noah tenta matar esposa grávida de seu filho
+Noah é retratado como , um homem grosseiro indiferente relutantes em seguir as instruções de Deus
+Matusalém é caracterizado como uma espécie de feiticeiro que guia Noé espiritualmente !

Russell Crowe , que interpreta Noah , diz -se que isto não é uma "história de escola dominical", e vai desafiar os espectadores e a compreensão da Bíblia. O filme foi realmente proibido em alguns países islâmicos porque retrata um profeta.

O mesmo acontece com os esforços do escritor e diretor Darren Aronofsky para "preencher as lacunas " na história para violar o evento bíblico de que a verdadeira mensagem é inundado com muita expressão criativa ea especulação.

Fazemos duas recomendações sobre este novo filme. Primeiro, leia a história da Bíblia para si mesmo em Gênesis capítulos 6-8 . Não confie produtores de cinema para retratar com precisão a Escritura ; é provável que os produtores acreditam que o Gênesis é uma mera fábula e procuram mudar suas percepções a respeito de Deus e da Bíblia.

Além disso, a Palavra de Deus não foi dada para o entretenimento , mas " fazer-te sábio para a salvação , pela fé que há em Cristo Jesus " (2 Timóteo 3:15). Para encontrar a verdade de mudança de vida , não pode substituir a ver efeitos visuais criativas sobre a Bíblia com pessoalmente cavando Escritura com a ajuda do Espírito Santo. A história do dilúvio não é simplesmente para ser dramático , energizante , surpreendente, ou a confusão . É profundamente espiritual (1 Coríntios 2:14).

Em segundo lugar, o lançamento deste filme será potencialmente gerar muitas oportunidades para discutir a história da Bíblia com pessoas que sabem pouco sobre as Escrituras.

 Além dos incríveis representações visuais e apesar dos elementos distorcidos , é uma história ainda relevante para o nosso dia , pois Cristo disse: "Como foi nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem" (Lucas 17:26) .

Assim como houve uma chamada para entrar na arca,  Jesus convida pacientemente as pessoas a vir a ele.

Fonte: Amazing Facts

NÃO HAVIA LUGAR PRA ELE


"Enquanto estavam lá [Belém], chegou o tempo de nascer o bebê, ela [Maria] de à luz... e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria" Lucas 2.6 e 7 NVI.

Ao vir a este mundo a Divindade Celestial, o Deus Eterno, não tinha lugar na casa dos Seus filhos.

Depois de 2 mil anos, esse fato ainda se repete, porque nós da civilização pós-moderna, nos entulhamos de cuidados e coisas no natal, e não há espaço para o Jesus do Evangelho.

Jesus vêm a cada natal novamente; agora, Ele mesmo bate a porta dos lares, e a triste realidade é que ainda não há lugar para Ele.

Jesus vêm na forma de oportunidades para a manifestação do amor, mas as portas dos corações estão fechadas.

Há a figura do 'Papai Noel' que ocupa o espaço que Jesus deveria ficar.

Ou a sala está entulhada com a Árvore de Natal e presentes e dificulta seu acesso à nossa mente.

A mesa está cheia de guloseimas, comidas e bebidas, e o santuário em que Jesus deveria habitar é profanado, impedido-O de entrar.

Nossa atenção está no brilho das luzes, no esplendor das roupas, na alegria da festa, e não há como ouvir as batidas de Jesus à porta.
 Há muita coisa para nos desviar de Jesus, do relacionamento pessoal com o Salvador; é uma época de troca de presentes, comércio, consumismo e materialismo. Isso é idolatria.

O que você sentiria se fosse a uma festa de aniversário sua, e ao chegar lá não recebesse presentes, mas as pessoas se auto-presenteassem? Onde você não era o centro das atenções mas um velho gordo recebesse os cumprimentos? O que você sentiria se você não fosse o centro das atenções, mas tudo fizesse referência a outra pessoa - o chapeuzinho na cabeça das pessoas, as cores e decorações, tudo se referisse ao velho gordo?

Ainda não há lugar para Jesus em nossas casas.