REBORN – MODISMO OU SINTOMAS?

Você já deve estar informado sobre a moda e a polêmica dos “bebês reborn”. Mas se não ouviu tudo, vamos a uma rápida atualização.

O PONTO DE VISTA HISTÓRICO

A expressão "reborn", que significa "renascido" em inglês, é utilizada no contexto dos "bebês reborn" para descrever bonecas artesanais hiper-realistas que se assemelham a bebês humanos. O termo reflete o processo de transformação de uma boneca comum em uma peça única e detalhada, conferindo-lhe uma nova "vida" por meio de técnicas artísticas meticulosas. [Revista Exame]

A prática de criar bonecas realistas remonta à Segunda Guerra Mundial, quando, devido à escassez de recursos, mães reformavam bonecas antigas para presentear seus filhos. Essa atividade foi o embrião do que viria a ser conhecido como "reborn" . [UniDoll]

Na década de 1990, nos Estados Unidos, artistas e colecionadores começaram a aperfeiçoar essa técnica, transformando bonecas de vinil em representações mais realistas de bebês. O processo, denominado "reborning", envolve várias etapas detalhadas, como pintura em camadas para simular a pele humana, implantação de cabelos fio a fio e adição de características como veias e manchas .

O termo "reborn" passou a ser associado não apenas ao processo de criação, mas também às próprias bonecas resultantes desse trabalho artístico. Hoje, os "bebês reborn" são utilizados para diversos fins, incluindo colecionismo, uso terapêutico em casos de luto ou demência, e como ferramentas em treinamentos médicos.

Mas o assunto virou polêmica porque muitas pessoas estão comprando esssas bonecas, que são muito caras, e tratando esses objetos como se fossem bebês reais, e encenando uma maternidade fictícia. E como se não bastasse, as pessoas esperam que as pessoas que estão ao redor, entrem nessa "encenação" agindo como se houvesse ali um bebê de verdade.

Algumas "mães de bebê reborn" estão levando as bonecas de silicone para serem atendidas em hospitais, simulando doenças naquelas bonecas. Há histórias dessas e casos variados. E isso tem causado surpresa na sociedade e chamado a atenção da mídia; as redes sociais, criaram 'memes' e tornaram a situação em um fenômeno viral.

 O PONTO DE VISTA DA PSICOLOGIA

A psicóloga Daniela Bittar, especialista em luto perinatal, em uma entrevista a BBC Brasil, explica que “o uso das bonecas pode se tornar um problema quando se desenvolve um apego excessivo (...)Embora faltem dados para avaliar se este é realmente o cenário, a psicóloga considera que é uma possibilidade”. "Nós vivemos uma sociedade muito opressora, principalmente se a gente for pensar no feminino e na maternidade. Então, será que nós estamos buscando relações em que não tem uma investida do outro? Relações onde eu me relaciono completamente no controle?"

 "Esses bebês reborn, apesar de trazerem a sensação sensorial de um bebê, eles não se relacionam de volta. A relação só tem uma via. Bittar, propõe uma reflexão sobre o que o aumento de vínculos com bonecas e outras formas não humanas pode estar revelando. Talvez vivamos em um mundo onde ninguém olha mais para o outro, em que as pessoas se sentem tão solitárias que começam a se relacionar com formas não humanas."

 “Bittar cita exemplos que vão além dos bebês reborn: homens que se relacionam com bonecas, pessoas que tratam a inteligência artificial como melhor amiga, mulheres que têm Alexa como confidente. No Japão, as bonecas até falam. Existem hotéis em que, em vez de encontrar uma acompanhante, o homem vai a um quarto onde está uma boneca que fala, responde, interage — mas ainda é uma boneca. E os bebês reborn agora entram nisso. Bittar ainda diz - "Eu ainda tenho dúvidas se estamos diante de um fenômeno coletivo, uma distorção midiática ou se realmente há mulheres tratando essas bonecas como filhos. O controle total sobre esse tipo de relação seria parte do apelo. Quando me relaciono com uma forma não humana, eu estou no controle. Posso projetar amor, posso evitar a rejeição. Crio uma ilusão. Um cenário de fantasia em que finjo, inclusive, que estou sendo amada." [BBC]

 O PONTO DE VISTA DAS ESCRITURAS

O ser humano não está em uma ascensão moral, espiritual ou física; estamos em uma degeneração causada pelo pecado. O conceito de pecado indica uma degradação também nos relacionamentos humanos.

As escrituras postulam que – “todos pecaram e carecem da glória de Deus” Rm 3:23. Desde Eva, a primeira a pecar, estamos em um espiral de corrupção do caráter, personalidade, temperamento e emoções. Perdemos a perfeição da imagem e semelhança com o Criador (Gn 1:26pp). Se houve períodos de “iluminismo” é porque Jesus, “A Luz do Mundo” trouxe conhecimento e transformação aos humanos.

Sendo assim, cada era da história humana houveram sintomas dessa degradação do gênero humano. Períodos da idade média baixa foram caracterizados por crendices e crenças absurdas; na idade média, a perseguição e morte entre cristãos; na idade média alta a idolatria no cristianismo. As guerras, genocídios, holocausto, exploração de crianças e mulheres etc – todos são sintomas dessa degeneração humana.

Esses eventos eram resultado do egoísmo, orgulho, ira, desafeto, inveja – todas características do seres humanos pecaminosos. O cristianismo traz a solução no conceito de que Deus transforma os humanos, e os restaura “à imagem e semelhança” de Deus novamente (João 3:5-7 e 16). É o conceito de renascimento espiritual (curiosamente em inglês ‘reborn’).

 O DIAGNÓSTICO DO SINTOMA REBORN

O que vemos hoje com essa “onda de bebês de silicone”, é uma característica de pessoas que não querem a responsabilidade da maternidade, o incômodo da gravidez, e de noites mal dormidas, e ainda passar todo o processo de cuidados para uma criança real.

Há condições patológicas e psíquicas? Com certeza, mas não é o caso da maioria.

O mesmo diagnóstico pode ser dado aos homens que procuram “bonecas sexuais de silicone” para satisfazer seus desejos sexuais, e das mulheres tambem que usam membros masculinos de silicone, vibradores etc. Alguns homens e mulheres que recorrem a isso, tem dificuldades de se relacionar, tem problemas emocionais e relacionais, mas a maioria está a procura de prazer em satisfação rápida. Outros estão querendo satisfação sexual sem o envolvimento que uma relação verdadeira exige.

Ou seja, esse movimento “reborn” indica nosso sintoma de uma necessidade de espiritualidade profunda, um novo nascimento espiritual, e virtudes que só Deus pode dar. O ser humano precisa de transformação. Nossos relacionamentos precisam ser transformados; nossas emoções precisam ser remodeladas; nossa psiquê, espiritualidade e moralidade precisam do poder regenerador do Deus Espírito.

O diagnóstico de Deus já existe para nós humanos. O laudo Divino diz - "nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Pois os seres humanos serão egoístas... mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus" 2 Tim. 3:1 e 4. Entenda, egoísmo e busca de prazaeres, esse é o mal dos humanos. Mas a fórmula de Deus é que sejamos pessoas altruístas, e que busquemos beneficiar os outros, servir as pessoas.

Deus dá o diagnóstico mas oferece também o tratamento – “não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Romanos 12:2.

 CONCLUSÃO

Procure se relacionar com Deus; religião é relacionamento com o Criador. Só Ele pode nos regenerar, e mudar o curso da humanidade. 

O que será de nós humanos, se continuarmos sem Deus, sem religião e sem o Seu poder transformador?

O SÁBADO E A ESCATOLOGIA

Por que o sábado é tão importante nos eventos dos últimos dias?

Deixe-me compartilhar com vocês alguns pensamentos sobre o alto significado do sábado no final do conflito cósmico.


O sábado e o amor de Deus

O sábado é o único mandamento que identifica Deus com base em duas de Suas atividades: Criação (Êx 20:8, 11) e redenção (Dt 5:15). Ambos são, como o evangelho, o resultado da obra do Filho de Deus (Jo 1:1-3, 14; Rm 3:23, 24). Criação e redenção constituem as duas manifestações mais poderosas do amor divino conhecidas por nós. A criação foi uma expressão do amor e da sabedoria divinos (por exemplo, Gn 1:31; Sl 19:1; 8:3-6; 1 Jo 4:8, 16), e a redenção é a expressão mais gloriosa do amor abnegado divino (Jo 3:16; 10:17, 18). Deus também nos deu o sábado para nos lembrar que Ele é um Criador amoroso. O querubim caído tentará silenciar o testemunho do sábado para a criação como o primeiro ato do amor divino e do evangelho da salvação por meio do amor sacrificial de Cristo. 


O sábado e o caráter de Deus

Como o Decálogo é uma expressão verbal do caráter de Deus e o sábado é parte dele, uma mudança na lei moral é, na verdade, um ataque contra a integridade e a perfeição do caráter de Deus. Qualquer modificação da lei moral de Deus implicaria claramente que a lei, e mais especificamente o Legislador, é imperfeita. Consequentemente, seria legal e moralmente justificável desobedecer a uma lei tão imperfeita. Ao mudar o sábado do sétimo dia para o domingo, o querubim caído esperava desacreditar o caráter de Deus e manifestar sua autoridade sobre a lei. Quando os humanos reconhecem sua autoridade ao aceitar a mudança e obedecer ao novo mandamento, eles se submetem a ele como o verdadeiro legislador. 


Sábado e Adoração

Uma mudança no quarto mandamento resultaria na adoração de um Deus falso. O dia de sábado é um dia sagrado durante o qual os humanos têm comunhão e adoram o Criador e Redentor (por exemplo, Isaías 66:23). O querubim caído modificou a lei ao mudar o mandamento no qual a lei e a adoração estão profundamente interconectadas. Com uma mudança (no quarto mandamento), o querubim caído procurou desacreditar o caráter de Deus e se tornar o objeto de adoração. A raça humana deve ser lembrada de que o sábado é um sinal do poder criativo de Deus e que, como tal, Ele é o único e exclusivo objeto de adoração verdadeira. Os humanos devem ouvir novamente uma proclamação do evangelho da salvação pela fé em Cristo que não se oponha à lei de Deus. A perpetuidade da lei deve ser proclamada como evidência da salvação pela fé em Cristo que nos move a nos curvar diante do Criador e Redentor em adoração sincera.


O sábado como um sinal de lealdade

A singularidade do sábado o transforma em um sinal de lealdade a Deus. Na língua hebraica, o Decálogo consiste em 152 palavras (Ex. 20:3-17). Em seu centro, encontramos a declaração "Mas o sétimo dia é um sábado de/para/pertencente a Yahweh". Esta frase se tornou uma questão de debate na história da guarda do sábado. A especificidade do "sétimo dia" perturbou o mundo cristão, e foi finalmente removida, argumentando que "o sétimo dia" é um componente ritual no quarto mandamento sem qualquer valor para os cristãos. No texto bíblico, a especificidade do mandamento equivale a um sinal de lealdade a Deus (Ex. 16:23-30). O querubim caído se opõe ao sinal do fim dos tempos de lealdade a Deus, mas, paradoxalmente, oferece a todos um falso sábado específico como um sinal de lealdade a ele (Ap. 13:16).


Fonte: Adventista Review (Angel M. Rodriguez)

QUAL A IMPORTÂNCIA QUE VOCÊ DÁ À BÍBLIA?

Demonstramos que nos importamos com a Palavra de Jeová, quando acreditamos e obedecemos a essa Palavra.

A primeira evidência de que acreditamos em Jeová é quando obedecemos à Sua Lei. Essa lei é a própria Palavra Escrita de Jeová. Em Êxodo 31:18 está escrito - "quando JEOVÁ acabou de falar com Moisés, no Monte Sinai, deu a ele as duas tábuas de testemunho escritas pelo dedo de Deus". A Lei é a síntese da Palavra de Jeová, a um mundo que se afastou de Sua vontade.

A Aliança que Jeová fez com a humanidade é baseada em Sua Lei – “Escute, Israel, os estatutos e juízos que hoje lhes anuncio, para que vocês os aprendam e tenham o cuidado de pôr em prática. O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe” Deuter. 5:1,2.

A seguir a essa declaração, Jeová dá Sua Lei ao Seu povo, e para todos aqueles que se declaram ser suas Testemunhas. Nos versos 5-21 estão os Dez Mandamentos, os preceitos de Sua Aliança, que Ele espera que acreditemos e obedeçamos.

Jeová ainda diz – “São estes os mandamentos, os estatutos e os juízos que JEOVÁ, seu Deus, ordenou que fossem ensinados a vocês, para que vocês os cumprissem na terra em que vão entrar e possuir, para que durante todos os dias da sua vida vocês, os seus filhos, e os filhos dos seus filhos temam o Senhor, seu Deus, e guardem todos os seus estatutos e mandamentos que eu lhes ordeno, e para que os seus dias sejam prolongados” Deuter. 6:1,2.

Você dá importância à Aliança de Jeová? Acredita em Sua Palavra? Suas escolhas indicam se sim, ou não se importa.

Os mandamentos estão ali para você se auto- avaliar.

“JEOVÁ disse:

 "Eu sou o JEOVÁ, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão."

"Não tenha outros deuses diante de mim."

 "Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, JEOVÁ, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos."

"Não tome o nome de JEOVÁ, seu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão."

"Guarde o dia de sábado, para o santificar, como JEOVÁ, seu Deus, lhe ordenou. Seis dias você trabalhará e fará toda a sua obra, mas o sétimo dia é o sábado dedicado a JEOVÁ, seu Deus; não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento ou qualquer outro dos seus animais, nem o estrangeiro das suas portas para dentro, para que o seu servo e a sua serva descansem como você. Lembre-se de que você foi escravo na terra do Egito e que JEOVÁ, seu Deus, o tirou de lá com mão poderosa e braço estendido. Por isso JEOVÁ, seu Deus, ordenou que você guardasse o dia de sábado."

 "Honre o seu pai e a sua mãe, como o Senhor, seu Deus, lhe ordenou, para que você tenha uma longa vida e para que tudo vá bem com você na terra que o Senhor, seu Deus, lhe dá."

"Não mate."

"Não cometa adultério."

"Não furte."

"Não dê falso testemunho contra o seu próximo."

"Não cobice a mulher do seu próximo. Não deseje a casa do seu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo."

Seja o crente ou a testemunha, que ignora os termos dessa Aliança, desprezam a JEOVÁ.

Você dá importância à Palavra de JEOVÁ? Sua obediência a Lei Dele indica isso.

O quarto mandamento dessa Lei, o sábado, foi dado a Adão e Eva (Gen. 2:1-3) e não aos judeus como alguns argumentam de forma falha. É o único mandamento dessa Lei que possui o Nome de JEOVÁ.

Você dá importância à Palavra de Jeová, quando Ele diz para se lembrar do sábado? Somente nossa obediência à Sua Lei, e amor à Sua Aliança, irá indicar se damos importância. Por vezes estamos dando importância a interpretações humanas, e não à Palavra de JEOVÁ.

Pense nisso!

SE JESUS NÃO TIVESSE NASCIDO

O impacto do nascimento de Jesus a esse mundo, e se tornado um humano como nós, é tão abrangente que, sem ela, o curso da história humana teria sido dramaticamente diferente. A resposta pode ser analisada em termos espirituais, morais, culturais e históricos.

Do Ponto de Vista Espiritual

Sem Jesus, não haveria redenção para o pecado. A revelação bíblica ensina que Jesus é o único caminho para a salvação (João 14:6). Seu nascimento, vida, morte e ressurreição fornecem a solução para o problema do pecado e a reconciliação com Deus.

 Sem Sua encarnação, que permitiu o nascimento e sacrifício, a humanidade permaneceria em alienação espiritual, sujeita às consequências eternas do pecado (Rm 3:23; 6:23). A encarnação de Deus na pele e carne humana foi a grande solução para o evento desencadeado pelo pecado.

Jesus, ou Deus, não apenas se tornou um de nós para nosso exemplo de como viver de forma equilibrada, mas Jesus foi nosso substituto; Ele morreu em nosso lugar, assumindo a sentença de morte eterna.

Se Jesus não houvesse nascido, ou se Deus não houvesse empreendido a encarnação para ser um de nós, a condição espiritual degenerada e progressiva da raça humana, teria levado a extinção dos humanos na terra.

A condição do ser humano sem Deus é a tendência de destruir um ao outro – matar, agredir, violência, guerra, destruição, em um ciclo tal, que iria causar a extinção da vida no planeta.

Foram os conceitos que Deus trouxe desde a antiguidade, primeiro através dos profetas e depois, através de Jesus, o próprio Deus Encarnado, que salvaram a raça humana dessa extinção.

Deus opera não somente através do cristianismo, mas interiormente em cada ser humano, através da consciência humana. Essa ação é uma intervenção universal do Criador. O Apóstolo Paulo desenvolve esse assunto e explica  - “o que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, isto é, o seu eterno poder e a sua divindade, claramente se reconhecem, desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que Deus fez. Por isso, os seres humanos são indesculpáveis” Rom.1:19,20.

O sistema de sacrifícios teria continuado

  O fato de  Jesus ter nascido é o cumprimento das promessas e prefigurações do Antigo Testamento (Hebreus 10:1-4). Sem Ele, o sistema de sacrifícios poderia ter persistido como um símbolo vazio, incapaz de proporcionar perdão verdadeiro.

A ausência de esperança de vida eterna

 Sem o nascimento, a morte substitutiva e a ressurreição de Cristo, não haveria vitória sobre a morte (1 Coríntios 15:14-19). A humanidade viveria sem a esperança de uma vida futura, totalmente restaurada no plano original do Criador.

Do Ponto de Vista Moral e Ético

Se Jesus não houvesse nascido, a influência dos seus ensinamentos não teria moldado o mundo. Os ensinamentos de Jesus, como o Sermão do Monte (Mateus 5-7), têm sido a base de princípios éticos como o amor ao próximo, a dignidade humana, a compaixão e o perdão. Sem esses ensinamentos, a moralidade humana poderia ter permanecido mais tribalista, centrada em retribuição e vingança em vez de graça e misericórdia.

O impacto nas relações humanas

Conceitos como igualdade, direitos humanos e a dignidade de todos os indivíduos derivam em grande parte do ensino cristão sobre a imagem de Deus em cada pessoa (Gênesis 1:27; Gálatas 3:28). Sem Jesus, esses valores poderiam não ter emergido da mesma forma.

Do Ponto de Vista Histórico e Cultural

Sem o cristianismo, o curso da civilização seria radicalmente diferente. O cristianismo, fundado na pessoa de Jesus, moldou profundamente a história ocidental e global. Suas influências incluem:

 Educação: Universidades e sistemas educacionais modernos frequentemente surgiram sob influência cristã.

 Ciência: Muitos cientistas pioneiros (Newton, Kepler, Pascal) eram motivados por uma cosmovisão cristã.

Caridade: Hospitais, orfanatos e instituições de caridade foram amplamente inspirados por valores cristãos.

Mudanças políticas e sociais

Movimentos de justiça social, como a abolição da escravidão, foram liderados por cristãos inspirados por Jesus (ex.: William Wilberforce).

 Sem Jesus, as estruturas políticas e sociais poderiam ter sido moldadas por outros valores, menos centrados na dignidade humana.

Do Ponto de Vista Escatológico (dos últimos eventos)

O plano de Deus para a redenção seria incompleto. A Bíblia revela que Jesus é o centro do plano divino para restaurar a humanidade e criar novos céus e nova terra (Efésios 1:9-10; Apocalipse 21:1-4). Sem Jesus, esse plano não poderia ser realizado, e a humanidade estaria destinada à destruição.

O domínio do mal seria permanente

É uma realidade a existência de forças espirituais do mal (Ef 6:12). O próprio Jesus teve confrontos diretos com esses seres espirituais do mal (Mt 4:1-11; Mc 5:9, 15; Lc 8:30).

A vitória sobre Satanás e o pecado ocorre por meio da cruz e da ressurreição de Cristo (Hebreus 2:14-15). Sem Jesus, o poder do mal continuaria ininterrupto, sem esperança de restauração. O planeta se envolveria em um ciclo de morte e a vida humana estaria extinta nos primeiros anos de sua existência. A história dos dois irmãos, Caim e Abel, evidenciam essa tendencia ao assassinato, crime e morte.

Se Jesus não tivesse nascido, a humanidade permaneceria separada de Deus, sem solução para o problema do pecado.

 Os valores morais, sociais e espirituais que transformaram o mundo poderiam não ter emergido.

O plano de redenção de Deus para a criação seria incompleto, e a humanidade viveria sem esperança de restauração futura.

A importância de Jesus transcende o âmbito espiritual, afetando todos os aspectos da existência humana. Seu nascimento foi, e é, o evento central na história da humanidade.




O TESTEMUNHO DE PILATOS


Pôncio Pilatos, o governador romano que presidiu o julgamento de Jesus, é uma importante testemunha indireta quanto a história de Jesus Cristo como indivíduo.

Pilatos declarou claramente que não achou crime algum em Jesus, e nem motivo para O sentenciar a morte (João 18:38up). A sentença de morte foi uma decisão da multidão e dos líderes judeus, e que Pilatos apenas sancionou por motivos políticos.

Pilatos ainda contribuiu com um testemunho sobre o seu conteúdo na entrevista que fez de Jesus, trazendo informações importantes sobre quem realmente era Jesus de Nazaré – O Rei dos Judeus, que as profecias prometiam.

Outra contribuição de Pilatos foi a placa que ele mandou colocar sobre a cruz de Jesus declarando que Jesus era o Rei dos Judeus (João 19:19,20). Isso foi anunciado em três idiomas por toda Jerusalém, de forma oficial, por um representante do império romano. Essa é uma tremenda contribuição que Pilatos fez.

Embora Pilatos não tenha aceito a Jesus e nem se envolvido com o Salvador, ele foi uma importante testemunha.

Pilatos é mencionado em várias fontes históricas fora da Bíblia. Essas menções fornecem um contexto histórico que confirma sua existência e posição, complementando os relatos bíblicos.

Escritos de Flávio Josefo

Flávio Josefo, historiador judeu do século I, menciona Pilatos em dois de seus escritos: Antiguidades Judaicas (18.3.1).

Josefo descreve Pilatos como procurador da Judeia e narra eventos como sua tentativa de introduzir estandartes romanos em Jerusalém, provocando indignação entre os judeus.

  Outra citação da mesma fonte, Antiguidades Judaicas (18.3.3); Josefo relata o julgamento de Jesus, mencionando Pilatos como o responsável pela condenação à cruz.

 Josefo também narra como Pilatos usou o tesouro do templo para construir um aqueduto, o que gerou revolta entre os judeus.

Escritos de Tácito

O historiador romano Tácito, em sua obra ‘Anais’ 15.44, menciona Pilatos ao falar sobre a perseguição aos cristãos sob o imperador Nero.

Ele afirma que Jesus, chamado Cristo, foi condenado à morte sob Pôncio Pilatos, durante o governo de Tibério. Isso confirma que Pilatos era governador na época da crucificação.

Escritos de Filão de Alexandria

Filão, filósofo e historiador judeu do século I, também menciona Pilatos em sua obra ‘Legatio ad Gaium’. Ele descreve Pilatos como um governante cruel e insensível, criticando-o por provocar conflitos com os judeus e cometer abusos de poder.

A Pedra de Pilatos

 Uma evidência arqueológica direta é a chamada "Pedra de Pilatos", encontrada em 1961 em Cesareia Marítima.

 A inscrição em latim confirma o nome e o título de Pilatos como "Prefeito da Judeia". É uma prova concreta de sua posição e governança.

Apócrifos e Escritos Cristãos Posteriores

Pilatos é mencionado em textos apócrifos, como o Evangelho de Nicodemos e os Atos de Pilatos. Esses escritos, embora não sejam históricos, refletem tradições sobre seu papel no julgamento de Jesus.

Alguns textos cristãos posteriores sugerem que Pilatos teria se convertido ao cristianismo, mas essas histórias carecem de base histórica confiável.

As menções a Pilatos fora da Bíblia por historiadores como Josefo, Tácito e Filão, além da evidência arqueológica da Pedra de Pilatos, reforçam a historicidade de sua figura. Ele é retratado consistentemente como o governador romano da Judeia no tempo de Jesus, confirmando sua relevância no contexto histórico e religioso.

E o mais importante, o seu testemunho oficial sobre Jesus, e sua entrevista forense, dão credibilidade para o indivíduo Jesus de Nazaré.

A sentença primária inocentando Jesus de qualquer crime (João 18:38up) e o título que honrou a Jesus na cruz, anunciando que Cristo era o Rei do Judeus, são ações importantes que nos ajudam não só a entender que é Jesus, mas revelam parte da missão do Salvador.

Pilatos cedeu a chantagem dos líderes judeus (João 19:12) ao ameaçar sua posição no império; mas isso não desqualifica seu esforço de salvar Jesus. Por três vezes Pilatos inocentou a Jesus perante a multidão dos judeus e os líderes religiosos.

Os Evangelhos relatam três ocasiões distintas durante o julgamento de Jesus em que Pôncio Pilatos declara Sua inocência. Esses momentos são cruciais para destacar que, embora Pilatos tenha condenado Jesus à crucificação, ele não encontrou culpa Nele. Vamos analisar os três momentos:

A Primeira Declaração: Após o Primeiro Interrogatório; está registrado Lucas 23:4:

 "Disse Pilatos aos principais sacerdotes e às multidões: Não acho culpa alguma neste homem." 

 Após a acusação dos líderes judeus, Pilatos questiona Jesus sobre ser o "Rei dos Judeus" (Lucas 23:3).

Ele percebe que as acusações são baseadas em inveja e não encontra motivo para condená-lo. Mesmo assim, os líderes judeus insistem, acusando Jesus de incitar o povo.

A Segunda Declaração: Após o Envio a Herodes; registrada em Lucas 23:14-15:

 "Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, tendo-o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes de que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar. É, pois, claro que ele não fez coisa alguma digna de morte." 

Pilatos, ao saber que Jesus era da Galileia, envia-o a Herodes, que também não encontra culpa Nele e o devolve a Pilatos. Pilatos reafirmou que não há razão legal para a condenação de Jesus.

Note que foram duas autoridades romanas, com poder judicial imparcial, que não acharam nada no inquérito de Jesus de Nazaré.

A Terceira Declaração foi uma Tentativa de Libertar Jesus;  registrado em João 19:4-6: 

 "Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que eu vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum."  E ao insistirem, responde: “Tomai-o vós outros e crucificai-o; eu, porém, não acho nele culpa alguma."** 

Mesmo após Jesus ser açoitado e apresentado à multidão com a coroa de espinhos, Pilatos novamente declara a inocência de Jesus de Nazaré.

 No entanto, os líderes judeus pressionam Pilatos, alegando que Jesus deveria morrer por "fazer-se Filho de Deus."

Os três momentos em que Pilatos declara Jesus inocente evidenciam sua hesitação e a ausência de base legal para a condenação:

1. Lucas 23:4 – Após o primeiro interrogatório.

2. Lucas 23:14-15 – Depois do retorno de Herodes.

3. João 19:4-6 – Durante a tentativa de apaziguar a multidão.

Apesar disso, Pilatos cede à pressão política e social, lavando as mãos como sinal de recusa de responsabilidade (Mateus 27:24). Sua atitude sublinha a injustiça da crucificação de Jesus, que foi condenado sem culpa.

Embora Pilatos não tenha se decidido por Jesus, o confessando como Salvador e Senhor, é compreensível que em uma situação tão probante e formal isso acontecesse. Outras autoridades do império romano foram confrontados com o testemunho, dessa vez, de Paulo, e também não tomaram a decisão imediata (Felix, Atos 24:10-27; Festo Atos 25:1-12; Agripa Atos 25:13-27).

Somente a eternidade poderá nos revelar se o testemunho recebido por esses indivíduos resultou na salvação deles.


ÁRVORES DE NATAL SÃO PAGÃS?

 A origem das árvores de Natal combina tradições religiosas, culturais e pagãs que se desenvolveram ao longo de séculos, resultando em uma prática que hoje é amplamente associada à celebração do Natal cristão. Aqui está uma visão geral de sua origem:

 Podemos dividir a história delas por eras. Eram inicialmente tradições pagãs europeias. Antes do cristianismo, muitas culturas europeias utilizavam plantas sempre-verdes, como pinheiros, azevinho e hera, em rituais de inverno. Essas plantas simbolizavam vida eterna e renovação, especialmente durante o solstício de inverno, quando os dias mais longos começavam a retornar.

Por exemplo: Os povos germânicos e escandinavos decoravam árvores ou usavam galhos para celebrar o Yule, um festival do solstício de inverno. Os romanos, no festival Saturnália, também usavam galhos verdes para decorar suas casas.

As primeiras conexões cristãs ocorrem com a admissão da cultura ocidental. A "árvore do paraíso" medieval é um exemplo. No século XIII, na Alemanha, peças teatrais conhecidas como Mistérios representavam histórias bíblicas. No dia 24 de dezembro, comemorava-se o "Dia de Adão e Eva", e um símbolo comum nesses dramas era a "árvore do paraíso", geralmente um pinheiro ou outra árvore sempre-verde decorada com maçãs (representando o pecado) e, mais tarde, hóstias (simbolizando a redenção em Cristo).

Essa árvore acabou sendo incorporada às tradições domésticas como um símbolo cristão. Aí ocorreu a difusão na Europa.

A árvore de Natal na Alemanha tem sua história significativa. A prática de decorar árvores dentro de casa começou nesse país durante os séculos XVI e XVII. Lutero, o reformador protestante, é frequentemente associado à introdução de luzes na árvore, supostamente inspirado pelas estrelas que brilhavam entre os galhos de pinheiros em uma noite de inverno.

A expansão pelo mundo foi seguida pela cultura cristã. A tradição se espalhou para outros países europeus. Por exemplo, no século XIX, a árvore de Natal se tornou popular na Inglaterra devido ao príncipe Albert, marido da rainha Vitória, que trouxe a tradição alemã.

 Os colonos alemães levaram a prática para os Estados Unidos no início do século XVIII.

Mas há os elementos Modernos, como decorações e luzes. A evolução das decorações foi gradual. Bolas, estrelas, anjos e guirlandas refletem simbolismos cristãos e seculares. A estrela no topo da árvore geralmente simboliza a estrela de Belém. As luzes (originalmente velas) representam Cristo como a "Luz do Mundo".

A figura do que conhecemos como Papai Noel, é uma inserção católica, pois o Santa Clauss era um bispo católico, e como esse segmento cristão usa imagens de santos em seus cultos, a inserção da imagem do Santa Clauss, era muito popular na festa do Natal. Quando elementos culturais atingem mandamentos, como nesse caso, do uso de imagens (Ex 20:4,5) isso deve ser evitado. E como a figura do Papai Noel é uma referência a um santo católico, o uso delas não deve ser feito pelos cristãos.

Leia aqui a história do Santa Clauss.

Mas há os aspectos comerciais. Nos séculos XX e XXI, a árvore de Natal também passou a refletir aspectos mais comerciais e culturais do Natal, perdendo em muitos contextos a associação religiosa.

Há o significado sazonal, pois no hemisfério norte, durante o inverno onde a prática de trazer pinheiros fragrantes para dentro de casa e decorar a eles, era muito comum. E primeiro com as festas pagãs e depois com a festa cristã, esses pinheiros ganharam a caracterização de cada tradição.

Embora tenha raízes em práticas pagãs, a árvore de Natal foi cristianizada ao longo do tempo e, hoje, é um símbolo universal de celebração, seja religiosa ou secular.

Ellen White reconhecendo que esse era um hábito cultural e não tinha implicações espirituais no seu significado, ou simbolismos ruins, recomendava o uso de árvores de natal.

Rogo-vos, irmãos e irmãs, que façam do Natal uma bênção para vocês e para os outros. O nascimento de Jesus... foi celebrado pelos exércitos celestiais. RC 365.2

Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. LA 482.1

Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore. 

A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração.

As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados. Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar. LA 482.1-3

Assim como a data de 25 de Dezembro, as árvores de natal é uma apropriação cultural para a pregação do evangelho, na primeira vinda de Jesus. Não é estranho agregar valores culturais para tornar a mensagem de salvação acessível a cada povo ou nação.

E o natal segue muito desse princípio.

Portanto, tenha um feliz e brilhante natal, porque a Luz do Mundo, Jesus, nasceu trazendo salvação!

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TESTEMUNHOS SOBRE JESUS NO EVANGELHO DE JOÃO

O apóstolo João teve o privilégio de escrever os útimos livros da Bíblia. Esse profeta escreve os 5 últimos lvros do Canon Sagrado; e isso foi 65 anos depois de Jesus ter subido ao céu. 

Isso faz com que os conceitos apresentados nesses livros últimos livros, sejam os mais evoluídos dentro da revelação e compreensão da Palavra de Deus.

João primeiro recebeu a Revelção (Apocalipse) o que moldou o segundo livro que escreveu, o Evangelho de João. E depois, vieram as três cartas pastorais - 1a João, 2a João e 3a João. Sendo essa última carta, o último livro escrito da Bíblia. 

Esses últimos livros possuem uma compreensão avançada de toda revelação. Em especial, o evangelho, possui uma compreensão diferenciada sobre Cristo.

Uma palavra que bem define o evangelho de João é - testemunho - e ali encontramos 11 testemunhos de pessoas sobre Jesus Cristo:

João Batista declarou aos seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus!” (Jo 1:36).

André disse a seu irmão: “Achamos o Messias!” (Jo 1:41).

 Filipe disse a Natanael: “Achamos Aquele de quem Moisés escreveu” (Jo 1:45).

 Natanael disse a Cristo: “Mestre, o senhor é o Filho de Deus! O senhor é o Rei de Israel!” (Jo 1:49).

 A samaritana cogitou: “Não seria Ele, por acaso, o Cristo?” (Jo 4:29).

 Os samaritanos afirmaram: “Nós mesmos ouvimos, e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (Jo 4:42).

 Pedro disse: “Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da vida eterna” (Jo 6:68).

 Marta declarou: “Eu creio que o senhor é o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo” (Jo 11:27).

O ex-cego afirmou: “É estranho que vocês não saibam de onde ele é, mas ele me abriu os olhos. ... Desde que o mundo existe, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.  Se este homem não fosse de Deus, não poderia ter feito nada.” (Jo 9:30-33). 

 Pilatos disse aos judeus: “Eis aqui o rei de vocês” (Jo 19:14). “Eu não encontro Nele crime algum” (Jo 19:6).

 Tomé se entregou e disse: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20:28).



A INFLUENCIA DAS MULHERES NA REFORMA E SUA CONTINUIDADE

 

As mulheres tiveram grande influência na Reforma Protestante. É a injustiça e o preconceito que não menciona a contribuição delas, mas elas foram determinantes com sua influencia e como mentoras das famílias e congregações. Entre as anônimas mulheres, outras tiveram seu destaque como:

Katharina von Bora (1499-1552) - Ex-freira alemã que se casou com Martinho Lutero, foi uma grande apoiadora do movimento reformista. Katharina não apenas administrava a casa e o sustento de Lutero, mas também era uma conselheira dele e manteve um espaço de apoio para outros reformadores em sua casa. Ela desafiou o papel tradicional da mulher e é vista como uma pioneira no modelo de casamento pastoral protestante.

Argula von Grumbach (1492-1568) - Nobre alemã, foi uma das primeiras mulheres a defender publicamente as ideias de Lutero e escrever textos em defesa da Reforma. Argula enviou cartas a líderes e universidades criticando a perseguição de reformadores e denunciando os abusos da Igreja Católica. Sua coragem em escrever e defender publicamente a Reforma em uma época de forte repressão à voz feminina foi notável.

Marie Dentière (1495-1561) - Ex-freira belga e teóloga que se uniu ao movimento de João Calvino em Genebra. Marie escreveu tratados defendendo a participação das mulheres na Reforma e fez críticas à Igreja Católica. Em uma de suas cartas, ela apelou a Marguerite de Navarra para que ajudasse a promover o papel das mulheres no movimento.

Elisabeth von Braunschweig (1510-1558) - Princesa alemã que se converteu ao luteranismo e usou sua posição para defender o protestantismo em seu território. Ela ajudou a proteger reformadores e correspondia-se com Lutero e outros líderes, pedindo conselhos e encorajando o movimento.

Jeanne d’Albret (1528-1572) - Rainha de Navarra, foi uma das principais apoiadoras do protestantismo na França. Ela promoveu o calvinismo em seu reino e usou sua posição política para defender e espalhar a fé reformada. Jeanne teve um papel importante nas Guerras de Religião na França, defendendo a liberdade religiosa para os protestantes.

Ellen Gould White (1827–1915) foi uma escritora muito produtiva e líder espiritual. Nascida em Gorham, Maine, nos Estados Unidos, Ellen Harmon teve uma infância marcada por dificuldades. Foi batizada na igreja metodista, mas aos 12 anos, uniu-se ao movimento milerita, que aguardava a segunda vinda de Cristo. Pouco tempo depois, ela relatou ter tido uma série de visões que a confirmaram na missão de fortalecer o movimento adventista emergente. Em 1846, casou-se com o pastor Tiago White, outro líder milerita, e juntos dedicaram-se a estruturar as verdades bíblicas do movimento adventista em continuidade à reforma protestante.

Verdades antigas redescobertas 

Ellen White foi decisiva para o sucesso do movimento adventista como continuidade da reforma protestante. A medida que antigas verdades eram entendidas, ela como profetisa as confirmava como sendo a revelação de Deus àquele movimento. A primeira verdade restaurada e acrescida a continuidade da reforma foi a doutrina do santuário celestial e o trabalho celestial de Jesus como sumo sacerdote no céu. Essa mensagem é uma verdade central dentro do argumento protestante, pois confronta a doutrina romana da intercessão mariana. Outras verdades foram sendo redescobertas pelo grupo de pessoas do movimento; verdades antigas como a validade da lei de Deus, a guarda do sábado do sétimo dia, a mortalidade condicional do ser humano, doutrina da ressurreição e os mandamentos de saúde.

Esse conjunto de verdades se somam àquelas que os pioneiros da reforma haviam redescoberto e formam um conjunto gracioso de revelações concedidas pelo céu. A reforma não havia terminado e houve uma efetiva continuidade a partir do movimento milerita e sua mensagem da segunda vinda de Jesus - a mensagem adventista.

Assim as visões de Ellen, ou as revelações Divinas através de sua profetisa, foram essenciais para a formação da doutrina reformista do século XIX. Ellen White foi uma escritora prolífica, com mais de 40 livros, e outras dezenas de compilações, chegando ao número de 100 mil páginas escritas, abrangendo temas como teologia, saúde, educação e vida cristã. Seus escritos, incluindo obras como "O Grande Conflito" e "Caminho a Cristo", continuam a influenciar os adventistas e cristãos de outras denominações. Sua ênfase em uma vida equilibrada e sua visão da religião como parte integral de todas as áreas da vida moldaram a identidade adventista moderna. Ellen White faleceu em 1915, mas seu legado permanece vivo, sendo considerada por muitos como a "mensageira do Senhor" e uma das vozes mais influentes no adventismo mundial e da reforma continuada no século XIX.

Conclusão

As mulheres reformadoras foram estratégicas na continuidade do movimento protestante. O legado principalmente da profetisa e escritora norte-americana, Ellen White, é a vanguarda da continuidade da reforma do século 16. Os escritos e sua divulgação pela página impressa impactou dezenas de nações que possuem seus escritos em seus idiomas. Essa é uma herança que foi herdada dos pioneiros reformadores e que estão no presente século na forma dos livros.

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A continuidade da Reforma


A CONTINUIDADE DA REFORMA PROTESTANTE

 

Hoje a principal necessidade é compreender que a Reforma teve continuidade e precisar continuar em nossos dias. A ideia principal desse movimento era romper com o ‘stablishment’ da igreja romana que havia corrompido e mudado os conceitos bíblicos; e a reforma veio para devolver ao povo uma religião pura e simples, baseada na Palavra de Deus. E para que isso ocorresse,  homens pensantes, corajosos e altruístas foram fundamentais para esse rompimento.

Os reformadores do passado foram vários. Os principais nomes da Reforma Protestante incluem:

Martinho Lutero (1483-1546) - Monge alemão e professor de teologia, foi a figura central da Reforma Protestante. Em 1517, publicou suas 95 Teses, que criticavam abusos na Igreja Católica, como a venda de indulgências. Lutero enfatizou a salvação pela fé, a autoridade das Escrituras e a tradução da Bíblia para o vernáculo.

João Calvino (1509-1564) - Teólogo francês e reformador, foi uma figura central na segunda geração da Reforma. Calvino estabeleceu uma teocracia em Genebra, Suíça, onde implementou um governo baseado em princípios bíblicos.

Ulrich Zwinglio (1484-1531) - Reformador suíço que, independente de Lutero, também iniciou um movimento de reforma. Ele promoveu mudanças como a abolição de imagens nas igrejas e criticou a missa católica.

John Knox (1513-1572) - Reformador escocês, foi influenciado por Calvino e levou a Reforma para a Escócia. Ele fundou a Igreja Presbiteriana, destacando a autonomia das congregações e o governo da igreja por anciãos.

Thomas Cranmer (1489-1556) - Arcebispo de Cantuária, teve um papel importante na Reforma inglesa sob o reinado de Henrique VIII e Eduardo VI. Escreveu o Livro de Oração Comum, que influenciou a adoração na Igreja Anglicana.

Muitos desses homens e outros, pagaram com a própria vida os ideais da Reforma Protestante ou os princípios da Palavra de Deus. E nos falta esse ideal hoje, a coragem para lutar contra as distorções que vão ocorrendo com a interpretação da Palavra de Deus.

A Reforma Protestante teve continuidade

No século XVIII, diversos pregadores cristãos começaram a pregar sobre a iminente volta de Jesus, antecipando o movimento milerita do século XIX. A Reforma Protestante despertou essa visão da Segunda Vinda de Jesus. Embora a ideia de um retorno iminente de Cristo tenha raízes no cristianismo primitivo, o século XVIII viu um ressurgimento desse tema em resposta a reforma e a movimentos de renovação espiritual. Alguns neo-reformadores desse período incluem:

Johann Albrecht Bengel (1687–1752) - Teólogo e pastor luterano alemão, Bengel foi um dos primeiros teólogos a estudar as profecias bíblicas com um enfoque no retorno de Cristo. Em suas análises, ele sugeriu datas específicas para eventos apocalípticos e destacou a importância de uma preparação espiritual para a segunda vinda.

John Wesley (1703–1791) - Fundador do movimento metodista, Wesley pregava com frequência sobre a santidade pessoal e a importância da preparação para o retorno de Cristo. Embora ele evitasse fixar datas, Wesley via sinais do fim nos eventos sociais e políticos de seu tempo, incentivando uma renovação espiritual entre seus seguidores.

George Whitefield (1714–1770) - Evangelista britânico e um dos líderes do Primeiro Grande Despertar, Whitefield enfatizou em suas pregações a necessidade de arrependimento e de uma vida dedicada a Deus, esperando pela volta de Cristo. Ele foi influente tanto na Inglaterra quanto nas colônias americanas, transmitindo a ideia de uma renovação espiritual urgente à luz dos eventos finais.

Jonathan Edwards (1703–1758) - Pregador e teólogo norte-americano, Edwards, um dos líderes do Primeiro Grande Despertar, abordava temas como a soberania de Deus e o julgamento iminente. Embora focado em avivamento e arrependimento, ele acreditava que Deus estava preparando o mundo para eventos escatológicos e a eventual volta de Cristo.

Manuel Lacunza (1731–1801) - Jesuíta chileno que, após estudar profecias, escreveu sob o pseudônimo de "Juan Josafat Ben-Ezra". Seu livro *A Vinda do Messias em Glória e Majestade* influenciou cristãos na Europa e nas Américas com suas ideias sobre o milênio e o retorno de Jesus. Sua obra foi lida por muitos, incluindo William Miller, contribuindo para o interesse escatológico no século XIX.

William Miller (1782–1849) foi um fazendeiro e pregador batista americano cuja interpretação das profecias bíblicas deu origem ao movimento milerita, que provocou um garande ‘boom’ sobre a Parousia. Nascido em Pittsfield, Massachusetts, e criado em uma família cristã, Miller serviu como capitão na Guerra de 1812. Após o conflito, passou por uma profunda crise espiritual que o levou a um estudo meticuloso da Bíblia, especialmente dos livros de Daniel e Apocalipse. Foi um dos maiores responsáveis pela visão emergente da Vinda de Cristo.

José Bates (1792–1872) após uma forte experiência espiritual e de conversão, decidiu abandonar a vida no mar, como capitão de barcos, para se dedicar ao trabalho missionário. Bates uniu-se ao movimento milerita na década de 1840, convencido da iminente segunda vinda de Cristo, e pregou extensivamente sobre o retorno de Jesus. Em 1846, Bates publicou o folheto The Seventh Day Sabbath, a Perpetual Sign, que influenciou profundamente outros líderes do movimento millerita.  Além de seu trabalho evangelístico e doutrinário, Bates foi conhecido por seu estilo de vida simples e sua dedicação inabalável à missão. Ele viajou extensivamente e gastou grande parte de seus recursos pessoais para divulgar o evangelho.

James Springer White (1821–1881) aos 15 anos, após uma experiência de cura, ele decidiu se dedicar à fé protestante e, aos 21, uniu-se ao movimento millerita liderado por William Miller, que pregava a iminência da segunda vinda de Cristo. White, junto a outros líderes, buscou entender melhor os conceitos de W. Miller e reorganizar o movimento adventista que surgiu. James White também desempenhou um papel importante como editor e publicador. Ele fundou o periódico The Present Truth (que depois se tornou a Review and Herald) e participou na publicação de muitos dos escritos de sua esposa, bem como de outros materiais evangelísticos. Foi um entusiasta da página impressa divulgando a mensagem adventista.

Conclusão

Esses homens do século 18 e 19 foram os responsáveis pela continuidade da reforma protestante, onde o princípio fundamental é descobrir as verdades esquecidas durante a idade média, a grande apostasia da igreja romana.

Como é importante hoje entendermos que a Reforma continuou e permanece em nossos dias. Agora a reforma precisa continuar em nossa vida pessoal, adotando os princípios vivos da Palavra de Deus.

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A influencia das mulheres na Reforma

O iluminismo da Reforma

REFORMA PROTESTANTE E SUA INFLUENCIA HOJE

A Reforma Protestante foi um grande movimento iluminista, no real sentido da palavra. Literalmente essa reforma tirou das trevas milhões de pessoas da alta idade média que estavam sem a Palavra de Deus e sem o conhecimento fundamental sobre a salvação.

Essa reforma foi iniciada no século XVI, marcou não apenas uma ruptura histórica com a Igreja Católica Romana, mas também uma transformação espiritual que continua a impactar a fé e a prática cristã até hoje. Os ideais defendidos pelos reformadores – como Martinho Lutero, João Calvino e Ulrich Zwinglio – trouxeram novas abordagens teológicas que influenciam profundamente a vida espiritual e religiosa dos cristãos em todo o mundo. Este artigo explora como os princípios espirituais da Reforma Protestante seguem inspirando a vida espiritual e a compreensão da fé para as pessoas atualmente.

 Um Chamado à Centralidade das Escrituras

A compreensão dos reformadores era que a Bíblia, ou as Sagradas Escrituras deviam estar na mão do povo comum. Muitos desses reformadores foram também tradutores e pregadores da Palavra de Deus e essa é a primeira e fundamental mudança que a Reforma Protestante estabeleceu. A Bíblia como a única autoridade em questões de fé e prática cristã, foi uma ideia que ainda hoje é fundamental para muitas denominações protestantes e cristãs em geral. Esse princípio ensina que cada pessoa pode ter acesso direto às Escrituras e, portanto, à verdade divina, sem intermediários humanos. A tradução da Bíblia para as línguas vernáculas, impulsionada pela Reforma, incentivou uma espiritualidade baseada no estudo pessoal e na meditação nas Escrituras. Até hoje, a leitura e a interpretação bíblica independente são práticas comuns que nutrem a vida espiritual dos cristãos, promovendo uma fé que é profundamente pessoal e refletida na vida cotidiana.

Um chamado a fé simples e pura

Outro fundamento ensina que a justificação do cristão é pela fé em Jesus Cristo, não por obras humanas ou ritos religiosos. Para os reformadores, a fé era uma entrega completa a Deus e uma confiança na suficiência da obra de Cristo para a salvação. Hoje, esse princípio inspira milhões de cristãos a viverem uma espiritualidade fundamentada na confiança em Deus, buscando uma relação genuína com Ele e evitando qualquer tentativa de "merecer" a salvação por mérito próprio. Essa doutrina encoraja uma vida de confiança e dependência em Deus, lembrando os cristãos de que a relação com o Criador é gratuita e que todas as ações decorrem da gratidão por essa dádiva.

Um Convite à Graça Incondicional de Deus

A crença protestante declara que a salvação é um dom gratuito de Deus, e não algo que se possa ganhar por esforços ou méritos humanos. Esta ênfase na graça divina continua a moldar a espiritualidade das pessoas, promovendo a humildade e o reconhecimento de que todo ser humano é dependente da misericórdia divina. Em um mundo onde o valor pessoal muitas vezes está vinculado ao desempenho e ao sucesso, o princípio de que somos amados e aceitos por Deus independentemente de nossos méritos traz paz e alívio espiritual. Ele nos lembra que a espiritualidade não é uma busca por perfeição, mas uma jornada de aceitação do amor incondicional de Deus.

Cristo como Centro da Espiritualidade

O retorno à figura de Jesus como único mediador entre Deus e os homens, excluindo a necessidade de santos, sacerdotes ou rituais que mediem essa relação, foi fundamental para esse movimento. Para os reformadores, Cristo era suficiente para redimir a humanidade e restaurar a comunhão com Deus. Esse princípio continua a ter um impacto profundo na espiritualidade contemporânea, pois concentra a fé e a devoção diretamente em Jesus Cristo. Ele promove uma espiritualidade cristo-cêntrica, onde a vida de Jesus e seus ensinamentos são a base da prática cristã e o foco da adoração e devoção diárias.

Viver para a Glória de Deus

Os reformadores ainda ensinaram que toda a glória pertence a Deus e que a vida cristã deve ser vivida para exaltá-lo. Esse ideal desafia os cristãos a colocarem Deus no centro de todas as áreas da vida, não apenas da vida religiosa. A busca pela excelência, o altruísmo e o desejo de servir ao próximo são expressões desse princípio. No contexto atual, onde há uma valorização crescente da autossuficiência e do individualismo, o Soli Deo Gloria lembra os cristãos de que a vida é para a glória de Deus e não para o próprio orgulho ou benefício. Este princípio tem inspirado projetos missionários, trabalhos de caridade e ações de justiça social, onde as pessoas buscam refletir o amor e a glória de Deus no mundo.

Uma Espiritualidade Pessoal e Transformadora

Hoje, os princípios da Reforma continuam a inspirar uma espiritualidade pessoal e acessível. A liberdade de acessar a Bíblia e interpretá-la, o entendimento de que a salvação é um presente de Deus, a centralidade de Cristo na fé e a busca pela glória de Deus transformam vidas ao redor do mundo. Cada princípio oferece um caminho para uma espiritualidade autêntica e uma relação direta com Deus, influenciando as igrejas a serem mais inclusivas e orientadas pela Bíblia.

Além disso, esses valores reformados têm impactado áreas sociais e culturais, inspirando movimentos educacionais, ações de justiça social e um compromisso com a ética no trabalho e na vida pública. Essa influência se manifesta na forma como cristãos buscam viver seus valores no dia a dia, promovendo uma sociedade mais justa e compassiva.

 Conclusão

Os princípios espirituais da Reforma Protestante continuam a moldar a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Eles convidam a uma espiritualidade centrada em Cristo, firmada nas Escrituras e dependente da graça de Deus. Cada um dos "Cinco Solas" é um chamado para uma fé autêntica, direta e relevante para o presente, lembrando os cristãos de que a vida espiritual não é uma coleção de rituais, mas uma jornada de transformação pessoal, dedicada a Deus e em serviço ao próximo. Assim, a Reforma segue viva, não como um movimento histórico distante, mas como uma inspiração espiritual que transcende os séculos.

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COMO JESUS PEDIU PARA SER LEMBRADO

 

O apóstolo Paulo relatou o último pedido do seu mestre antes da Sua morte. Ele queria ser lembrado através de uma cerimônia que Ele mesmo havia criado e instituído com Seus discípulos – “façam isso em memória de Mim” 1Co 11:24up.

Era uma refeição familiar que deveriam agora transformar em uma ceia sagrada, feita com os crentes, onde o que comeriam lembrariam o próprio Salvador.

O pão usado nessa Ceia Santa lembraria o corpo de Cristo sem pecado, o vinho lembraria Seu sangue e a água do Lava-pés apontava para o lavar regenerador do Consolador, o substituto de Jesus.

Jesus não pediu para ser lembrado com a antiga festividade da Páscoa judaica, ou sequer ser lembrado na semana que ocorreu seu sacrifício. Pelo contrário, Ele deveria ser lembrado sempre, semanalmente, mensalmente, durante todo o ano.

Foi a tradição romana, pagã, que se apegou ao calendário cerimonial e faz desse período um roteiro eclesiástico para os seus crentes se lembrarem do Jesus crucificado. No entanto a ceia romana não segue a orientação de Jesus. Os fiéis não participam do vinho e nem do lava pés.

É Babilônia que impõem essa quebra do ritual sagrado, e tira o significado da cerimônia que Jesus pediu pela qual fosse lembrado. Mas essa é uma característica dos ‘adoradores da besta’, fazer a adoração ao seu modo, do jeito que querem, e não de como Deus pediu ou da forma como Jesus estabeleceu.

Por isso o povo de Deus é chamado a sair de Babilônia (Ap 18:3), da sua tradição, da sua cultura, do seu estilo de vida, das suas invencionices. A semana é declarada santa; a sexta-feira é feita santa, mas o sábado, o dia sagrado, é desprezado. E querendo ou não, no feriado nacional que Babilônia impôs, todos descansam, 'obedecendo' seu dia religioso.

O apóstolo Paulo tentando tirar a cultura do cerimonialismo judaico dos crentes, lhes exorta dizendo – “Cristo nossa Páscoa” 1Co 5:7. Paulo ensinou isso pois os crentes insistiam em voltar para as datas cerimoniais. Aos crentes da Galácia, o apóstolo repreendeu dizendo – “vocês guardam dias, meses e anos” Gl 4:10.

Da mesma forma hoje, alguns cristãos insistem em seguir, agora, a tradição de Babilônia. Se esquecem que a nossa Páscoa é Jesus; que “Cristo é as primícias” 1Co 15:23. Ou seja, não há um calendário sagrado, datas santas, ou festas religiosas que celebramos a Cristo.

Jesus pediu para ser lembrado de uma forma – “façam isso em memória de Mim”. E os cristãos não podem permitir ser seduzidos pelas festividades e cultura pagã de Babilônia.

No Apocalipse, quando o apóstolo João vê a Grande Meretriz, a Revelação diz – “E eu a vendo, maravilhei-me com grande admiração” Ap 17:6. Babilônia é assim, impressionante e sedutora. Se o apóstolo João a viu profeticamente e se maravilhou e admirou, não é estranho que muitos cristãos se apeguem à sua cultura, tradição e costumes. Esse engano é sutil.

A Igreja Adventista não celebra nada nessa época do ano; realizamos evangelismo apenas se utilizando da oportunidade das pessoas se tornarem mais religiosas nessa semana. E o evangelismo que a igreja realiza não tem características de venerar a semana, a ‘sexta-feira da paixão’ ou do domingo da ressurreição. É bom lembrar que é essa tradição romana que argumenta que por isso, pela ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana, esse dia se tornaria sagrado. O engano é sutil.

Mas em meio aos encantos de Babilônia ouvimos a doce voz de nosso Jesus desde o Santuário Celestial dizer – “façam isso em memória de Mim”. Ele queria ser lembrado através das Cerimônias da Santa Ceia e do Lava-Pés.

Parafraseando o profeta João no Apocalipse, digo, quem tem ouvidos ouça – “Joguem fora o velho fermento, para que vocês sejam nova massa, como, de fato, já são, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento do mal e da maldade, mas com o pão sem fermento, o pão da sinceridade e da verdade.” 1 Coríntios 5:7,8.

E no lugar de dizer, feliz Páscoa, digo a você, Cristo é nossa Páscoa!

LINGUAS ESTRANHAS EM CORINTO


Nas 4 listas de dons espirituais do Novo Testamento (Rom.12:6-8; 1Cor.12:8-11; 1Cor.12:28; Efe.4:11) o dom de línguas estranhas aparece somente na igreja de Corinto, e associado ao dom de interpretar línguas (1Cor.12:10up).

Isso indica que o dom de línguas estranhas (não inteligíveis) era um fenômeno espiritual dos crentes de corinto, que vinham de experiências espirituais do culto pagão. Os coríntios na sua maioria vinham do paganismo e foram convertidos ao cristianismo.

No capítulo 14 da primeira carta aos coríntios, Paulo desenvolve a compreensão desse dom. Apesar das duas listas de dons espirituais possuírem 17 dons ao todo (12:8-11 são 9 dons; 12:28 são 8 dons) Paulo dedica um capítulo inteiro para desconstruir a compreensão daqueles crentes recém conversos, no dom de línguas estranhas, e incentivar a eles o uso de dons superiores (14:39).

A Desconstrução

O apóstolo Paulo começa o capítulo 14 fazendo um contraste entre o dom de línguas e o dom de profetizar (vs2,3). E a ênfase de Paulo é o uso de uma palavra repetida por 6x no capítulo – “edificar”. O argumento é que as "línguas estrnhas" não edificavam a igreja:

-v2 “ninguém o entende porque fala em mistérios”

-v4 “o que fala em língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza, edifica a igreja”

-v5 “quem profetiza é é superior ao que fala em outras línguas”

-v5up “para que a igreja recebe edificação”

-v9 “se com a língua não falarem palavra compreensível, como se entenderá?”

-v12up “procure progredir para a edificação da igreja”

-v13 “o que fala em outra língua deve orar para que possa interpretar”

-v17 “tu, de fato (fala em outra língua) mas o outro não é edificado”

-v19 “prefiro falar na igreja cinco palavras com entendimento”

-v19up “do que falar dez mil palavras em outra língua”

 Paulo nesses vs1-19 não incentiva os crentes no uso de línguas estranhas; pelo contrário, ele diz que a pessoa deve orar para que possa interpretar (v13 – saber o que está dizendo) e assim edificar a igreja. A conclusão é que a língua estranha não edifica a igreja.

A Ordem do Culto

Nos vs26-33 Paulo organiza o culto naquela igreja pois havia “confusão”. E o apóstolo afirma que “Deus não é de confusão” v33.

A ordem do apóstolo é “Seja tudo feito para edificação” v26up.

E para evitar a confusão, Paulo, dá três orientações fundamentais voltado para os que usavam de línguas estranhas:

1)      “no caso de alguém falar em outra língua, que não seja mais de dois ou quando muito três e isso sucessivamente” v27pp

2)      “e haja quem interprete” v27up

3)      “não havendo interprete, fique calado na igreja” v28

Com essas três regras Paulo, inibe o uso desse dom, e deixa ele vinculado à necessidade de se interpretar o que a pessoa está dizendo.

Paulo ainda coloca ordem no culto. Portanto é uma regra bíblica, que se a pessoa for falar em línguas estranhas, cada um deve falar por vez; e no máximo três pessoas devem falar. E mesmo assim se não houver intérprete, eles devem ficar calados.

Ou seja, os cultos onde há várias falando em línguas ao mesmo tempo, em uma confusão de vozes, isso é anti-bíblico, é confusão, e Deus na se agrada. Paulo é enfático – “Deus não é de confusão” v33.

O v40 finaliza a exortação apostólica dizendo – “Tudo seja feito com decência e ordem”.

As igrejas que não seguem essas orientações, não estão de acordo com a Palavra de Deus e se encaixam na “confusão”, desonrando o Nome de Jesus Cristo.

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O Contexto Histórico de Corinto

AS ORIGENS DO CARNAVAL

           

Historiadores têm procurado traçar suas origens para as celebrações de vários povos, como os mesopotâmicos. A própria Bíblia relata religiões com cultos a deuses que as cerimônias envolvia prostituição cultual com sacerdotisas (Nm 25:1,2).

Os gregos e romanos celebravam festas em honra de Dionísio (Baco para os romanos), que encorajava a bebida e outras indulgências carnais. A religião e a entrega aos desejos sexuais foi um vínculo que sempre existiu nas religiões pagãs da antiguidade.

Assim, enquanto o Carnaval pode ter surgido oficialmente na Idade Média, muitas de suas práticas foram herdadas de civilizações anteriores.

Durante a Idade Média e a consolidação da Igreja Católica, o controle sobre os impulsos festivos da população foi procurado. As festas eram vistas como excessivas e, portanto, propensas a práticas pecaminosas. Para resolver isso, a Igreja estabeleceu a Quaresma - um período de 40 dias de contrição e jejum que antecedeu a Semana Santa. A rigidez e restrição deste período fez com que o ímpeto festivo da população fosse condensado para as semanas e meses anteriores à Quaresma. Este período foi chamado Carnis levale - que significa "tirar a carne" - como era o momento de expressar desejos antes de começar a Quaresma. (Fonte: Sala da Notícia.com).

A igreja romana assim se identifica com as religiões pagãs da antiguidade; e isso é compreensível porque os romanos travestiram o cristianismo com todos seus fundamentos religiosos de idolatria, ostentação, sacerdotes celibatários, permissividade sexual e festas paganizadas. O carnaval sancionado pela igreja é uma dessas evidencias do distanciamento do cristianismo original, que tinha raízes judaicas, e jamais romanas.

Foram os imperadores romanos, incialmente, com Constantino (c. 320 dC) que importaram da religião romana e mais tarde das religiões nórdicas, os elementos religiosos pagãos que existem na igreja católica apostólica romana. Essa igreja possui um cristianismo marginalizado ao cristianismo original criado pelo Jesus de Nazaré, o judeu do primeiro século, e Deus encarnado.

O Carnaval derivado durante a Idade Média era uma longa celebração, geralmente ocorrendo logo após o Natal e antes da Quaresma. Era comum para atos cômicos, performances teatrais e grandes quantidades de comida e bebida, incluindo carne, que normalmente não estava disponível para a maioria das pessoas durante o resto do ano.

Essa festa se distancia em muito e não possui similaridade alguma com as sete festas dos judeus que encontraram cumprimento na vida do Messias, Jesus Cristo. O próprio apóstolo Paulo em suas cartas relacionou as festas judaicas com Jesus dizendo – “Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” 1Co 5:7; e “Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem” 1Co15:20.

Já as festas pagãs centralizam-se nos desejos carnais humanos e suas satisfações. Essa é a essência do ‘carnaval cristão romano’. No entanto o Novo Testamento e os Evangelhos distanciam os desejos da carne do crente. Uma festa que satisfaça esses desejos da carne é uma distorção dos fundamentos do cristianismo e suas raízes hebraicas.

O Novo Testamento diz sobre os desejos da carne – “a inclinação da carne é inimizade contra Deus” Rm 8:7; “purifiquemo-nos de toda imundície da carne” 2Co 7:1; “não usem da liberdade para dar ocasião à carne” Gl 5:13; “andem no Espírito e não cumprireis os desejos da carne” Gl 5:16. Assim, notadamente, vemos que os fundamentos do Novo Testamento cristão, direciona opostamente à satisfação dos desejos da carne. Qualquer religião pretensamente cristã, que promova festas, como o carnaval, para satisfação dos desejos carnais, jamais foi cristã, mas pagã e corrompida nos seus conceitos pretensamente, cristãos.

É uma falácia que a igreja católica use o nome cristão e se distancie tão abertamente dos fundamentos do verdadeiro cristianismo. A ICAR é mais romana, pagã, do que jamais foi cristã. E o carnaval é uma das mais evidentes provas disto.

Uma igreja que permite que festas carnavalescas ocorram em frente aos seus templos, e que autoriza seus seguidores à fornicação, adultério, prostituição, e toda variedade de exposição do corpo, ostentação, vaidade, nudez e sincretismo de todo tipo, uma igreja dessa jamais foi cristã. É a maior falácia, ou engano propagado em nome da religião em todos os séculos.

Apelo aos cristãos romanos que se conscientizem e leiam os fundamentos do evangelho e das cartas do Novo Testamento, e aceitem o apelo do Apocalipse – “Saiam dela povo meu” Ap 18:3. O livro da Revelação identifica esse movimento religioso pagão, como sendo Babilônia, justamente pela união das religiões pagãs em si mesma.

Por outro lado, o mesmo Apocalipse diz dos cristãs verdadeiros – “os santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” Ap 14:12.