USAR MAQUIAGEM É PECADO?


Usar maquiagem com certeza não está nos dez mandamentos! Seria interessante se estivesse escrito: "Não usarás maquiagem". 

Como seria muito mais fácil se houvesse um mandamento assim. Mas ele não existe. Assim como não existe um mandamento sobre a maconha ,a pornografia etc.

Alguns imaginam que devido a Bíblia não falar sobre maquiagem seria uma autorização para usar; isso é uma conclusão ingênua.

A vaidade, ostentação, orgulho e erotismo que a maquiagem provoca naquela que a usa é que conduz o ato do pecado propriamente dito.

É o desejo de se exibir ou se mostrar mais atraente que faz a pecaminosidade do ato em se maquiar. O cristão é modesto, não usa de exibicionismo - "que as mulheres se arrumem com modéstia e sobriedade" 1Tim.2.9

E isso é válido para todos os cristãos; homens e mulheres não devem ostentar. É que as vezes mulheres e homens ostentam de forma diferente. Mas ostentação é pecado em todas as formas.

Algumas pessoas argumentam que a mulher deve se cuidar, mas o uso da maquiagem conspira contra a saúde feminina. Maquiar-se envelhece a pele, intoxica e pode provocar doenças como a depressão. 

Quem incentiva as mulheres a usar maquiagem com o argumento de que deve se manter bonita, novamente se demonstra ingênuo e mal informado(a).

A superficialidade de um caráter que se apoia na beleza externa para receber auto-afirmação através de um rosto maquiado é outro fator para não incentivar o uso dos cosméticos. 

Há formas naturais da mulher cuidar da pele e se manter bonita e atraente.

A maquiagem sempre esteve associada na Bíblia com pessoas pagãs, o exemplo clássico é Jezabel - 2 Reis 9:30 "Tendo Jeú chegado a Jezreel, Jezabel o soube; então, se pintou em volta dos olhos, enfeitou a cabeça e olhou pela janela".

Jezabel não era israelita; chegou em Israel através de um casamento ilícito com o Rei Acabe; os reis de Israel eram proibidos pela Lei de se casar com estrangeiras.  A vaidosa rainha era Fenícia e importou para israel os primeiros cosméticos.

Outro clássico exemplo é a profecia para descrever a Jerusalém. O profeta descreve a apostatada cidade da seguinte forma-  "Agora, pois, ó assolada, por que fazes assim, e te vestes de escarlata, e te adornas com enfeites de ouro, e alargas os olhos com pinturas, se debalde te fazes bela? Os amantes te desprezam e procuram tirar-te a vida" Jeremias 4:30. 

A apostasia sempre está relacionada ao uso vaidoso da pintura.

O apóstolo Pedro ao aconselhar em sua carta as mulheres cristãs, diz da seguinte forma - 1 Pedro 3:3 "Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus".

Quando a Bíblia menciona o uso de algo que hoje a igreja condena, é preciso entender que as Sagradas Escrituras são também uma narrativa.

Além de ter mandamentos e conselhos, a Bíblia faz narrativas, e isso não é uma autorização. Quando o texto sagrado narra que algumas pessoas usaram vinho, foram promíscuas, usaram da poligamia etc, isso não é uma autorização para se viver dessa forma.

Sendo assim quando se lê que algum personagem bíblico usou algo que hoje a igreja não recomenda, nem sempre isso é uma autorização.


Outro conselho - "Queridos jovens, vossa disposição para vestir-vos conforme a moda, usando, para satisfazer a vaidade, rendas, ouro e coisas artificiais, não recomenda aos outros a religião nem a verdade que professais" Mensagem aos Jovens, 348.

O uso da maquiagem revela um caráter falho. A vaidade, a ostentação e o orgulho são os resultados desta prática.

O PODER NAS MÃOS DO INTERNAUTA


Os recentes eventos criados no ambiente das redes sociais demonstram como o cidadão comum, o internauta, pode estabelecer a notícia, o que se conversa e até gerar celebridades instantâneas (mesmo sem querer... querendo).

O Twitter recentemente foi palco de um dos maiores assuntos comentados nesta rede social. Uma frase mal colocada em um comercial por um empresário paraibano foi “esculachada” pelos internautas e deu origem a ‘Tag’ – Menos a Luíza que está no Canadá.

O pai da garota não imaginava que os internautas cinicamente iriam reproduzir sua fala de centenas de formas, debochando da atitude  dele em mencionar que a filha estava fora do país.

O que produziu esse fenômeno viral da internet?

Entender se torna importante porque descreveria o que gera o fenômeno “viral”; outros simplesmente querem saber apenas porque algo tão banal foi valorizado.

Não é falta de inteligência; os internautas ao contrário são muito ágeis e críticos. Se tivéssemos que classificar, talvez seja excesso de cinismo.

Os internautas acharam abusivo a fala de Gerardo, o empresário paraibano, em citar que a filha estava no Canadá; no pensamento do internauta (e talvez de muitos outros) era desnecessário essa frase em um comercial televisivo.

Aqui surgiu o cinismo, a ironia, o deboche e dezenas de outras atitudes nas frases do twitter.

Simplesmente foi uma “curtição”, uma brincadeira cínica.

Quem acompanha os assuntos do momento revelado pelas ‘Tags’ na rede social, percebe que há muitos assuntos irrelevantes que são apenas ‘gozações’, ‘zueira’ como muitos dos internautas classificam – eles só querem rir das piadas a nível nacional.

Todo internauta no território nacional pode opinar, e é divertido (pensam) ler as diferentes idéias e manifestações.

O Twitter é um cabedal dos pensamentos humanos a nível nacional e até mundial. Você lê a opinião de ‘todo mundo’.

Não é falta de inteligência, pelo contrário, não são todos que conseguem se expressar com 70 caracteres, e ainda com cinismo. É uma arte. É uma revolução do século 21 – a Primavera Árabe é uma destas revoluções, e foi gerada no Twitter e Facebook.

Este é um poder colossal, o poder do povo, do internauta. Eles determinam o assunto e o pensamento do dia. Seja banalidade ou política, o que é gerados nestas redes sociais possui uma influência determinante.

A TV, o maior meio de comunicação do planeta, já tem sua pauta gerada pelo que o Twitter ou Facebook determina. Daí a reação de alguns apresentadores dizendo ser ‘falta de inteligência’... burrice de quem não reconhece que algo está acontecendo e que isso é relevante.

Não se trata de desvendar o fenômeno para aproveitar essa energia ‘viral’ para nossos interesses; se trata de entender como a mente do século 21 pensa e reage, e alcança-la através do Evangelho.

Por que o Evangelho é poder.

O que seria se o internauta cristão conjugasse esses dois 'poderes'?