A EXEGESE DE OBAMA

Em um discurso sobre a diversidade americana e a fé, Obama levanta algumas questões que precisam ser clarificadas.


Não pretendo responder, mas argumentar (no mesmo tom) e se você tem alguma contribuição, vamos rebater juntos essa pretensiosa postura do presidente americano.

1ª Questão – Que cristianismo vamos ensinar em nossas escolas?

Que tal o de Jesus Cristo.

2ª Questão – Que passagens deveriam instruir nossas políticas públicas?

A política não é da alçada da Bíblia; ele deveria manter seu estado separado da igreja e seus assuntos.

3ª Questão – A escravidão é sugerida em Levítico?

Os artigos de Levítico regem a ordem social vigente na época. Como foi citado no ‘post’ anterior, leis civis e artigos similares estão sujeitos ao governo atual.

4ª Questão – Comer frutos do mar é aceitável?

Se os artigos de saúde de Levítico sobre frutos do mar estiverem fora de época (Levítico 11) a Bíblia também esta errada ao não recomendar também a ingestão de gordura animal (Levítico 3:17) – precisamos avisar isso aos cardiologistas e nutricionistas.

5ª Questão – Devemos apedrejar os filhos por se desviarem da fé?

A pena de morte era uma prerrogativa daquele povo nômade e que vivia na idade da pedra. Era uma jurisdição Teocrática e Deus executava seu juízo de forma imediata.

6ª Questão – Devemos ficar com o sermão da montanha?

As máximas de paz e tolerância do primeiro sermão de Jesus são chacoteados pelo Nobel da Paz de 2009... Deus um dia irá pedir contas a Obama, como fez com Nabucodonosor. Obama recebeu o prêmio Nobel da Paz em plena Guerra do Iraque. Em quem vamos acreditar?

7ª Questão – As propostas da Bíblia devem estar sujeitas a discussão e ser influenciáveis pela razão?

A Bíblia é a Palavra de Deus. Suas orientações são para a humanidade. Ela foi escrita por homens de diferentes épocas, mas “toda escritura é inspirada e útil” 2 Timóteo 3:16. Quando Paulo, o teólogo inspirado da igreja primitiva, escreveu isso só existia o Antigo Testamento. Ele se referia a ‘todo’ Antigo Testamento.

A Bíblia não deve ser discutida, mas seus princípios aplicados. Atrás de cada artigo da Lei ou ensinamento há um princípio.

A razão humana não é apta para julgar o que é válido ou não. Tudo deve estar sujeito a própria Bíblia – ela responde a si mesma.

8ª Em algum nível fundamental a Bíblia permite negociar algo?

Há artigos da Lei que são inegociáveis até hoje – não matar, não furtar – por quê negociar outros artigos? Alguns artigos podem ser explicados (à luz da própria Escritura) mas nenhum deve ser negociado.

9ª Questão – Se Deus mandasse você sacrificar seu filho (como Abraão) você o faria?

O sacrifício de humanos era comum no novo local que Abrão havia se instalado. O patriarca estava adotando os costumes locais (bigamia etc.) e Deus resolveu mostrar a Abrão que o estilo de vida daquele povo era repulsivo. Deus mimetizou os deuses pagãos pedindo o sacrifício de Isaque.

A prova de fé de Abrão era crer que Deus não era daquela forma. E Deus mostrou isso providenciando o sacrifício correto – o cordeiro – que era predito na Lei.

A prova de Abrão foi sobre o que ele devia fazer e o que devia descartar como costume local. Passamos por essa prova todos os dias.

10ª Questão – Devemos agir de acordo com aquelas coisas que vemos?

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” Hebreus 11:1. O discurso de Obama é sedutor. Mas a Palavra de Deus é Eterna.

11ª A fé é usada como instrumento de ataque?

A fé cristã prega o amor – amor a Deus e amor ao próximo; as duas diretrizes da Lei de Deus. Quando os homens (como Obama) pretenderam interpretar as Sagradas Escrituras e sugerir outras idéias é que surgiram os maiores erros da história. Isto pôde ser evidenciado na Idade Média.

O discurso de Obama é um reflexo do pensamento pós-moderno. Mas isso não deve impressionar os cristãos. Os argumentos podem ser lógicos, atuais e sedutores.  "mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente" Isaías 40:8.

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AFINAL, O QUE VALE E O QUE NÃO VALE?

Sem querer, o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura tocou em uma questão exegética que coloca em xeque até mesmo a validade das Sagradas Escrituras.


Em sua primeira visita ao Brasil desde que foi agraciado com o prêmio Nobel, o escritor peruano Mario Vargas Llosa, 74, criticou a relação que o governo mantém com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

“Lá (Irã) estão atirando pedras em mulheres adúlteras! Como vai legitimar um tirano assassino que representa uma forma anacrônica de fanatismo?” disse o peruano.

Afinal o que é valido nas Escrituras Sagradas?

Concordo que as mulheres (nem homens) sejam apedrejados por adultério. Mas se formos racionalizar uma afirmativa do Antigo Testamento, colocamos em dúvida todo o seu conteúdo. O Antigo Testamento é ainda válido?

Se o artigo do apedrejamento (Levítico 20) não é mais válido, o que dizer dos outros artigos da lei que estão ali também – dízimo, animais imundos etc.

Jesus ao se reportar sobre a Lei em seu primeiro discurso (Sermão do Monte) disse que não vinha para abolir a Lei ou destruí-la (Mateus 5:17). E esta Lei que Jesus citava era a Torah ou o Pentateuco, com seus 613 artigos.

Paulo, o grande teólogo da igreja cristã, deixou em sua carta canônica de 1 Timóteo a declaração de que “toda escritura é inspirada e útil” (3:12).

O que está acontecendo aqui? Contradição? De forma alguma. O problema está em nossa exegese textual e interpretação da história.

Os Doutores da Lei no tempo de Cristo assumiam que os artigos da Lei que regiam a pena de morte não estavam mais sobre a jurisdição da igreja – “A nós não nos é lícito matar ninguém” João 18:31.

Os Doutores da Lei já haviam colocado essa questão diante de Jesus – “E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? João 8:5. Jesus articulou da mesma forma que a questão do dízimo – “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” Lucas 20:25.

A vigência civil de certos artigos da lei não estavam mais na mão dos judeus. Eles a receberam em uma jurisdição teocrática. Desde aquela época, os reis haviam assumido o poder e posteriormente as nações gentias governavam sobre eles, e a estes se sujeitavam.

O que percebemos é a jurisdição de certos artigos da lei (não sua validade). Em Levítico apedrejar pessoas não está mais no poder da autoridade eclesiástica (já esteve) mas o que dizer do dízimo? Jesus postulou – “dai... a Deus o que é de Deus”.

Não somente os dízimos, mas os artigos que postulam sobre a saúde estão sobre a vigência ainda.

Vale a pena dar uma olhada no Pentateuco...

ACAMPAMENTO ESPERANÇA

Foram 69 dias de Esperança. Embora nos 17 primeiros dias houvesse incerteza, indefinição e falta de informação, depois que o presidente chileno assumiu a responsabilidade do resgate, o local da mineradora foi transformado em um grande acampamento de esperança.

Isso pode ser comparado a situação deste planeta, onde bilhões de pessoas esperam um resgate e outros bilhões precisam ouvir que precisam ser retiradas daqui.

Os 33 mineiros tinham consciência da situação em que estavam - o lugar deles não era naquela caverna escura e úmida - mas muitos de nós humanos não sabemos que este planeta escuro não é o nosso destino final.

É preciso transformar nosso mundo em um grande 'acampamento esperança'. Isso tudo começou com a visita do pastor adventista, Carlos Diaz, à mineradora e o envio de Bíblias aos mineiros soterrados.


A Esperança sempre vem com a chegada da Palavra de Deus.

A pergunta que fica é a seguinte - como conscientizar as pessoas de que elas precisam sair daqui?

Talvez os infortúnios, catástrofes e fatalidades sejam apenas sinais de que precisamos ser retirados; e isso se dará em breve com a Segunda Vinda de Jesus.

O ESFORÇO PELO RESGATE

"Estive com Deus e com o diabo. Os dois brigaram e Deus venceu". Assim o segundo mineiro a alcançar a superfície, Mário Sepúlveda, definiu os 69 dias que passou soterrado na mina de San José, no norte do Chile".

O nono mineiro, Mario Gomez, 63, foi o único até o momento a se ajoelhar e orar a Deus, após sair do túnel de resgate. Durante quase 1 minuto esteve de joelhos nas areias secas e pedregosas do Atacama, diante de câmeras do mundo inteiro, reconhecendo a quem ele reconhece como o seu verdadeiro salvador.


Esse episódio que atrai a atenção do mundo todo é um exemplo de da luta que ocorre pelas almas de todos os seres humanos.

Deus está brigando por cada alma neste mundo. O esforço aplicado pelos seres celestiais para que cada ser humano seja retirado das trevas em que estamos tem um custo muito alto.

O próprio Deus se ofereceu para vir até aqui; custou a Sua vida; e Ele deu tudo o que tinha - a Sua própria natureza. Deus jamais será o mesmo depois que esteve aqui, pois se uniu à humanidade em um vículo eterno.

Não há outro resgate como este.

A CAPSULA

Ela é a única forma de saída; pesa 420 kilos e percorre a distância de 600 metros em 12 minutos. Nela os resgatados são amarrados com cintos de segurança, acoplados a balões de oxigênio e rádios de comunicação. Feita de aço, mesmo que haja um soterramento durante o resgate, ela foi projetada para manter em vida o mineiro que está sendo resgatado.

A capsula de resgate é sua única e ultima esperança de salvação.

Não é diferente com nossa espiritualidade - há um só meio de nos salvarmos - através de Jesus Cristo.

Não há outra forma ou outro ser que preencha os requisitos para a salvação da humanidade.

O que faz de Jesus o único ser capaz de salvar o homem?
1. Jesus é o próprio Deus
2. Ele se encarnou, se tornou um de nós - humano
3. Jesus veio para suportar a prova que falhamos
4. Ele venceu onde nós fomos derrotados
5. Jesus é nosso substituto
6. Ele nos deu o exemplo
7. Jesus veio mostrar como Deus é
8. Ele nos tocou e se identificou com a humanidade
9. Jesus sofreu a condenação que era nossa
10. Ele morreu em nosso lugar
11. Jesus ressuscitou
12. Ele intercede por nós no céu

Não há outro ser na história humana que preencha esses requisitos. Todos os outros que vieram alegando ser deuses, enviados ou seres iluminados, não pode preencher o que Jesus nos fez.

Não há outra forma de sermos resgatados deste mundo para o mundo vindouro.

Só em Jesus temos o meio de saída seguro.

ESTADO LAICO - ASSUNTOS RELIGIOSOS

O estado laico é caracterizado pela separação entre a igreja e o estado. A igreja não influencia nas decisões do estado, nem o estado rege os assuntos da igreja.

A constituição brasileira traz em uma de suas leis a seguinte:

"ARTIGO 18. Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância isolada ou coletivamente, em público ou em particular".
Mas o debate em torno de temas como aborto, casamento de homossexuais, símbolos religiosos em repartições públicas, profissionalização da prostituição e liberação das drogas não seria uma quebra do princípio do estado laico?

O debate destes temas é a democracia em sua excelência. Os eleitores são cristãos, protestantes e evangélicos e devem ser ouvidos e tem o direito a exigir dos seus candidatos que os princípios espirituais que representam sejam preservados.

O estado impor por lei todos os temas acima citados, e obrigar os cristãos a obedecê-los, isso sim é quebra do princípio laico do estado.

Por outro lado se a igreja exigir, sem a representação do voto, a imposição de tais temas na sociedade, isso também seria a quebra do mesmo princípio.

A verdadeira democracia permite a expressão de quem quer que seja o cidadão – um cristão ou um ativista qualquer. O que não é democrático é a intimidação por quaisquer meios – sejam religiosos ou seculares (mídia, artifícios políticos e ameaças governamentais).

É saudável e próprio da democracia os movimentos que os grupos fazem em se unir para garantir sua representatividade. Os cristãos estão em movimento e unidos em pensamento.

A postura dos atuais candidatos que ainda seguem ao segundo turno de suas eleições, mostram como respeitam os eleitores que pensam de forma diferenciada as questões religiosas em pauta.

Ambos os candidatos se alinham afirmando apoiar os princípios cristãos. Resta saber se isso é por agora, ou será diferente no governo do país.

Há uma forma de descobrir isso – “Pelos seus frutos os conhecereis” Mateus 7:20.

A cidadania envolve pesquisar, ouvir e avaliar.

Aqui você vai receber uma informação, mas não uma indicação.

TROPA DE ELITE 2 - FILME DE VIOLÊNCIA OU DOCUMENTÁRIO?

Em 600 cinemas será exibido o filme que tem sido considerado a melhor expressão do que é a violência policial e marginal na cidade do Rio de Janeiro.


Num misto de ação e informação o filme se utiliza da violência explícita para ‘protestar’ contra a própria violência na capital carioca.

Em entrevista coletiva para o lançamento de "Tropa de Elite 2", no Rio de Janeiro, o diretor José Padilha disse que seu filme não exagera ao retratar as mazelas da polícia carioca. Para ele, a realidade é ainda pior do que a ficção. "O importante é trazer à tona o problema das milícias", disse.

O filme se tornou uma sensação. Isto porque o filme brasileiro não tem os efeitos especiais de Hollywood, mas tem a violência – e isso é tão lucrativo quanto os efeitos especiais.

Um alerta aos cristãos que se preocupam com sua espiritualidade – não se permitam seduzir com a coisas vis e baixas deste mundo. Violência nunca foi e nunca será diversão.

“Satanás está usando todos os meios para tornar o crime e vícios degradantes populares. Não podemos andar nas ruas de nossas cidades sem encontrar chocantes notícias de crimes que serão contados e recontados nos romances e no teatro. A mente é educada para familiarizar-se com o pecado. A conduta seguida pelos baixos e vis é mantida diante do povo pelos periódicos do dia, e tudo que pode despertar a paixão é posto diante deles em agitadas histórias”. LA, 406

Repórteres de Portugal perguntavam insistentemente se a imagem de um Rio de Janeiro violento e corrupto não poderia interferir negativamente no turismo brasileiro, justamente no momento mais promissor, com a realização da Copa do Mundo de 2014.

Aos jornalistas portugueses, o diretor de Tropa disse que seu compromisso é “com as pessoas que vão assistir ao filme, não com o turismo”, e foi ajudado pelo ator protagonista do filme Wagner Moura – “Aqui dentro o filme tem a identificação do brasileiro que conhece este quadro, mas lá fora pode provocar perplexidade”, respondeu o ator.

O preço da má propaganda no exterior e nas mentes dos adolescentes e jovens que serão influenciados pela violência é superado pelo preço da fama pessoal e do lucro direto com a exibição do filme.

Eu não assisti Tropa de Elite 1.

Não assistirei Tropa de Elite 2.

Me recuso como brasileiro a financiar a industria da violência.

Me recuso como cristão a forçar minha consciência a se divertir com o crime, homicídio, extorsão e crueldade.

PNDH3 – Plano Nacional de Direitos Humanos

Esse é o terceiro projeto de uma proposta de garantir os Direitos Humanos – de mulheres, idosos, adolescentes, crianças, indígenas, ‘sem terra’, homossexuais e outras classes dicriminalizadas.

Os primeiros planos (PNDH1 e PNDH2) foram desenvolvidos nos governos anteriores; o PNDH1 no governo de Fernando Henrique Cardoso. O plano atual agregou a filosofia do atual governo.

São 521 propostas em 6 eixos gerais:

I. Interação democrática entre Estado e sociedade civil
II. Desenvolvimento e Direitos Humanos
III. Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades
IV. Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência
V. Educação e Cultura em Direitos Humanos
VI. Direito à Memória e à Verdade

Cada um desses eixos possui dezenas de diretrizes, seguidos de outras dezenas de objetivos estratégicos.

Os cristãos estão preocupados o Eixo Orientador III, e algumas propostas que atingem suas crenças e direitos e outras que encaminham a sociedade para uma distanciação de crenças cristãs.

Por exemplo, uma dessas propostas não permitia símbolos religiosos em repartição pública, mas já foi rejeitada:

Eixo Orientador III: Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades
Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade.
Objetivo estratégico VI: Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado.

c) Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

Recomendação: Recomenda-se o respeito à laicidade pelos Poderes Judiciário e Legislativo, e Ministério Público, bem como dos órgãos estatais, estaduais, municipais e distritais.
(Revogada pelo Decreto nº 7.177, de 12.05.2010)

Outras ainda permanecem para serem aprovadas, como a seguintes:

Eixo Orientador III: Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades
Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais
Objetivo estratégico III: Garantia dos direitos das mulheres para o estabelecimento das condições necessárias para sua plena cidadania

g) Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde. (Redação dada pelo Decreto nº 7.177, de 12.05.2010).

Recomendação: Recomenda-se ao Poder Legislativo a adequação do Código Penal para a descriminalização do aborto.
(PNDH3 pag.91 e 92)

O objetivo é não ter mais o aborto como caracterizado como crime e assim tratar o assunto como uma questão de saúde pública. Oferecendo nos hospitais e unidades de atendimento público o serviço da prática do aborto.

Outra proposta, mais ampla e que tem preocupado os cristãos é a seguinte:

Eixo Orientador III: Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades
Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade
Objetivo estratégico V: Garantia do respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero.

a) Desenvolver políticas afirmativas e de promoção de uma cultura de respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero, favorecendo a visibilidade e o reconhecimento social.

b) Apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Recomendação: Recomenda-se ao Poder Legislativo a aprovação de legislação que reconheça a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

c) Promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos.

Recomendações: Recomenda-se ao Poder Judiciário a realização de campanhas de sensibilização de juízes para evitar preconceitos em processos de adoção por casais homoafetivos.

Recomenda-se ao Poder Legislativo elaboração de projeto de lei que garanta o direito de adoção por casais homoafetivos.

d) Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade.

e) Desenvolver meios para garantir o uso do nome social de travestis e transexuais.

Recomendação: Recomenda-se aos estados, Distrito Federal e municípios a promoção de ações que visam a garantir o uso do nome social de travestis e transexuais.

f) Acrescentar campo para informações sobre a identidade de gênero dos pacientes nos prontuários do sistema de saúde.

g) Fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em DireitosHumanos de Prevenção e Combate à Homofobia16 e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas.
(PNDH3 pag.98 e 99)

Essas propostas são discutidas em plenário na Câmara Federal e Senado. Daí a importância de representantes cristãos nestas duas instâncias a fim de garantirem também o direito dos cristãos e manutenção de suas crenças.

CRISTÃOS E A POLÍTICA

Notícias sobre crises políticas e corrupções governamentais acabam polarizando a opinião pública dos países afetados. É curioso ver, de um lado, políticos questionáveis se fazendo de vítimas para continuar recebendo o apoio popular e, do outro lado, oposicionistas que aproveitando a situação para se autoproclamarem os únicos salvadores da pátria.
A o mesmo tempo em que vários políticos tradicionais vão perdendo a credibilidade, algumas denominações evangélicas tem-se mobilizado politicamente, a ponte de montarem sua próprias bancadas em câmaras de vereadores, nas assembléias legislativas na Câmara dos Deputados e mesmo no Senado Federal, sob o pretexto de que os políticos evangélicos são mais honestos e confiáveis.


A crescente militância política evangélica tem suscitado algumas indagações importantes entre os próprios adventistas:

1ª) Deveriam os adventistas continuar politicamen­te passivos ou assumir uma postu­ra mais agressiva diante das crises governamentais?

2ª)Como a Igreja Adventista do Sétimo Dia encara a candidatura de alguns de seus membros a cargos políticos através de eleições públicas?

3ª) Que critérios devem ser usados na escolha dos candidatos em quem votar?

No capítulo "Nossa Atitude Quanto à Política” do livro Obreiros Evangélicos, págs. 391-396 (ver também Fundamentos da Educa­ção Cristã, págs. 475-484), podem ser encontradas importantes orientações sobre o não envolvi­mento de obreiros denominacio­nais em questões políticas. Já o pre­sente artigo menciona alguns con­ceitos básicos sobre a posição dos adventistas como cidadãos, candi­datos e eleitores políticos.

Organização apolítica
Exis­tem pelo menos três princípios fundamentais que regem a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre a política. Um deles é o prin­cípio da separação entre Igreja e Estado, levando cada uma dessas entidades a cumprir suas respecti­vas funções sem interferir nos ne­gócios da outra. A Igreja crê que só poderá preservar esse princípio por meio de uma postura denomi­nacional apolítica, não se posicio­nando nem a favor e nem contra quaisquer regimes ou partidos po­líticos. Essa postura deve caracteri­zar, não apenas a organização ad­ventista em todos os seus níveis, mas também todas as instituições por ela mantidas, todas as congre­gações adventistas locais, bem como todos os obreiros assalaria­dos pela organização.

A Igreja encontra nos ensinos de Cristo e dos apóstolos base sufi­ciente para evitar qualquer mili­tância política institucional. O cris­tianismo apostólico cumpria sua missão evangélica sob as estruturas opressoras do Império Romano sem se voltar contra elas. O pró­prio Cristo afirmou que o Seu rei­no "não é deste mundo" e que, por conseguinte, os Seus "ministros" não empunham bandeiras políti­cas (João 18:36). Qualquer com­promisso político ou partidário por parte da denominação dificultaria a pregação do "evangelho eterno" a todos os seres humanos indistinta­mente (Mat. 24:14; Apoc. 14:6).

Outro princípio fundamental é que o nível de justiça social de um país é diretamente proporcional ao nível de justiça individual de cada um dos seus cidadãos, e que esta justiça individual, por sua vez, deri­va do interior da própria pessoa. Reconhecendo as dimensões so­ciais do pecado, a Igreja apóia e mesmo participa de projetos so­ciais e educacionais que benefi­ciam a vida comunitária sem con­flitarem com os princípios bíblicos. Muitos desses projetos são levados a efeito em nome da ADRA - Agên­cia de Desenvolvimento e Recur­sos Assistenciais. No entanto, a Igreja não participa de quaisquer greves e passeatas de índole políti­ca e partidária que acabariam com prometendo sua postura apolítica.

A validade de uma perspectiva que parta do interior para o exte­rior do ser humano é destacada por Cristo ao afirmar que "de dentro, do coração dos homens, é que proce­dem os maus desígnios, a prostitui­ção, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Mar. 7:21, 22). Conseqüentemente, a solução cabal para esses problemas não está na mera formulação de novas leis ou no ativismo revolucionário, e sim, na conversão interior do ser humano. Nas palavras de Cristo, "limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fi­que limpo!" Mat. 23:26.

Um terceiro princípio funda­mental é que cada cristão adventista possui uma dupla cidadania ele é, acima de tudo, cidadão do reino de Deus e, em segundo plano, cidadão do país em que nasceu ou do qual obteve a cidadania. Conseqüente­mente, deve exercer sua cidadania terrestre com base nos princípios cristãos de respeito ao próximo. Mesmo desaprovando situações de injustiça e exploração social, a Igreja Adventista do Sétimo Dia procura se relacionar respeitosamente com o governo civil e os partidos políticos de cada país em que exerce suas ati­vidades, sem com isso comprometer os princípios bíblicos.

Que o cristianismo não isenta os cristãos dos seus deveres civis é evidente na ordem de Cristo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Mar. 12: 17. O Novo Testamento apresenta várias orien­tações a respeito do dever cristão de honrar os governos civis como instituídos por Deus (ver Rom. 13:1-7; Tito 3:1 e 2; I Pedro 2:13­17). Somente quando tais governos obrigam seus súditos a transgredi­rem as leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de que "an­tes, importa obedecer a Deus do que aos homens”: Atos 5:29.

Candidatos adventistas
En­tre os direitos do cristão adventista no exercício de sua cidadania, está o de ocupar cargos políticos. O An­tigo Testamento menciona vários membros do povo de Deus que exerceram funções de grande pro­jeção no governo de importantes nações pagãs da época. Por exem­plo, José foi por muitos anos pri­meiro-ministro do Egito, a mais importante nação da época (Gên. 41:38-45). Colocado por Deus so­bre o trono daquele país (Gên. 45:7, 8), José se manteve "puro e imacu­lado na corte do rei"; e foi "um re­presentante de Cristo" aos egípcios (Medicina e Salvação, pág. 36; Pa­triarcas e Profetas, págs. 368-369).

Daniel exerceu importantes cargos governamentais em Babilônia sob o reinado de Nabucodonosor, Bel­sazar, Dario e Ciro (Dan. 2:48, 49; 5:11, 12,29; 6:1-3, 28; 8:27). Com um apego incondicional aos prin­cípios divinos, Daniel e seus com­panheiros foram embaixadores do verdadeiro Deus na corte desses reis (ver Dan. caps. 1, 3 e 6).

A postura de José e Daniel nas cortes pagãs do Egito e de Babilônia, respectivamente, corrobora o fato de que é possível ser cristão sob governos não comprometidos com a religião bíblica. Mas o apri­sionamento de José (Gên. 39:7-23), o teste alimentar de Daniel e seus três companheiros (Dan. 1), a pas­sagem desses três companheiros na fornalha de fogo (Dan. 3) e a expe­riência de Daniel na cova dos leões (Dan. 6) comprovam que há um preço elevado a ser pago por aque­les que ocupam cargos públicos em ambientes hostis à verdadeira reli­gião. O exemplo do rei Salomão deixa claro que boas intenções ini­ciais (II Crôn. 1:1-13) podem ser corrompidas pela influência de ambientes vulgares (I Reis 11:1-15). Já a atitude do rei Ezequias para com a embaixada de Babilônia comprova que governantes temen­tes a Deus correm o risco de se or­gulharem de suas próprias conse­cuções (II Reis 20:12-19).

É interessante notarmos que José e Daniel foram nomeados para suas funções públicas pelos pró­prios monarcas da época. Mas hoje, na maioria das democracias modernas, as pessoas precisam se candidatar e concorrer a tais fun­ções em um processo bem mais competitivo. O fato de existirem políticos corruptos não significa que todo político seja corrupto.

Embora a Igreja Adventista do Sé­timo Dia, normalmente, não enco­raje e nem desestimule a candida­tura política dos seus membros, ela também reconhece que a socieda­de contemporânea tem sido bene­ficiada pelo bom exemplo de al­guns políticos adventistas que con­correm honestamente a determi­nados cargos públicos e os exercem dignamente, sem comprometerem com isso os princípios bíblicos. A influência positiva de políticos ad­ventistas tem sido decisiva, em vá­rios países, para o estabelecimento de legislações que facilitem a ob­servância do sábado.

A Igreja espera que os adventis­tas que se candidatam a cargos po­líticos elegíveis sejam honestos em sua campanha e, se eleitos, tam­bém no exercício de suas funções políticas. Cada candidato deve conduzir o seu processo eleitoral-­político (1) sem assumir posturas ideológicas e partidárias contrárias aos princípios cristãos; (2) sem se valer de recursos financeiros ina­propriados; (3) sem prometer o que não possa cumprir; (4) sem de­negrir a reputação de outros candi­datos igualmente honestos; (5) sem se envolver com coligações não condizentes com a fé cristã-adven­tista; (6) sem jamais comprometer a observância do sábado em suas campanhas; e (7) sem minimizar seu compromisso pessoal com o estilo de vida adventista em coque­téis e confraternizações sociais.

É certo que os membros da igreja têm o di­reito, como cidadãos, de se candi­datarem e concorrerem a cargos elegíveis, bem como de procura­rem convencer outros a neles vota­rem. Mas nenhuma programação oficial de qualquer congregação ad­ventista deve ser usada como plata­forma política que comprometa a postura apolítica da denominação.

Candidatos adventistas que usam eventualmente o púlpito devem pregar o evangelho, sem jamais fa­lar sobre política. Deus poderá abençoar ricamente os candidatos que exercerem honestamente sua cidadania, respeitando a posição apolítica da igreja e de seus obrei­ros, e promoverem a cordialidade e a unidade de nossas congregações.

Eleitores adventistas
Os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia devem reconhecer ser seu dever individual escolher cons­cientemente em quem votar. O princípio básico é sempre votar em candidatos cuja ideologia, crenças, estilo de vida e propostas políticas estejam mais próximos dos princí­pios adventistas . Entre os princí­pios mais importantes estão:

(1) liber­dade religiosa, (2) separação entre Igreja e Estado, (3) observância do sá­bado, (4) conduta moral, (5) temperança cristã, (6) apoio ao sistema educacio­nal privado mantido pela Igreja, e a (6) tentativa de melhorar a qualidade de vida das classes moral e econo­micamente desfavorecidas. A posi­ção da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre algumas dessas questões é enunciada no livro Declarações da Igreja (Tatuí, SP: CPB, 2003).

Outro aspecto de especial inte­resse para os eleitores adventistas é a votação ou não em candidatos adventistas. Alguns crêem equi­vocadamente que, votando em candidatos adventistas, estariam ao mesmo tempo promovendo a liberdade religiosa e postergando os eventos finais. Mas é dever de todo o cristão-adventista exercer sua influência em favor da liberda­de religiosa (Mensagens Escolhi­das, vol. 2, pág. 375; Testemunhos para Ministros, págs. 200-203), contribuir positivamente para a fi­nalização da pregação do evange­lho (Mat. 24:14; 28:18-20), e dei­xar os eventos finais por conta de Deus (Atos 1:6-8).

Como membros do corpo de Cristo (I Cor. 12:12-31), deveríamos acabar com a falsa teoria de que "adventista não deve votar em adventista": Essa teoria só é aplicá­vel a candidatos que não vivem uma vida condizente com os prin­cípios adventistas ou cuja candida­tura visa apenas a obter benefícios pessoais, sem uma proposta políti­ca adequada. Mas, por outro lado, se os candidatos adventistas são os que mais próximo se encontram dos princípios que sustentamos e se eles possuem boa proposta polí­tica, então, não existe qualquer jus­tificativa plausível para se descar­tar tais candidatos simplesmente por serem adventistas.

Conclusão
A Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre manteve uma posição oficial apolítica de não se posicionar a favor ou contra qualquer regime ou partido políti­co. Essa posição é mantida em to­dos os níveis organizacionais e ins­titucionais da denominação, inclu­sive em suas congregações locais. Os obreiros assalariados pela de­nominação devem manter a mes­ma postura.

Conseqüentemente, nenhum púlpito adventista e ne­nhuma reunião promovida oficial­mente pela denominação jamais deveria desfraldar qualquer ban­deira política. Ele é um lugar onde o evangelho eterno deve ser pro­clamado com o propósito de con­duzir à salvação em Cristo pessoas de todas as etnias e de todos os partidos políticos, sem preferên­cias e discriminações.

Por contraste, a Igreja faculta aos seus membros o direito indivi­dual de exercer sua cidadania, in­clusive a de se candidatar a cargos políticos e de exercê-los dignamen­te. Tanto no processo eleitoral como no exercício da função, espe­ra-se que cada adventista engajado em tais atividades mantenha uma postura digna de verdadeiro cris­tão adventista.

Todos os políticos adventistas deveriam considerar a José e Daniel como seus modelos políticos. Deveriam sentir ser seu dever zelar pessoal e publicamente pela liberdade religiosa e pelos princípios cristãos em um mundo carente dos valores absolutos da verdadeira religião bíblica.

Todos os membros da igreja de­veriam votar conscientemente nos candidatos que melhor refletem os ideais adventistas. A escolha dos candidatos não deveria ser tanto por partido político, mas pela ideologia e os valores pessoais de cada um. Candidatos adventistas não deveriam ser discriminados simplesmente por serem adventis­tas, exceto se não demonstram uma conduta digna ou não pos­suam um plano de governo ade­quado. O voto de cada adventista deveria ser um testemunho autên­tico a favor da liberdade religiosa que facilite o cumprimento da missão adventista nestes dias finais da história humana.

Dr. Pr. Alberto Ronald Timm, Ph.D, é Reitor dos Seminários Teológicos da IASD na América do Sul.